Portugal é grande quando abre horizontes

08
Mar 17

O programa desta semana aborda as questões da presidência do Conselho Europeu, as dimensões de defesa da UE, o Livro Branco apresentado por Jean-Claude Juncker e o papel da Agência para os Direitos Fundamentais.

O Magazine Europa continua a ser bem recebido pelos ouvintes de Macau.

Desta vez, o link é o seguinte:

Magazine Europa (7 de Março de 2017)

publicado por victorangelo às 15:06
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20
Abr 16

O Presidente da República disse hoje que a Marinha portuguesa não dispõe dos meios necessários para desempenhar as funções de soberania que lhe competem. Infelizmente, isso é bem verdade. E mais ainda, é incompreensível num país que diz que o mar é uma das suas prioridades e um dos seus grandes trunfos em termos de desenvolvimento. Ora, no mundo real, as prioridades e os trunfos são protegidos, com todos os meios e mais alguns. Não o fazer corresponde a falta de coerência política e põe em risco um recurso fundamental para o crescimento e a grandeza do país.

publicado por victorangelo às 21:27
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20
Jan 16

Publico um texto sobre a reunião anual de Davos na Visão on line de hoje, com o título "Vamos a Davos".

O link é o seguinte:

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo

publicado por victorangelo às 09:31
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04
Jun 14

Dizia-me alguém, com uma certa angústia sobre si próprio e a situação do país: quem sou eu para achar que sou menos estúpido que o resto da malta?

 A frase saiu-lhe depois de me ter dito que, na sua opinião, andamos todos a discutir as questões erradas, o que é de somenos importância, num filme trágico a que chamaram “Fechado no rectângulo”.  

 

Lembrei-me então da minha experiência de crises. Quando se está no meio de uma crise nacional profunda fica-se prisioneiro das nossas próprias limitações. É isso que nos afunda. E quando se pensa no futuro, a tendência é para tentar reproduzir o passado. Deixamos, assim, que a crise nos limite a imaginação e a capacidade de tomar a iniciativa e de mudar.

 

Acabamos, de facto, por ser os nossos próprios coveiros.

publicado por victorangelo às 20:38
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27
Dez 13

Quem anuncia um mundo novo, que começará dentro de cinco ou seis meses, logo que o actual programa com a Troika terminar, está certamente a gozar com o pessoal. Ou então, tem vistas curtas e ignorância em demasia.

 

Por outro lado, os que dizem que vamos ter um regime de austeridade por mais quinze ou vinte anos – há quem afirme coisas dessas – não tem em conta as potencialidades que existem nem a capacidade de fazer coisas e de encontrar soluções inovadoras.  É gente com uma visão fatalista do futuro, que pensa que o amanhã é apenas uma mera projecção do passado e do presente.

 

O fim da austeridade está, acima de tudo, nas mãos de todos nós. O Portugal que teremos amanhã será o país que a nossa iniciativa, diligência e sabedoria terão construído. Passará, é verdade, por uma melhoria bem marcada da classe política. Não o nego. É mesmo indispensável. Mas resultará sobretudo da nossa vontade de fazer coisas, de encarar o futuro com vontade de vencer, da nossa habilidade e vontade de arriscar e apostar em coisas novas – a “mentalidade de funcionário”, que hoje define a maneira de ser de muitos de nós, não é suficiente para nos tirar do subdesenvolvimento.

 

Estas são as verdades que temos que colocar em frente do nosso espelho. Já o velho Sócrates, na Atenas Antiga, dizia que a sabedoria passa pela coragem na crítica de nós próprios, sem hesitações nem desculpas.

 

O resto é conversa de gente que puxa para baixo. Gente que aliás enche todos os dias os jornais e as televisões com asneiras, ressentimentos e amarguras pessoais.

publicado por victorangelo às 20:54
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17
Fev 13

É um lugar-comum dizer que investir na educação é investir no futuro. O problema é que temos uma grande propensão para esquecer esta verdade tão evidente. Quer ao nível das famílias quer ao nível da nação. Muitas vezes o esquecimento resulta de razões de comodidade, que estudar dá muito trabalho, mas quando se trata do nível nacional, é a falta de visão e de empenho dos responsáveis pelo sector da educação que explicam o fracasso e o atraso. Uma governação responsável dá uma importância especial à educação. E não apenas à educação formal, relacionada apenas com o mínimo obrigatório. É preciso não esquecer a educação para a cidadania, aquela que permite formar cidadãos responsáveis, disciplinados e cientes dos seus deveres bem como dos seus direitos. E também não esquecer a educação ao longo da vida, que o mundo de hoje está em mudança permanente e exige que se adquiram novas capacidades de um modo continuado. Mais, no caso de Portugal, em que muitos não tiveram a oportunidade ou não conseguiram ir além de uma escolaridade incipiente, é fundamental pôr de pé e tornar acessíveis esquemas de formação de jovens adultos. Uma espécie de formação profissional acelerada. Uma edição melhorada das Novas Oportunidades. Sem arrogâncias nem preconceitos. Aceitando a realidade que temos e, ao mesmo tempo, tentando transformá-la para melhor. Sou certamente a favor.

 

publicado por victorangelo às 17:04
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27
Jan 13

Voltando à questão da educação, queria recordar o que David Cameron disse há dias, no Fórum de Davos: um dos objectivos do seu governo é o de criar as condições necessárias para que as universidades britânicas possam estar entre as melhores do mundo.

 

Cameron pode ter a intenção de cortar várias regalias sociais. Mas o que ele não irá certamente cortar é o nível de investimento que o estado fará na área do ensino. O futuro exige capacidade em competir, formação de ponta e com o futuro de um país não se brinca.

 

Que diremos nós, sobre Portugal? 

publicado por victorangelo às 22:31
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25
Jan 13

Hoje voltei ao Mosteiro dos Jerónimos, para me recolher por uns momentos perante os mausoléus de Luís Vaz de Camões e de Vasco Gama. Foi como ir à fonte e beber a água que nos dá ânimo e esperança num futuro mais grandioso que a mediocridade do presente.

 

publicado por victorangelo às 20:50
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19
Jan 13

Desde os meus tempos de Moçambique, na primeira metade da década de oitenta, sempre considerei Joaquim Chissano como um homem inteligente e sem papas na língua.

 

Hoje, na entrevista que dá ao Expresso, volta a mostrar que vale a pena prestar atenção ao que ele diz. Instado a falar sobre o futuro da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Antigo Presidente disse: ”Há quem veja na lusofonia uma maneira de perpetuar a nostalgia do império”.


Muitos irão achar que Chissano exagera. Que na realidade será contra Portugal e que esta afirmação resulta de pesadelos coloniais de que não conseguiu libertar-se. Seria um erro pensar assim, tentando diminuir uma posição que conta e que é, provavelmente, partilhada, embora nalguns casos subconscientemente, por outros líderes das antigas colónias.

 

Vejo muita verdade nessa opinião. Noto, com frequência, que vários dos que falam, em Lisboa, da lusofonia têm em mente a apologia de um passado que há muito que deixou de existir. Estão a tentar justificar uma ideia de grandeza que tem mais de lírico do que de real. A língua é importante não só quando é falado por milhões, mas sobretudo quando nos permite uma maior aproximação com os outros povos que, em certa medida, a partilham. A língua é um instrumento de comunicação. No caso da CPLP, o objectivo deve ser o de transformar o português num veículo de entendimento entre povos muito diversos, uns com raízes lusitanas, mesmo que míticas, outros com antepassados e valores bantus, e mais outros, como no caso do Brasil, com raízes complexas, misturadas, ou ainda, pensando em Timor-Leste, com os pés assentes numa variante da cultura malaia.

 

Conviria pensar nisto. 

publicado por victorangelo às 21:09
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22
Dez 12

Quando a escrita é independente e não procura benefícios próprios, o desafio passa a ser o de escrever coisas inteligentes e pertinentes. E ir para além da crítica, do jocoso e do ligeiro, como tão frequentemente é o caso nestes dias. O país precisa de quem nos ajude a pensar de modo positivo, de ideias e de narrativas que despertem o que de bom existe em nós. Precisamos de imaginar o futuro, para depois o podermos construir.

 

Infelizmente, assiste-se a uma produção de frases e de pensamentos que são destrutivos, negativos e que não vão além do comentário mordaz. Portugal vive, neste momento, uma crise de confiança em si próprio, a que se acrescenta uma crise institucional, um governo fraco, grandemente impopular, e uma opinião pública que deixou de acreditar nos dirigentes.

 

Falava deste assunto recentemente com alguém de um grande diário nacional. E da necessidade de mudar, de trazer para a frente toda uma nova série de colunistas e fazedores de opinião mais frescos, arejados, capazes de sair do incesto de ideias negras em que andamos enredados. Disse-me que não havia, nem mesmo no seu jornal, coragem para tocar nos interesses estabelecidos. Sabia perfeitamente que vários dos que regularmente lá escrevem já não têm nada de novo para acrescentar. Continuarão, no entanto, a ter o seu espaço reservado, porque mudar as coisas exige uma capacidade de assumir responsabilidades que nem lá nem noutros sítios existe.

 

E assim fica tudo na mesma.  

 

E quando surge algo que poderia ter algum potencial vai de imediato para a gaveta. 

publicado por victorangelo às 22:23
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