Portugal é grande quando abre horizontes

08
Fev 17

O programa desta semana na Rádio TDM de Macau, com a jornalista Sofia Jesus, a coordenação de Rui Flores e os meus comentários sobre a UE e as migrações, o estado da economia europeia e também sobre a perigosa embrulhada que são as eleições presidenciais francesas está disponível neste link:

http://bit.ly/2locFMr

São pouco mais de 17 minutos de análise e comentário, que a vida quotidiana dos ouvintes não dá para grandes conversas.

publicado por victorangelo às 16:10
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06
Fev 17

Talvez seja por deformação profissional, mas sou dos que consideram os conselhos e avisos técnicos das organizações internacionais como importantes. Devem ser ouvidos com atenção e merecer ponderação. Pode pensar-se que têm falhas, que não reflectem todas as facetas da realidade que é a nossa. Não devem, no entanto, ser desvalorizados ou varridos par debaixo do tapete. Por isso, lamento a reacção do Presidente da República perante o relatório que a OCDE deu hoje a conhecer sobre aspectos estruturais da economia portuguesa. O Presidente limitou-se a dizer, na maneira superficial que é muito nossa, que não havia nesse relatório nada de novo e que até estaria um pouco desactualizado em termos dos dados estatísticos.

Não é verdade. O relatório chama a atenção para a falta de sustentabilidade das políticas económicas que foram seguidas nos últimos e nos anos de agora, para a escassez do investimento, para os benefícios dados aos funcionários públicos em detrimento do sector privado, para a falta de formação profissional de uma boa parte dos jovens do nosso país, e também para as desigualdades crescentes entre diversos tipos de trabalhadores e de regimes sociais.

Tudo isto precisa de ser levado a sério. Não se trata de questões levianas nem de beijinhos à malta que passa. Estamos a falar de questões de fundo, que tocam o presente e comprometem o futuro.

publicado por victorangelo às 20:22
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01
Fev 17

Os nossos políticos são formidáveis. E muito criativos. Passam o tempo a discutir coisas de grande importância para a criação de riqueza nacional e de empregos. Agora, por exemplo, é a questão da eutanásia e das mudanças relativas à aquisição da nacionalidade. Como dizia o outro, deve ser aí que está o bife.

publicado por victorangelo às 21:22
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03
Jan 17

A má notícia de hoje diz respeito aos juros da dívida pública portuguesa. Estão à beira dos 4%. É um valor que deveria começar a inquietar. Pelo menos, a dar que falar. Mas a verdade é que nesta altura do ano, as preocupações são outras.

Bom ano, com muita descontracção.                                                                          

publicado por victorangelo às 21:12
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30
Dez 16

Deve ser por burrice, mas a verdade é que a edição de hoje do jornal “Público” dá uma relevância e um espaço inaceitáveis a um dos mais conhecidos fascistas italianos, Claudio Borghi. O fulano é apresentado como um eminente economista, com direito a duas páginas de entrevista. Seguem-se mais uma página e um editorial em que os jornalistas desse diário se referem à entrevista, mas sem espírito crítico, como se as ideias de um fascista, que também é reconhecidamente xenófobo, fossem apenas mais uma contribuição para o debate sobre a “crise na Europa”.

Borghi, que vê a situação económica na Itália pelo prisma único e simplista do Euro, repete ao longo da conversa que tudo entrará nos eixos quando o seu país sair da moeda única. Nada mais diz. Não menciona a corrupção do sistema político italiano, a necessidade de reforma do mesmo, não faz referência à incapacidade em se modernizar que certos sectores da economia italiana têm revelado, não fala dos créditos malparados da banca nacional, que somam cerca de 360 mil milhões de euros, nem do endividamento absolutamente anormal do Estado – acima de 130% do PIB – que resulta, em grande parte, dos salários e honorários fabulosos pagos a uma classe política desmesurada e semeada de vigaristas e trafulhas, nada, nada. É a ideia única, o pensamento maníaco e paranoico, o euro como bandeira de um populismo de extrema-direita.

Ao publicar esta parvoíce perigosa, o “Público” não serve a causa da democracia na Europa.

publicado por victorangelo às 16:40
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17
Dez 16

Um dos partidos marginais de Portugal, mas com assento na Assembleia da República, diz que vai lançar uma campanha para preparar a nossa saída do euro. Trata-se de um partido que teve mérito no passado, mas que hoje é um mero agrupamento de saudosistas retrógrados, que combinam atitudes reacionárias com uma ingenuidade à prova de todos os argumentos racionais. É uma peculiaridade bem portuguesa, que já não existe noutros cantos da Europa.

Dizem que durante a campanha irão negociar com o PS, o BE, os PEV, entre outros que não são explicitamente mencionados. Só espero que os outros incluam o Nicolas Maduro da Venezuela e o Robert Mugabe do Zimbabwe. Ambos têm experiências ímpares de como se consegue arruinar um sistema monetário e uma economia de modo rápido, e depois, colocar a culpa nos outros.

Dito isto, é claro que o populismo político que actualmente sopra por vários sítios, e agora também em Portugal, é uma loucura política muito perigosa.

publicado por victorangelo às 20:18
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05
Dez 16

Os mercados bolsistas europeus parecem não ter ligado ao resultado do referendo italiano. O índice Euro Stoxx 50, que é indicativo do que se passa nas principais praças europeias, subiu 1,25%. O principal índice francês, o CAC 40, aumentou 1,00%. E assim sucessivamente. Apenas o FTSE MIB, que reflecte a bolsa italiana, teve uma quebra insignificante de 0,21%. O euro também aumentou de valor: mais 0,88% em relação ao dólar dos EUA.

A explicação é simples: quem anda pelas bolsas sabia – há meses – que Matteo Renzi não tinha hipóteses de ganhar esta consulta popular. Por isso, as acções italianas foram-se desvalorizando ao longo dos meses. Perderam 20% do seu valor desde o início do ano. Quanto aos bancos, onde as fragilidades são maiores, a perda média do valor das acções bancárias anda nos 48%, em relação a Janeiro de 2016.

Muitas das acções dos bancos estão na posse dos particulares, dos cidadãos que acreditaram na conversa ouvida aos balcões das agências e que foram convencidos a comprar esses títulos. Mais ainda. Existem mais de 170 mil milhões de euros, a título de obrigações bancárias, nas mãos das famílias. Também aí haverá que prever perdas de valor muito significativas.

Em resumo, como foi dito hoje por alguém importante à entrada de uma reunião em Bruxelas, não há receios. Os italianos saberão como resolver estes problemas.

Ficarão, acrescento eu, mais pobres e muito mais fartos das elites políticas e financeiras. O referendo já mostrou essa tendência. E a trajectória parece levar a Beppe Grillo e à chegada ao poder do Movimento 5 Estrelas. Ou seja, a elite da desgraça será substituída pela malta da confusão.

 

publicado por victorangelo às 21:09
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30
Set 16

A multa que o governo norte-americano quer aplicar ao Deutsche Bank foi hoje substancialmente reduzida. Passou de 14 mil milhões para 5,4 mil milhões de dólares. É ainda um valor considerável. Trata-se, no entanto, de um montante que já não põe em causa a solidez e o futuro do banco alemão, que tem, aliás, uma grande presença internacional. É uma boa notícia.

Na verdade, tem havido pressão, deste e do outro lado do Atlântico, para fazer parar a “guerra das multas”. Temos estado numa espiral muito perigosa, com Washington e Bruxelas comprometidos numa corrida tresloucada para ver quem aplica as multas mais altas e a mais empresas. Nós aplicamos às deles e eles castigam as nossas.

O argumento, que também tenho publicamente defendido, é que tudo isto mostra uma grande falta de sensatez. Pode mesmo pôr em causa, se a loucura continuar, a sobrevivência de grandes empresas, que empregam, de um lado e do outro do oceano, milhares de pessoas. Mostra igualmente que os nossos políticos andam distraídos, e não estão a dar a devida atenção a uma matéria que é de primordial interesse.

Estas disputas resolvem-se por meio de arbitragens e de negociações políticas. Sobretudo entre áreas económicas que são aliadas em muitas matérias que contam.

 

publicado por victorangelo às 20:39
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24
Set 16

Nesta altura do ano, as minhas caminhadas diárias passam pela esplanada da Torre de Belém. E mesmo agora, já tarde em setembro, a zona está cheia de turistas. Neste momento, são sobretudo gente da terceira idade, vinda até Lisboa nos navios de cruzeiros. E todos os dias lá estão cerca de duas dezenas de gente nossa, cigana, os homens a tentar impingir aos turistas paus para tirar selfies, uns sticks de plástico barato, e as mulheres, xailes de fibras artificiais, fabricados num qualquer país da Ásia, e comprados aos quilos, num qualquer canto mais escuro do mercado informal em que os nossos concidadãos ciganos se movimentam bem. Quando recentemente indaguei como ia o negócio, um dos homens disse-me que este tipo de turistas dos cruzeiros não compra paus nem panos. Mas a verdade é que ele e os outros e outras lá estão, persistentemente. Por vezes, nem deixam os turistas tirar as suas fotos em paz, tal é a ânsia de vender. Ainda hoje assisti a uma cena dessas, com o velho turista a implorar que o deixassem em paz, para poder tirar uma ou duas fotografias à Torre. Por vezes, a PSP aparece no local. E nessa altura, pode tirar-se toda a fotografia que se quiser, na maior das tranquilidades. Os meu amigos vendedores desaparecem da esplanada, num segundo, como que levados por uma rabanada de vento frio. Nessa altura, não há pau nem xaile para ninguém.

publicado por victorangelo às 21:58
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20
Jul 16

Estive ontem em Ansião e Penela, no centro de Portugal. São ambas as localidades sedes de município. E até parecem ser geridas com algum cuidado. Mas o que mais me impressionou foi a sua dimensão bastante reduzida bem como a vida parada que se vive nessas terras. Pacato é uma coisa, falta de animação é outra bem diferente. Quem por aí fica acomoda-se e aceita. Ou então, dorme aí mas vai trabalhar o seu quotidiano em Pombal ou em Coimbra.

 

publicado por victorangelo às 22:21
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