Portugal é grande quando abre horizontes

31
Mai 12

Dei a seguinte entrevista à UE, para circulação entre os funcionários. Trata-se de partilhar a minha experiência na ONU.

 

https://docs.google.com/file/d/1mVBpnEuJKATwYu65-Aso28EqeBIm1zFrI7oMjXU-jDya-xoh1-Chek97ois6/edit?pli=1 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 17:46
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A serenidade é um bem precioso. Na política, como na vida, sobretudo perante uma situação grave. 

Ler mais: 
 

 

http://visao.sapo.pt/com-calma-e-ideias-claras=f667742  

 

 

publicado por victorangelo às 17:38
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30
Mai 12

Os comentários da directora executiva do FMI sobre a Grécia e o pagamento de impostos tornaram-se "virais", deram a volta ao mundo, nos últimos dias.  As reacções que provocaram incluíram repetidas referências ao facto de Christine Lagarde não pagar impostos sobre o salário que recebe do Fundo. 

 

Sei que o FMI sempre foi muito generoso com a remuneração dos seus quadros. Nos países em que servi, as regalias do representante residente do FMI eram, de longe, superiores às dos outros funcionários internacionais. A razão que sempre me foi dada tinha a seguinte base: os salários e as outras vantagens provinham dos lucros obtidos com os empréstimos do Fundo, não eram o resultado das contribuições individuais de cada estado. Sem esquecer que os economistas do FMI eram muito cobiçados pela finança internacional, que estaria disposta a pagar-lhes vencimentos muito mais elevados. Era, por isso, importante oferecer-lhes uma remuneração aliciante. 

 

Sei também, ao contrário do que se tem dito, que os funcionários internacionais deduzem - perdem - cerca de 20 a 23% do seu vencimento, retirados à cabeça pela ONU, como se se tratasse de um imposto sobre a remuneração. A maior parte dessa dedução é utilizada pelas Nações Unidas para compensar o Estado da nacionalidade do funcionário. Assim, cada vez que a ONU tirava um dólar, em sentido figurado, da minha remuneração mensal isso significava que a quota anual a pagar por Portugal, enquanto membro da ONU, baixava de um dólar. Independentemente do nome dado a essa retenção, para o funcionário a coisa assemelhava-se muito a um imposto que beneficiava o seu país de origem. 

 

 

publicado por victorangelo às 20:26
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29
Mai 12

Ao ler a imprensa portuguesa, fica claro quais são os grandes problemas do nosso país: as "secretas", que caíram no ridículo que é habitual em Portugal, e o ministro "lapa", que se agarra à rocha e não quer pedir a demissão, apesar de ter feito algo que é inadmissível em democracia, tentar limitar a liberdade de informação. 

 

Sendo esses os problemas que contam, não deverá ser difícil encontrar um "salvador da pátria"....Parece que já estão a fazer bicha às portas das televisões...

publicado por victorangelo às 20:54
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28
Mai 12

Enquanto a Visão não disponibiliza o texto no site on line, aqui vai o meu texto, tal como o escrevi para a revista que está nas bancas desde quinta-feira. Boa leitura.

 

 

 

Com calma e ideias claras

Victor Ângelo

 

 

 

A serenidade é um bem precioso. Na política, como na vida, sobretudo perante uma situação grave. O que se tem dito e escrito, recentemente, sobre a Grécia e o euro mostra que se trata, igualmente, de um dom raro. Gente com responsabilidades de primeiro plano tem vindo a público com ideias que aumentam a confusão e criam a impressão que estamos à beira de um maremoto incontrolável. A crise grega seria uma espécie de apocalipse anunciado, com o desfecho previsto para os dias após 17 de Junho, a data das novas eleições.

 

Nestas circunstâncias, é preciso acalmar o jogo, combater as opiniões irresponsáveis, os cenários abissais. Repetir, a toda a hora, a predição de desastre abre as portas ao desastre. O desassossego social dá espaço aos demagogos e aos extremistas. Lá como cá, um pouco por toda a parte. Haverá certamente grandes diferenças ideológicas entre os dirigentes da extrema-esquerda europeia e os movimentos que Marine Le Pen personifica. Mas, em ambos os casos, as soluções que propõem seriam o caminho mais curto para o fim da Europa enquanto projecto comum, para o regresso aos conflitos nacionalistas e o descalabro económico.

 

O papel de um líder responsável é o de criar confiança. É isso que se espera de François Hollande. E de outros, incluindo de Angela Merkel, apesar de tudo, por ser impossível sair do impasse actual se a liderança alemã não estiver integrada no pelotão da frente. Seria, por outro lado, um erro de monta pensar que se pode continuar a adiar os problemas. A confiança ganha-se quando se atacam as questões de frente, de modo claro e com objectivos bem definidos. A começar pela questão da construção europeia: a fénix precisa de renascer e dar esperança aos cidadãos, assim como as instituições da comunidade precisam de reconquistar o poder perdido. Em seguida, há que reconhecer que as ameaças que contam são a estagnação económica e o desemprego, o peso das dívidas públicas e a fragilidade que caracteriza uma parte significativa dos bancos europeus. Essas são as prioridades. Essas, sim, põem em risco o nosso futuro.

 

Quanto à Grécia, os próximos anos vão ser muito difíceis. Não se alimentem ilusões, por favor. De imediato, independentemente das causas da crise, as opções são claras. Convém lembrá-las, sem deixar espaço para ambiguidades. Por um lado, trata-se de continuar a execução do programa de reformas estruturais aprovado há pouco mais de dois meses. Esta opção reflecte a expressão pragmática e possível da solidariedade europeia. A ambição é a de permitir, a médio prazo, um regresso à estabilidade e ao crescimento. O cumprimento das metas acordadas visa evitar que a Grécia se transforme num poço sem fundo. Cabe aos gregos mostrar, acima de tudo, que querem pôr a casa em ordem. A escolha contrária é a de dar a maioria parlamentar aos partidos que se opõem ao acordo. Nesse caso, o apoio financeiro terá que ser suspenso. Não vejo margem para um consenso político, no resto da Europa, para uma renegociação. Como consequência, a Grécia deixará de poder satisfazer os seus compromissos internacionais. Os recursos que lhe restarem deverão ser utilizados para assegurar as funções mais elementares do estado. Aqui, a preocupação é a de garantir que, mesmo pobre, não nos encontremos perante um estado falhado. Um país pobre não precisa de sair do euro, ao contrário do que por aí se repete. Nem deverá. Se saísse, seria por decisão própria. Complicaria, desta vez, profundamente, o futuro da UE.

 

 

 

publicado por victorangelo às 15:57
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Copyright V. Ângelo

 

Mais imagens do meu passeio quotidiano. 

 

 

publicado por victorangelo às 07:01
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27
Mai 12

 

 

 

 

 

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A minha caminhada diária faz-se à porta de casa, no parque que é meu vizinho. Hoje, levei a máquina fotográfica.

 

 

publicado por victorangelo às 21:01
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26
Mai 12

Recentemente, num jantar de gente com poder -- e que por isso se considera muito importante -- o orador principal, Javier Solana, dizia que a comunicação entre as elites e as massas está emperrada, não se faz com clareza. Cada um vive, segundo afirmou, no seu círculo, sem verdadeiro diálogo e transmissão de ideias entre eles, sem se ouvirem. E falava, então, da necessidade de utilizar as redes sociais, como meio de comunicação. Ele próprio é um activo utilizador do twitter. 

 

A verdade talvez seja mais complexa. Não é apenas a questão dos meios que está em causa. Ainda hoje vi, durante uns curtos minutos, por não ter paciência para mais, um debate entre eurodeputados transmitido pela BBC World: o meio de comunicação, um canal de televisão com prestígio, era óptimo, mas a conversa era pura e simplesmente banal e confrangedoramente pobre de espírito. Ou seja, a questão dos conteúdos é fundamental.

 

As pessoas estão hoje mais informadas do que nunca. Quando um político procura comunicar com os simples mortais que nós somos, tem que ter algo para dizer, uma mensagem, um ponto de vista, uma perspectiva nova, numa linguagem directa e verdadeira. Se não proceder assim, ninguém tem tempo e disposição para o ouvir. 

 

E os políticos aproveitam os jantares nos palácios do poder de outrora para se lamentarem. Quem tem pena deles?

 

 

publicado por victorangelo às 21:00
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25
Mai 12
Os montantes, em milhões de euros, que as regiões de Espanha precisam de mobilizar este ano, para não caírem numa situação de falência:





SPANISH REGIONS:   


REFINANCING NEEDS IN 2012





  
Catalonia €13,476.00m
Valencia €8,119.68m
Madrid €2,693.92m
Andalucia €2,440.30m
Castilla-La Mancha €2,336.96m
La Rioja €1,970.48m
Murcia €797.72m
Balearics €789.69m
Canarias €744.66m
Galacia €628.6m
Castilla Leon €549.27m
Extremadura €342.59m
Aragon €253.00m
Basque Country €216.20m
Asturias €176.9m
Cantabria €99.90m
Navarra €91.20m
Total €35,727.07m




Source: Reuters

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publicado por victorangelo às 21:27
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Mais do que nunca, numa situação de crise, que exige sacrifícios sem precedentes à população, a imagem de quem nos governa é fundamental. Cada membro do governo deve projectar elevação e seriedade, sensibilidade e bom senso. Sem isso, não haverá liderança à altura, faltará a credibilidade, que é essencial num momento como o que vivemos. 

publicado por victorangelo às 20:22
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