Portugal é grande quando abre horizontes

22
Mar 17

Publico hoje na Visão on line uma reflexão sobre os sessenta anos da UE. O texto procura abordar esta questão, que é bem complexa, pela positiva. Para bater no projecto comum já por aí há gente que chegue.

O link é o seguinte:

goo.gl/h71KXm

publicado por victorangelo às 19:56
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21
Mar 17

O programa desta semana do Magazine Europa, que hoje foi difundido pela Rádio Macau, interessa-se pelos 60 anos do projecto europeu. Faz referência à cimeira queterá lugar em Roma dentro de dias, a 25 de março, para marcar a efeméride. E entrevista a representante da UE para Hong Kong e Macau, a cidadã espanhola Carmen Cano.

Desta vez, os meus comentários abordam o futuro do projecto comum, numa altura de balanços e celebrações.

O link para o programa de hoje é o seguinte:

 

Magazine Europa (21 de Março de 2017)

 

publicado por victorangelo às 15:38
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19
Mar 17

Aprende-se muito sobre relações de força em matéria de política internacional, quando se trabalha numa posição estratégica directamente ligada ao Conselho de Segurança da ONU ou numa agência eminentemente política, como é o caso do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Tive a sorte de fazer os meus trinta e tal anos nessas “zonas de combate”.

Quem vem das agências humanitárias não tem a mesma experiência sobre as questões de poder. Tem muitas outras vivências e valores, é certo. Traz uma dimensão humana muito forte, que é algo de mérito absoluto.

Mas a política internacional é muito complicada e nem sempre muito sensível às facetas humanitárias.

Isto daria pano para uma dissertação.

Não cabe aqui.

Noto, todavia, que o novo Secretário-Geral teve esta semana duas oportunidades bem complexas de ver como funcionam as relações de poder em Nova Iorque.

Uma relaciona-se com os cortes que a Administração Trump decidiu aplicar ao financiamento da ONU. São reduções financeiras de grande monta, que põem em causa o funcionamento de partes importantes do sistema onusiano. Vão obrigar a liderança da ONU a navegar em águas extremamente agitadas. E trazem exigências e condições que irão fortemente condicionar a autonomia de poder do Secretário-Geral.

A outra diz respeito à demissão de Rima Khalaf, a Secretária-Geral-Adjunta das Nações Unidas e responsável pela Comissão Económica para o Próximo Oriente ( ESCWA). Rima é uma mulher de reconhecida coragem e de grande competência técnica. Uma personalidade influente no mundo árabe.

O Secretário-Geral não concordou com a publicação de um relatório sobre Israel, que ela patrocinou, e exigiu que o mesmo fosse retirado do sítio da ESCWA. Rima disse que não, que o relatório tinha mérito e respondeu à pressão vinda de Nova Iorque pedindo a demissão das Nações Unidas. O Secretário-geral tratou o assunto através da sua Chefe de Gabinete, sem falar directamente com Rima Khalaf, o que me parece ser algo de excepcional, digamos assim, e foi acusado de submissão cega aos americanos e aos israelitas.

Este episódio ficará nos anais por várias razões. Todas elas, bem complexas e sujeitas a interpretações diversas.

É que isto das relações internacionais tem que se lhe diga.

publicado por victorangelo às 16:27
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18
Mar 17

Para os que se preocupam com questões relativas à nossa soberania, quero lembrar que a língua é um instrumento chave em matéria de soberania, de afirmação nacional. Mais ainda no nosso caso, que falamos uma língua que é partilhada por outros povos. É um instrumento que convém proteger com unhas e dentes. E modernizar com inteligência e de modo proactivo. A língua é uma frente de batalha por excelência.

Ora, temos deixado aviltar este instrumento essencial da nossa afirmação no mundo, nomeadamente ao aceitar um Acordo Ortográfico que dá um prémio aos semiletrados que julgam que falam e escrevem a nossa língua. E também, quando permitimos que o nosso sistema educativo trate a aprendizagem do português por cima da burra.

Esta perca de soberania não tem nada que ver com a nossa pertença à EU nem com a globalização. Resulta, isso sim, de uma visão estratégica de Portugal sem asas e preguiçosa, uma incapacidade de lutar a sério pelos nossos interesses fundamentais.

publicado por victorangelo às 20:58
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14
Mar 17

Esta semana, os meus comentários para o Magazine Europa da Rádio TDM de Macau centraram-se nas eleições na Holanda, na questão turca, quando vista do nosso lado, na reeleição de Donald Tusk e na saga que está a ser o Brexit.

Sofia de Jesus está como de costume do outro lado da linha e Rui Flores coordena e planifica o esforço comum. Em Macau, este trabalho conjunto é francamente apreciado.

O link do programa de hoje:

Magazine Europa (14 de Março de 2017)

 

publicado por victorangelo às 17:09
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13
Mar 17

A Holanda está no centro das atenções.

A crise com a Turquia parece-me ter sido uma provocação deliberada. O Presidente Erdogan sabia que este era o último fim-de-semana, antes das eleições legislativas holandesas de 15 de março. Sabia igualmente que, durante um período como este, nada é inocente. Sobretudo quando questões identitárias, nacionalistas e anti-imigração islâmica estão no centro do debate político, como é o caso nos Países Baixos. Planear acções de campanha na Holanda, lideradas por ministros vindos de Ancara, com vista ao referendo turco, um referendo que só terá lugar a 16 de abril, nas vésperas de uma consulta tão melindrosa como a holandesa, só poderia ter como objectivo criar dificuldades adicionais aos moderados holandeses e dar pretextos aos extremistas que apoiam Geert Wilders.

Este é um jogo muito perigoso.

Mark Rutte, o primeiro-ministro holandês, respondeu com firmeza e dentro dos limites. Mas ninguém sabe qual terá sido o impacto da provocação sobre as intenções de voto.

Veremos na quarta-feira. E estaremos sobretudo atentos aos resultados quando comparados com as sondagens. Serão um barómetro. Se se notar que a votação em Wilders é muito superior às previsões, deveremos ficar muito preocupados. Estaremos, então, perante uma situação que se poderá repetir em França: eleitores que votam pela extrema-direita, mas que permanecem calados durante os inquéritos de opinião. Ou que apontam num sentido, por medo da crítica social, mas disparam noutro, e claramente em apoio dos fascistas.

 

publicado por victorangelo às 20:29
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11
Mar 17

Não há defesa comum sem que se defina primeiro uma política e uma estratégia que sejam subscritas por todos os Estados interessados. É por aí que se deve começar. Chega-se a um acordo quanto às ameaças externas, definem-se os objectivos políticos que devem ser alcançados e desenha-se o plano estratégico que deverá definir o quadro operacional que permita atingir os desígnios políticos. Depois, cabe a cada um dos Estados membros decidir como se deve reorganizar de modo a inserir-se no todo.

Falar apenas de orçamentos, de missões conjuntas ao nível do terreno ou de coordenação nas compras de equipamento soa bem, não é mau mas não leva a um esforço comum de defesa.

publicado por victorangelo às 20:48
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09
Mar 17

A economia portuguesa tem agora ramos de actividade muito competitivos e perfeitamente integrados nos mercados exteriores, sobretudo nos que compõem o resto da UE. Se amanhã saíssemos do euro e entrássemos numa utopia ultranacionalista, essas actividades seriam fortemente afectadas. Fechar-se-iam portas de acesso e experimentar-se-ia um ciclo recessivo acelerado. A nova moeda sofreria desvalorizações atrás de desvalorizações, tornando-se assim impossível importar as matérias-primas e os componentes que muitos produtores económicos utilizam. Ficaríamos rapidamente mais pobres, mais isolados economicamente e com um muito maior risco de instabilidade social.

A via do futuro não passa por aí, nem por qualquer tipo de saudosismo meio bacoco, meio ignorante. Também não se resolve transformando as empresas em repartições públicas. Avança, isso sim, com a contínua modernização da nossa economia, a expansão da formação profissional dos nossos concidadãos, o aumento do poder de compra, e com uma integração inteligente nos circuitos europeus e internacionais. Avança igualmente com a clareza das ideias e a coragem que os debates destas matérias exigem.

 

publicado por victorangelo às 20:55
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08
Mar 17

O programa desta semana aborda as questões da presidência do Conselho Europeu, as dimensões de defesa da UE, o Livro Branco apresentado por Jean-Claude Juncker e o papel da Agência para os Direitos Fundamentais.

O Magazine Europa continua a ser bem recebido pelos ouvintes de Macau.

Desta vez, o link é o seguinte:

Magazine Europa (7 de Março de 2017)

publicado por victorangelo às 15:06
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06
Mar 17

Já que se fala hoje no estado do sistema financeiro do nosso país, lembro que na semana passada tive uma discussão com um banqueiro luxemburguês. Disse-me, com franqueza e sem arrogância, que colocar dinheiro em quantidades avultadas nos bancos portugueses era, na sua opinião, um acto de imprudência. E acrescentou que essa é a opinião que prevalece no Luxemburgo, no que respeita à saúde financeira dos operadores bancários portugueses.

publicado por victorangelo às 22:27
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