Portugal é grande quando abre horizontes

12
Jul 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8957

Acima vos deixo o link para os meus comentários desta semana na Rádio Macau sobre a UE.

Abordo o acordo comercial assinado com o Japão, as fricções entre J-C Juncker e o Parlamento Europeu, a presidência da Estónia neste segundo semestre de 2017 e os resultados do G20.

publicado por victorangelo às 21:13
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08
Jun 13

De manhã fui ao Luxemburgo, como era Sábado, o trajecto de carro a partir de Bruxelas demorou duas horas e um quarto, ou seja, meia hora menos que durante os dias da semana chamados “úteis”, voltei à tarde, depois de ter assistido à reunião anual da associação europeia dos funcionários internacionais.

 

A assembleia atraiu muita gente, o que me parece indicativo da atenção que os associados estão a dar a uma realidade europeia que é instável e imprevisível. A crise económica e a falta de resposta adequada por parte dos dirigentes políticos deixam muita gente perplexa e insegura. A impressão que existe é que a procissão só agora saiu do adro. Ainda terá que dar a volta por muitas capelinhas, por essa Europa fora.

 

Durante a discussão, houve uma confissão curiosa, feita por alguém que tem estado dentro das negociações preparatórias do próximo G20, que terá lugar em São Petersburgo, na Rússia, em inícios de Setembro. Como quem não quer a coisa, deixou entender que a Administração Obama está a fazer uma pressão enorme sobre os europeus, para que haja um alinhamento total com a posição americana em certas matérias que contam na agenda internacional do momento. Só espero que essa pressão seja também no sentido do reforço da coesão europeia. Talvez…

publicado por victorangelo às 20:08
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18
Jun 12

A reunião do G20, que hoje começou na costa pacífica do México, promete ser um fiasco. A crise europeia invadiu os corredores e as salas da cimeira. Os líderes do resto do mundo pedem aos europeus que se entendam e estes respondem que não têm lições a receber de ninguém. 

 

Entretanto, os resultados das eleições gregas não parecem ter acalmado os mercados. O Citigroup considerou, esta manhã, que a probabilidade de saída da Grécia da zona euro, nos próximos 12 a 18 meses, continua ser a mesma: entre 50 e 75 por cento. O euro - a moeda, não o futebol - está esta noite em queda. A Espanha vai ao mercado de capitais amanhã e na quinta-feira, à procura de três a cinco mil milhões de euros, a prazos de 12 e 18 meses, mas terá, muito provavelmente, que pagar juros incomportáveis. A Itália está a ir pela mesma via, embora a um ritmo menos acelerado. E em Portugal, segundo me dizem, o Estado está com problemas de liquidez. 

 

O único que parece estar optimista é Van Rompuy. Disse hoje, no México, certamente inspirado pelos ventos do Pacífico, que "... o projecto do euro sabe qual é o seu destino e nós sabemos como chegar lá". Ficamos todos mais tranquilos. 

publicado por victorangelo às 20:45
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13
Jun 12

A poucos dias da cimeira do G20, que se realiza na Baixa Califórnia, uma região mexicana de grande beleza natural na costa do Pacífico, a 18 e 19 de Junho, a crise da zona euro poderá focalizar todas as atenções dos participantes e deixar um espaço ínfimo, se deixar, para as outras grandes questões internacionais. 

 

Esta possibilidade está a criar tensões entre os BRIC e o México, de um lado, e a UE e os EUA, do outro. O Presidente Obama telefonou hoje ao fim da tarde a Van Rompuy e, segundo me dizem, a única questão discutida foi a crise europeia, os indícios de agravamento e os riscos de contágio. 

 

Para cúmulo, as informações que circularam, durante o dia, em Bruxelas, eram das mais contraditórias, quer em relação à atitude a tomar em relação à Grécia, no caso das eleições darem a vitória aos partidos que se opõem ao programa de ajustamento estrutural, quer ainda no que respeita aos procedimentos a seguir para aprofundar a "união bancária" e a "união fiscal".

 

Para acrescentar mais umas achas à fogueira, Francois Hollande recebeu em Paris os líderes da oposição social-democrática à Sra. Merkel...Ou seja, encontrou maneira de agravar a crispação entre Paris e Berlim, que já é bem evidente e profundamente contraprodutiva...

 

Com esse tipo de tensões, vai ser ainda mais difícil chegar aos acordos que se impõem de imediato, que o curto prazo exige.

publicado por victorangelo às 21:58
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13
Nov 10

A Cimeira do G20 viu a China ao ataque e os EUA à defesa. Estava previsto o contrário.

 

O Presidente americano tinha a intenção de mobilizar apoios para forçar a China a baixar o nível de controlo da sua moeda. Mas não conseguiu. Acabou por ter que justificar a recente emissão de novos dólares - 600 mil milhões, sob a designação de Quantitative Easing. Esta medida está a ser vista pelos outros membros do G20 como uma desvalorização indirecta do dólar, para tornar a economia americana mais competitiva, de um modo artificial.

 

O Presidente Obama esteve em Seul, mas as suas preocupações continuaram focalizadas na situação interna dos EUA. Ou seja, desta vez não desempenhou o papel de líder global que havia assumido anteriormente. E assim vai continuar a ser, enquanto não houver um clima político mais favorável na frente interna, junto do eleitorado americano.

 

Entretanto, as grandes questões dos desequilíbrios económicos entre os Estados do G20 e da estabilidade cambial ficaram à espera da próxima reunião.

 

 

publicado por victorangelo às 17:17
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23
Set 10

A dias das eleições presidenciais, resolvi escrever sobre a política externa brasileira. Sempre é mais fácil de entender do que o enredo que é a situação interna.

Não disse no meu texto que existe actualmente um certo mal-estar no Ministério das Relações Exteriores. Os diplomatas mais antigos sentem que há uma influência excessiva do partido do Presidente no ministério. Certas decisões importantes têm mais que ver com a filiação partidária do que com a experiência e a competência.

 

Trato de outros aspectos de uma política que, vista do exterior,  a partir das grandes capitais, é mal entendida. Nalguns casos, é mesma considerada como inconsistente e, até imprevisível.

 

Convido o leitor a ver o sítio da Visão on line:

 

http://aeiou.visao.pt/a-leveza-politica-do-elefante=f573205

publicado por victorangelo às 18:19
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28
Jun 10

A Cimeira do G20 foi um fracasso. Numa altura em que, mais do que nunca, e' preciso liderança e capacidade de construir consensos, nada aconteceu. Cada líder esta' preocupado com a sua sobrevivência nacional. Faltou quem trouxesse uma visão de conjunto. Mesmo o Presidente Obama, apesar das suas qualidade e da compreensão que tem da crise mundial, foi apenas uma sombra de si próprio. As querelas e os jogos de poder de Washington, a tragédia no Golfo do México e as eleições de Novembro preenchem o campo das suas preocupações e não deixam espaço para os grandes desafios internacionais.

 

São tempos de grandes incertezas. E de angústias.

publicado por victorangelo às 22:22
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23
Set 09

 

Ontem foi um dia agitado. Primeiro, foi a viagem para Abéché. O jacto é rápido, mas estreito e com sete passageiros fica muito cheio. 'A chegada, primeiro telefonema na linha de urgência: um dos nossos aviões sem piloto acabara de se estatelar em Goz Beida. Trata-se de um modelo militar, com cerca de um metro ou pouco mais de comprimento, umas câmaras. Mas a primeira notícia foi que "...um avião havia caído."

 

Felizmente que é bem mais pequeno e muito mais barato do que um 747...

 

Mesmo assim, custa caro e causou agitação, chamadas telefónicas da presidência da república, do governador, do chefe que é general, de jornalistas...Podia ter caído em cima de muita coisa. Pessoas, casas, vacas, cabras, mesmo ums meras galinhas. Tivémos sorte. Foi esmagar-se perto do quintal do governador local, mas sem outros estragos. Embora pequeno, faz mossa. Mas a maior mossa foi a perda deste aparelho que tanto jeito nos faz, quando se trata de tirar umas fotos dos rapazes maus...

 

Depois, um dos nossos veículos foi atacado à mão armada em Farchana, no mercado da localidade, nas barbas de toda a gente. Passavam cinco minutos das 11 horas. Como era um carro da equipa de desminagem, tinha explosivos e outras pequenas maravilhas a bordo. Dois homens de metralhadora em punho, bandidos das terras bravas, levaram-no para o Sudão. As autoridades fronteiriças sudanesas colaboraram connosco e o veículo foi recuperado, já do outro lado da raia. O Leonardo, um grande oficial da PSP que é o nosso chefe de segurança na região, organizou uma expedição. Para recuperar a máquina e os bens. Assim acontecerá, mas é preciso ter paciência.

 

Seguiu-se a reunião com as ONGs internacionais. Para falar do medo que começa a existir, face à possibilidade de raptos. Uma grande nacionalidade ocidental é particularmente visada. Corre o boato, aqui e no Darfur, que esse país paga resgates...Logo, é um bom negócio apanhar gente com esse passaporte...

 

Continuei o dia tendo um encontro com os guardas prisionais. Ou melhor, com os nossos conselheiros em matéria de prisões. As condições de detenção são abomináveis. Os presos passam o dia acorrentados, para que não se escapem. Mesmo assim, muitos acabam por fugir. Só não precisam de ser guardados os prisioneiros que sabem que se voltarem para a sociedade serão eliminados pelos familiares das suas vítimas. Prisioneiros assim sentem-se em segurança nas prisões desta terra.

 

Seguiram-se reuniões sobre os direitos humanos, a questão do recrutamento de mulheres para a polícia, os soldados nepaleses que chegaram com armas mas sem munições, os soldados que estão destinados a ser uma força de intervenção rápida e que vieram equipados como se fossem meros sentinelas, o planeamento da transferência de um campo de 28 000 refugiados da zona da fronteira para uma outra localização.

 

Finalmente, chegou a hora de voltar a N'Djaména. Mais 800 quilómetros de distância a percorrer. No que seria para muitos um fim de dia bem preenchido. Mas não. Na capital, havia outras matérias à espera. Falar com Nova Iorque, enviar o telegrama das actividades do dia, ver em que ponto está a investigação para apanhar uns tipos que gostam de dar uns tiros de metralhadora nos trabalhadores humanitários, falar para Bangui, ver se os embaixadores do Conselho de Segurança sempre podem visitar o Leste em Outubro, etc, etc.

 

Mais tarde, passar ainda, cinco minutos, por uma recepção, só para marcar presença. E provar o vinho branco.

 

Chegar finalmente a casa, responder a uns mails, telefonar para o estrangeiro, preparar o blog, ler os jornais do dia.

 

Há dias piores.

publicado por victorangelo às 21:13
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16
Jul 09

 

O meu texto na revista VISÃO que hoje chegou às bancas trata do G8. Faço uma análise do que está para além da boca de cena. Os bastidores levam, de facto, um certo número de questões, incluindo os pontos fundamentais da legitimidade e da representatividade do G8.

 

A prazo, a fórmula está condenada. Será preciso alargar a participação e inserir o processo no quadro da reforma das Nações Unidas.

 

O artigo pode ser lido no sítio da revista

 

http://aeiou.visao.pt/para-alem-da-boca-de-cena=f516686

 

Ficarei, como sempre, muito grato pelos comentários que os leitores tenham a bondade de fazer no sítio on-line da VISÃO.

publicado por victorangelo às 17:43
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09
Jul 09

 

Já podem ler e comentar o meu texto on-line na Visão desta semana:

 

http://aeiou.visao.pt/os-tremores-do-g8=f515776

 

Trata-se de uma reflexão sobre a cimeira do G8. L' Aquila, a localidade onde decorre a reunião, é terra de tremores. Berlusconi, o actor principal da coreografia dos líderes, sofre de outros tremores, que lhe afectam a imagem.

 

E o nosso compatriota de Bruxelas, também presente na cimeira, anda a tremer, sem saber o que lhe vai acontecer depois do Verão.

 

É, de facto, um encontro em que muitos tremem.

 

 

publicado por victorangelo às 14:57
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