Portugal é grande quando abre horizontes

16
Jul 17

Na semana que passou, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos aprovou de modo unânime uma sentença que reconheceu ao governo da Bélgica a legitimidade para proibir o Niqab – o véu que cobre a cara e só deixa ver os olhos das mulheres que o utilizam – nos lugares públicos.

A argumentação teve em conta questões de segurança, de igualdade entre os homens e as mulheres e o imperativo da integração de cada pessoa na sociedade a que pertence. Se a sociedade não aceita, como é o caso da Bélgica, o Niqab, o Tribunal achou que haveria que ter esse facto em linha de conta.

A decisão procurou assim fazer o equilíbrio entre os direitos individuais e as exigências que decorrem da vida em sociedade. E deu, em grande medida, muita importância à questão do “viver com os outros”.

Estamos perante um contributo importante para a questão da diversidade de culturas na Europa. Esse assunto precisa, cada vez mais, de ser encarado de modo aprofundado, nas suas diferentes facetas e tendo em conta o que significa, nos dias de hoje, pertencer a uma nacionalidade europeia.

publicado por victorangelo às 21:51
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21
Mar 17

O programa desta semana do Magazine Europa, que hoje foi difundido pela Rádio Macau, interessa-se pelos 60 anos do projecto europeu. Faz referência à cimeira queterá lugar em Roma dentro de dias, a 25 de março, para marcar a efeméride. E entrevista a representante da UE para Hong Kong e Macau, a cidadã espanhola Carmen Cano.

Desta vez, os meus comentários abordam o futuro do projecto comum, numa altura de balanços e celebrações.

O link para o programa de hoje é o seguinte:

 

Magazine Europa (21 de Março de 2017)

 

publicado por victorangelo às 15:38
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01
Mai 16

Num dia como o de hoje, quando se celebra a festa do trabalho, permito-me lembrar que os sistemas educativos europeus precisam de levar uma grande volta. Têm que estar orientados para a economia de ponta, de alta tecnologia, de conhecimento e de criatividade e preparar as novas gerações para os desafios de amanhã. Não podemos ter um ensino inspirado nos métodos do passado, na repetição cega, na produção uniforme de diplomas que nada significam.

A educação tem que ter um cariz pessoal, capaz de dar a cada um o máximo de possibilidades, com flexibilidade e através da promoção do espírito criativo e da vontade de vencer. A ambição e a competitividade devem fazer parte dos currículos.

É no sistema de ensino que se manifesta e define a igualdade ou a desigualdade, que depois se irá aprofundar durante a vida activa. Um país que não invista a sério na educação é um país que está a preparar o seu próprio atraso. Está a criar os futuros trabalhadores de segunda. E igualmente, os frustrados de amanhã.

publicado por victorangelo às 16:08
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08
Mar 16

Desigualdades do género

A nova estratégia da UE sobre a igualdade do género, aprovada em dezembro de 2015, para o período 2016-2019

Temas importantes:

            A violência contra as mulheres

            As mulheres e a participação nas decisões políticas e económicas

            Os estereótipos e a educação como meio de os combater

publicado por victorangelo às 11:38
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08
Jan 16

As acções criminosas que tiveram lugar em Colónia, e em menor escala, noutras cidades europeias, na noite de passagem de ano, vão inevitavelmente influenciar de modo significativo o debate europeu sobre os refugiados e as migrações. Acrescentaram medo ao medo que já existia.

Ainda hoje tive a oportunidade de o notar, numa primeira discussão com gente que vive em Berlim. Mesmo quem não quer dramatizar acaba por levantar um novo grau de objeções à chegada dos imigrantes. Ao risco do terrorismo, junta-se agora o da violência contra as mulheres. E, acrescentam de imediato alguns, outros riscos de violência, contra os cidadãos mais idosos, contra a propriedade, e contra as regras de uma cidadania disciplinada e tolerante.

Ver as imagens de famílias a atravessar o frio dos Balcãs e saber, por outro lado, que umas dezenas ou mesmo centenas de criminosos tornaram mais difícil a aceitação dessas famílias, deixa-nos angustiados. Também nos lembra que não podemos deixar que esses criminosos influenciem a maneira como a Europa irá acolher quem precisa de refúgio. Devemos manter separado o que separado deve estar. Os criminosos de Colónia e os seus correligionários noutros locais devem ser tratados como tal e expulsos do espaço europeu sem grande demora, com firmeza e clareza. Mas com respeito pelos procedimentos legais em vigor.

 

 

publicado por victorangelo às 20:32
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03
Dez 15

Há por aí uma grande confusão à volta do conceito de igualdade. Vai ser necessário tratar do assunto.

Para já, convém dizer que nestes tempos de democratização do acesso à informação e à palavra, através nomeadamente da internet, mas também por motivo do liberalismo opinativo que faz agora parte da nossa vida, a questão da igualdade, num sentido de justiça social, é muito central e muito sensível. Por isso, deve ser discutida com toda a objectividade e sem receio.  

publicado por victorangelo às 21:55
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23
Jun 15

Os negócios do Estado não incluem a administração de empresas sem valor estratégico. Também não passam pela gestão de empresas em falência crónica, que vivem pura e simplesmente à custa dos impostos dos cidadãos.

Este tipo de posição não tem nada que ver com uma visão liberalizante da economia. Tem, isso sim, uma relação directa com um Estado forte, capaz de desempenhar as funções de essenciais da soberania, de regulação económica e social e de criar as oportunidades que todos devem ter, desde a mais tenra idade.

Não cabe ao Estado gerir empresas de transporte. Também não é missão do Estado administrar unidades fabris ou bancos. Mas é função do Estado fazer com o sistema de justiça funcione a tempo e horas, e com equidade, ou que se possa andar nas ruas sem medos nem agressões. E assim sucessivamente, nas questões que saem do âmbito da iniciativa privada.

O debate sobre o papel do Estado continua a ser um assunto de grande actualidade, não haja dúvidas.

publicado por victorangelo às 20:53
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19
Nov 14

Independentemente das opções políticas e das preferências partidárias, parece-me positivo que uma mulher com reconhecido mérito profissional tenha sido empossada como ministra da Administração Interna.

A experiência mostra que a melhor maneira de fazer avançar a agenda da igualdade entre os homens e as mulheres passa pela nomeação de mulheres competentes para cargos de grande responsabilidade política.

E em questões de igualdade do género temos que reconhecer que ainda há muito por fazer, quer em Portugal quer noutros países europeus. A esse título basta ver a mesma página da Presidência da República que reporta a tomada de posse da nova ministra e percorrer as imagens fotográficas de um grupo de senhores que está a promover um projecto sobre o talento português, sob o nome um pouco estranho de “Transforma Talento Portugal”. Só homens…Que isto do que eles entendem como talento é certamente coisa de homens, na cabeça de quem os nomeou e também nas vistas de quem aceitou fazer parte da coisa…

publicado por victorangelo às 20:00
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01
Abr 14

Ser operado ao olho direito no Dia das Mentiras talvez não pareça coisa muito séria. Mas assim foi. Entrei às sete da manhã, passei para a sala de operações às oito, voltei ao meu quarto às 09:30 e tive alta pouco depois do meio-dia. Tudo exactamente como programado. Como o meu cirurgião é um dos grandes especialistas de Bruxelas, e como não havia urgência, tive que esperar quatro meses por vez. Faz oito cirurgias por semana, todas à terça-feira de manhã.

 

O hospital é privado, ou seja tem uma gestão independente do sistema nacional de saúde e é propriedade de investidores privados, mas o que que conta é o regime de segurança social dos pacientes. Um paciente no regime geral, público, pode optar por se fazer operar nesse hospital, se o seu médico operar aí. O sistema público reembolsa o hospital, de acordo com uma tarifa previamente estabelecida por acordo para cada tipo de intervenção.

É um sistema relativamente igualitário. Mas não totalmente. No meu caso, como não estou inscrito em nenhum sistema nacional de saúde – estou abrangido por esquema próprio da ONU – as limitações são menores. Isto que dizer que uma lente inserida na vista de um paciente do sistema público tem um limite de preço, e por isso, de qualidade. Ou seja, o que parece 100% igualitário acaba por não o ser.

 

Faz reflectir.

 

 

publicado por victorangelo às 20:24
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08
Mar 13

Hoje a escrita só pode ser de apoio ao Dia Mundial dos Direitos das Mulheres.

 

Com uma nota para lembrar que a desigualdade não acontece apenas nos países menos desenvolvidos. Verifica-se também aqui, dentro do nosso país, da nossa casa, na mente de muitos de nós. O combate pela igualdade começa, por isso, ao nosso nível. Não é preciso procurar muito longe. 

publicado por victorangelo às 21:01
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