Portugal é grande quando abre horizontes

07
Out 16

Hoje encontrei alguém que me disse que a procura da imortalidade o está a matar. Achei curioso. Na realidade, o que queria dizer é que nada de importante se consegue sem um grande esforço, muita dedicação e uma focalização obsessiva no alvo a atingir e no trabalho para aí chegar.

publicado por victorangelo às 20:54
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08
Fev 16

Termino o dia à procura da tradução em português da expressão inglesa “Faustian moment”. Estas duas palavras combinadas remetem-nos à famosa lenda alemã sobre Fausto, o tal que fez um pacto com o Diabo, e ao momento em que o protagonista decide ganhar ou aproveitar agora, no momento, sem ter em conta os custos ou as consequências futuras.

Qual é a melhor tradução da dita expressão?

Ou não haverá dessas coisas em Portugal?

publicado por victorangelo às 20:19
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03
Ago 15

No Reino Unido, a campanha para a liderança do Partido Trabalhista está a chegar ao fim. A votação começa a 14 de agosto e irá decorrer até 10 de setembro. Dois dias depois, saber-se-á o nome do novo líder, que se irá sentar no Parlamento no lugar oposto ao de David Cameron.
Tem sido um período, desde a derrota nas legislativas nacionais de 8 de maio, de grande agitação entre os apoiantes do partido. Há quatro candidatos em liça. O mais radical, Jeremy Corbyn, um deputado com uma longa carreira no Parlamento, hoje com 66 anos de idade, parece estar melhor posicionado para vencer a disputa. Esta hipótese de vitória deixa muita gente surpreendida.
Corbyn sempre foi um rebelde no seio dos Trabalhistas, um solitário fora das estruturas do aparelho. Ao longo de várias legislaturas, votou mais de 500 vezes contra a linha do seu partido. As suas ideias políticas vão no sentido de uma maior intervenção do Estado na economia, de um acréscimo significativo das despesas sociais, da renacionalização dos caminhos-de-ferro e de outros serviços, de uma diminuição significativa das despesas militares da Grã-Bretanha e de uma fiscalidade elevada em relação aos rendimentos mais altos. Tem mostrado, ao longo da sua vida pública, profundos desacordos com a política externa americana e de Israel.
Estas ideias estão em contracorrente das realidades britânicas. O défice anual do orçamento do Estado ronda os 70 mil milhões de libras. As propostas de Corbyn agravariam o défice ainda mais e acabariam, pensam os eleitores, por exacerbar a carga fiscal para a maioria dos cidadãos. E as opções em matéria de defesa e de política externa são igualmente contrárias às que têm sido tradicionalmente aprovadas nas urnas e que constituem a essência das alianças exteriores do país.
Ou seja, Jeremy Corbyn parece estar prestes a ganhar uma boa parte dos votos no interior do seu partido e a perder o apoio de uma grande percentagem do eleitorado nacional. Por isso, os Conservadores acham que a sua possível elevação a chefe do Partido Trabalhista será uma excelente notícia. Há quem diga, mesmo, que certos círculos conservadores estarão a promover uma campanha mediática que favorece a eleição de Corbyn. Querem o homem a chefiar uma oposição que terá imensas dificuldades, segundo pensam, em ser aceite por grandes segmentos da população.
Não acredito nessa teoria conspirativa. Mas creio que iremos ver, também na Grã-Bretanha, um partido tradicionalmente social-democrata na oposição por muitos anos. Penso, igualmente, que a eleição de Corbyn, se vier a acontecer, vai obrigar muita gente a reflectir sobre o papel dos partidos social-democratas e socialistas na Europa de agora e dos anos que se aproximam.

publicado por victorangelo às 18:22
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04
Jan 15

Deixar que o insulto faça parte da luta política é uma vergonha. Não ajuda a resolver os problemas, apenas nos enterra ainda mais. Mas quando o insulto é aceite e publicado num dos órgãos de comunicação social de referência não estamos apenas perante uma falta de ética profissional. Trata-se, em casos desse tipo, de uma conivência com um acto manifestamente ilegal. É o jornalismo de sarjeta a contaminar o combate das ideias.

Em Portugal, o vitupério através da comunicação social tornou-se numa prática corrente, em alguns órgãos que já foram exemplos de qualidade. Uma prática que não encontramos nos jornais que se publicam noutros países europeus. Aí, por muito dura que seja a disputa entre os partidos e as personalidades políticas, existe um nível de decoro que, infelizmente, não encontramos na nossa cena pública. E que, em certos casos, ultrapassa, de longe, o que uma sociedade democrática pode tolerar.

 

publicado por victorangelo às 21:08
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02
Jan 15

As migrações fazem parte da história da humanidade. E também fazem parte da história de Portugal. Por isso, convido os meus amigos a pensar na questão, na saída de jovens e menos jovens, com alguma serenidade. Escrever prosas empolgadas sobre o assunto revela, acima de tudo, superficialidade, uma ligeireza que faz medo, sobretudo quando os autores desses escritos são gente com responsabilidades de direcção política e outros, pessoas com influência ao nível da opinião pública. Ora, essas prosas aparecem frequentemente na nossa comunicação social. O que por outro lado mostra que temos uma comunicação social tipo peso pluma.

As migrações constituem um assunto que precisa de ser discutido com calma. Será certamente um tema a que voltarei várias vezes. Até porque eu próprio sou um emigrante de longo curso.

publicado por victorangelo às 21:24
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13
Ago 14

Continuo a dizer aos meus amigos que não parem de sonhar, de inventar uma vida melhor, de lutar por ideias grandes. Há muitas coisas más que uma crise como a que vivemos em Portugal traz consigo. Uma delas é matar a capacidade de sonhar. Deixamo-nos então cair na crítica do que é mesquinho. Passamos a viver ao nível rasteiro, do ataque por baixo, pomo-nos à altura, bem medíocre, dos que são pura e simplesmente negativos e têm uma atitude cínica perante a vida. Que criticam tudo e todos, a torto e a direito.

 

Pensem nisso. Evitem-no.

publicado por victorangelo às 20:53
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06
Mai 14

Alguém observava hoje que o meu blog anda relativamente silencioso em relação à actualidade política portuguesa. A verdade é que a realidade política portuguesa, o que se diz, escreve e pronuncia, está um bocado nas ruas da amargura. É deprimente, por várias razões: pela incompetência, pela falta de sentido de Estado, pelo espírito destrutivo que a anima, pela corrupção moral e amiguismos que a definem, e pela falta de perspectivas em relação ao futuro. É, para mais, uma visão burocrática da sociedade, que não partilho. Uma visão que se sente mais segura na evocação romântica do passado, criando uma narrativa histórica que não corresponde ao que de facto se passou, do que na imaginação de um futuro melhor e mais ousado para todos os portugueses. É ima maneira de ver rural, à antiga, num mundo que em mudança constante.

 

Por tudo isto, e também por andar mais por outros horizontes que não os de Cascais ou da Foz do Douro, tenho sentido uma certa relutância em entrar numa seara que sendo de todos nós, nos é, a quem quer bem a este povo, muito estranha.

 

 

publicado por victorangelo às 21:58
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25
Dez 13

No dia de Natal convém combater o facciosismo. Há por aí muitos sectários. Muita gente a ver a realidade por um só prisma, o seu. Tudo o que se diz, comenta ou escreve a partir da posição ou campo que defendem, está sempre certo e é de imediato apoiado. O que é dito por outros, quem olham para as coisas a partir de uma outra lente ou com base numa outra posição partidária, é de imediato recusado. São gente que vê o país a preto e branco, e que tomam partido de modo monocolor.

 

Recuso essa maneira de ver as coisas. Oponho-me a uma sociedade de facciosos. Só leva à ruina.

 

É fundamental denunciar quem promove essa maneira de estar na vida pública.

 

Mas a primeira denúncia deve começar por nós. É que muitas vezes nós somos o intolerante que se ignora.

 

Não seria bom pensar nisso, num dia de Natal, sobretudo nas vésperas de ano que precisa de gente capaz de ultrapassar os arames farpados que nos separam?

publicado por victorangelo às 19:35
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31
Mai 13

Escrevo, na Visao que acaba de ser publicada e que esta nas bancas, sobre a social-democracia e o socialismo num contexto de crise europeia e de crise da ideologia do centro-esquerda.

 

O link para o meu texto é o seguinte:

 


publicado por victorangelo às 12:01
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26
Abr 13

A convite de Vera Lourenço de Sousa, autora do excelente blogue Segurança Interna e Defesa Nacional, escrevo hoje sobre a reforma das polícias. 


O meu texto esta disponível no sítio:

 

http://segurancaedefesa.blogs.sapo.pt/88879.html

 

Agradeço a amabilidade. 

publicado por victorangelo às 10:43
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