Portugal é grande quando abre horizontes

12
Jul 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8957

Acima vos deixo o link para os meus comentários desta semana na Rádio Macau sobre a UE.

Abordo o acordo comercial assinado com o Japão, as fricções entre J-C Juncker e o Parlamento Europeu, a presidência da Estónia neste segundo semestre de 2017 e os resultados do G20.

publicado por victorangelo às 21:13
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18
Abr 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-17-Depois-dos-estrondos

Este é o link para o meu novo texto na Visão sobre o papel da força na resolução das crises.

Vai certamente suscitar algumas reacções.

Boa leitura.

publicado por victorangelo às 12:25
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19
Mar 17

Aprende-se muito sobre relações de força em matéria de política internacional, quando se trabalha numa posição estratégica directamente ligada ao Conselho de Segurança da ONU ou numa agência eminentemente política, como é o caso do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Tive a sorte de fazer os meus trinta e tal anos nessas “zonas de combate”.

Quem vem das agências humanitárias não tem a mesma experiência sobre as questões de poder. Tem muitas outras vivências e valores, é certo. Traz uma dimensão humana muito forte, que é algo de mérito absoluto.

Mas a política internacional é muito complicada e nem sempre muito sensível às facetas humanitárias.

Isto daria pano para uma dissertação.

Não cabe aqui.

Noto, todavia, que o novo Secretário-Geral teve esta semana duas oportunidades bem complexas de ver como funcionam as relações de poder em Nova Iorque.

Uma relaciona-se com os cortes que a Administração Trump decidiu aplicar ao financiamento da ONU. São reduções financeiras de grande monta, que põem em causa o funcionamento de partes importantes do sistema onusiano. Vão obrigar a liderança da ONU a navegar em águas extremamente agitadas. E trazem exigências e condições que irão fortemente condicionar a autonomia de poder do Secretário-Geral.

A outra diz respeito à demissão de Rima Khalaf, a Secretária-Geral-Adjunta das Nações Unidas e responsável pela Comissão Económica para o Próximo Oriente ( ESCWA). Rima é uma mulher de reconhecida coragem e de grande competência técnica. Uma personalidade influente no mundo árabe.

O Secretário-Geral não concordou com a publicação de um relatório sobre Israel, que ela patrocinou, e exigiu que o mesmo fosse retirado do sítio da ESCWA. Rima disse que não, que o relatório tinha mérito e respondeu à pressão vinda de Nova Iorque pedindo a demissão das Nações Unidas. O Secretário-geral tratou o assunto através da sua Chefe de Gabinete, sem falar directamente com Rima Khalaf, o que me parece ser algo de excepcional, digamos assim, e foi acusado de submissão cega aos americanos e aos israelitas.

Este episódio ficará nos anais por várias razões. Todas elas, bem complexas e sujeitas a interpretações diversas.

É que isto das relações internacionais tem que se lhe diga.

publicado por victorangelo às 16:27
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22
Jan 17

Antonio Tajani foi há dias eleito Presidente do Parlamento Europeu. O grupo parlamentar europeu de direita – conhecido como o Partido Popular Europeu – detém agora a presidência das três instituições que contam: o PE, a Comissão e o Conselho Europeu. O equilíbrio político, que tem sido uma tradição, exige que se proceda a uma correcção desta situação. Uma das instituições deveria ser presidida por alguém oriundo da corrente socialista europeia.

Há quem pense que a situação poderá ser corrigida em Maio. No final desse mês termina o mandato de Donald Tusk, o Presidente do Conselho Europeu. Tusk gostaria de ser reconduzido e ter a oportunidade de levar a cabo um segundo mandato. Mas os reaccionários de Varsóvia não parecem dispostos a apoiá-lo. E sem o apoio do país de origem, é quase impossível conquistar um mandato europeu. Muito provavelmente, Tusk irá à vida.

Mas quem poderia ser o candidato socialista capaz de reunir o consenso dos Chefes de Estado e de Governo? Terá que ser um antigo Presidente da República ou antigo Primeiro-ministro. E de preferência, acrescento eu, deveria ser alguém do Leste ou do Norte da Europa. Também aqui por uma questão de equilíbrio.

Há quem comece a falar do nome de François Hollande. Penso que se trata de um balão de ensaio, lançado pelos seus amigos parisienses. Mas a verdade é que não há muitos nomes de peso. Sobretudo numa altura em que é fundamental ter alguém com a genica suficiente para falar com voz grossa, uma voz que possa ser ouvida do outro lado do Atlântico.

 

publicado por victorangelo às 20:11
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20
Jan 17

O discurso de tomada de posse de Donald Trump foi bem arquitectado mas não trouxe nenhuma novidade. O acento tónico apareceu, como seria de esperar, na constante referência, directa ou indirectamente, aos interesses americanos. Confirmou uma opção política profundamente nacionalista e uma visão do mundo sem concessões, baseada numa linha de política internacional em cada um terá que tratar de si. Voltamos à soberania concorrencial de cada Estado, ao jogo de interesses, deixando de lado as preocupações comuns. Cada país terá que se desenrascar, se puder.

Perante uma escolha desse tipo, a União Europeia só tem uma hipótese, se quiser negociar em pé de igualdade com os americanos: falar a uma só voz, de modo unido e coerente. O que não será fácil de conseguir, acrescente-se de imediato. Sem esquecer que Donald Trump não estará particularmente interessado numa Europa unida. Mais ainda, pelo que se sabe, não acredita na viabilidade da UE.

Vamos ter muitos problemas pela frente.

 

publicado por victorangelo às 20:52
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11
Nov 16

Há sempre outras maneiras de ver as coisas. Durante a minha recente estada em Santa Fé, no meio da aridez do Novo México, um estado do Sudoeste da América, voltaram a lembrar-me essa verdade.

Alguém profundamente conhecedor da história local contou-me que, há umas duas décadas atrás, o índio mais influente da cidade foi convidado pelo então Presidente dos EUA a visitar Washington DC. O chefe índio, cacique supremo da tribo Pueblo, ficou encantado com o que viu na capital federal.

Depois, já regressado a Santa Fé, ouviram-no várias vezes comentar que Washington é outra coisa. Tem boas terras cultiváveis e água em abundância. E acrescentava sempre que não entendia os políticos da capital: em vez de se dedicarem à agricultura e de produzirem a alimentação que os sustentaria, passavam os dias a discutir entre si e a dizer mal de tudo e de todos.

publicado por victorangelo às 21:24
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06
Nov 16

Não creio que Donald Trump saia vencedor da eleição presidencial. Mas preocupa-me profundamente que um personagem tão mau como ele é tenha sido o candidato do Partido Republicano. As razões dessa escolha e o que isso significa para o enfraquecimento do sistema democrático americano vão ser as grandes questões sobre as quais será necessário reflectir, após o dia eleitoral.

publicado por victorangelo às 21:24
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05
Nov 16

Na UE, a eleição presidencial americana está no centro das atenções políticas e das conversas de quem sabe falar sobre essas coisas. Sobretudo agora, nas vésperas do dia eleitoral e por causa da progressão constante de Donald Trump, nas sondagens publicadas nesta última semana.

Uma vitória desse candidato parecia improvável, antes da famosa e ambígua carta assinada e divulgada pelo Director do FBI. Agora, é uma possibilidade. Na verdade, embora a composição do colégio eleitoral continue, nas previsões de quem as faz, favorável a Hillary R. Clinton, tudo pode acontecer, quando os votos tiverem sido contados.

A liderança política europeia preferiria ver Hillary Clinton eleita. Estou inteiramente de acordo. É a melhor candidata, a mais experiente e a mais madura, trata-se de uma aliada de confiança da Europa. Está, em termos políticos, a milhas de distância de Trump.

Mas se os eleitores americanos decidirem de outro modo, a Europa saberá aceitar o verdicto popular. E terá que encontrar maneira de responder ao enorme desafio que um resultado desse tipo representaria. Ficaria, é verdade, numa posição geopolítica difícil. De um dos lados teria Vladimir Putine e Erdogan, do outro, Donald Trump. Sem contar com as suas próprias contradições internas e lideranças ambivalentes, sobretudo em Varsóvia, Budapeste, Paris e Londres.

Vai conseguir encontrar o equilíbrio de interesses, se um cenário desses se concretizar? Não será fácil, mas acredito que haverá liderança suficiente para que se possa defender os interesses e os valores que, apesar de tudo, ainda fazem parte do nosso património comum. Podemos estar preocupados, mas não há motivo para pânico.

 

 

publicado por victorangelo às 19:41
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30
Set 16

A multa que o governo norte-americano quer aplicar ao Deutsche Bank foi hoje substancialmente reduzida. Passou de 14 mil milhões para 5,4 mil milhões de dólares. É ainda um valor considerável. Trata-se, no entanto, de um montante que já não põe em causa a solidez e o futuro do banco alemão, que tem, aliás, uma grande presença internacional. É uma boa notícia.

Na verdade, tem havido pressão, deste e do outro lado do Atlântico, para fazer parar a “guerra das multas”. Temos estado numa espiral muito perigosa, com Washington e Bruxelas comprometidos numa corrida tresloucada para ver quem aplica as multas mais altas e a mais empresas. Nós aplicamos às deles e eles castigam as nossas.

O argumento, que também tenho publicamente defendido, é que tudo isto mostra uma grande falta de sensatez. Pode mesmo pôr em causa, se a loucura continuar, a sobrevivência de grandes empresas, que empregam, de um lado e do outro do oceano, milhares de pessoas. Mostra igualmente que os nossos políticos andam distraídos, e não estão a dar a devida atenção a uma matéria que é de primordial interesse.

Estas disputas resolvem-se por meio de arbitragens e de negociações políticas. Sobretudo entre áreas económicas que são aliadas em muitas matérias que contam.

 

publicado por victorangelo às 20:39
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31
Ago 16

Um dos líderes mais importantes do grupo terrorista “Estado Islâmico” foi morto perto de Alepo, na Síria. Foi um tiro de precisão, disparado por um drone militar americano. Por detrás deste tiro, deve reconhecer-se que existe toda uma máquina de guerra que não tem paralelo no mundo. Nomeadamente, quando se trata da selecção, da recolha de informações em território hostil, do seguimento e da acção contra alvos muito precisos, como foi agora o caso. Chama-se a isso “targetting”. E essa é uma das deficiências que encontramos nas forças armadas europeias, que não têm uma capacidade equivalente. E é isso que eu não me canso de lembrar aos que na UE falam da criação de uma organização comum de defesa. Há muitas coisas que poderíamos por em comum, em matéria de defesa, é verdade. Mas isso não implica a criação de uma estrutura militar paralela à NATO, uma estrutura que do ponto de vista operacional teria esta e muitas outras lacunas.

 

publicado por victorangelo às 21:08
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