Portugal é grande quando abre horizontes

04
Fev 17

Em Portugal, os jornais e as revistas impressas estão nas ruas da amargura. Cada vez vendem menos, continuam todos num processo de falência mais ou menos encapotada. O único que se safa é o Correio da Manhã (CM), que investe num tipo muito específico de jornalismo: alcova, faca e alguidar, monstros com três olhos e textos curtos e muito directos.

Mas não é sobre o CM que quero escrever. Nem sobre os falidos do papel. Intriga-me e interrogo-me sobre um outro meio de comunicação social, o jornal digital Observador.

O Observador foi lançado há quase três anos. Na altura, foi revelada uma lista de accionistas do projecto e dito que o jornal seria financiado pela publicidade. Com o tempo, o Observador cresceu, passou a ser uma referência intelectual do pensamento conservador e de direita, uma espécie de contrapoder, num panorama jornalístico muito dominado pela esquerda. Tornou-se, à sua medida, um êxito. Menos na área da publicidade. Percorrer o sítio do jornal é como fazer uma viagem sem anúncios. Ou seja, sem receitas aparentes. E aqui temos uma contradição importante e muito curiosa: a publicação continua a crescer, com custos certamente muito significativos, embora incomparavelmente menores dos que resultariam de uma edição em papel, mas sem que se entenda donde provêm os fundos que pagam esse crescimento e mantêm tanta gente tão atarefada.

Como nestas coisas ninguém gosta de perder, temos aqui um grupo de financiadores, os anunciados ou outros, não sei, que aposta forte e feio num futuro risonhamente de direita e que pensa que um dia irá ganhar.

Interessante, este Observador.

 

publicado por victorangelo às 20:16
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14
Dez 16

Na imprensa internacional, a tomada de posse do novo Secretário-Geral da ONU apenas mereceu umas linhas e uns rodapés. Amigos, que conhecem bem a casa, dizem-me que este tratamento do assunto é revelador da marginalização em que as Nações Unidas se deixaram colocar, ao longo de uma década ou mesmo, desde os acontecimentos que viraram a página do mundo em 2001, em Nova Iorque.

É possível que uma parte das razões esteja por aí.

No entanto, numa altura de muitos dramas e surpresas, a transição serena que esta semana ocorreu em Nova Iorque não chega a ser notícia. Não há tempo e espaço para os acontecimentos normais e previsíveis. Alepo e outras tragédias, que nos enchem os ecrãs diariamente, são a anormalidade que é preciso contar. E ainda bem que não passam despercebidas, embora a visibilidade não tenha ainda contribuído para envergonhar e punir quem não quer resolver estas coisas.

Mas não é só a Síria ou coisas semelhantes. A ONU também não pesa quando comparada com os futebóis. Esses sim, merecem páginas e páginas de atenção.

publicado por victorangelo às 19:57
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20
Set 16

Uns breves comentários, no fim de um dia muito agitado.

Portugal, que tem uma economia pobre, não precisa de radicalismos anticapitalistas e de infantilismos doutrinários. Necessita, isso sim, de serenidade política que atraia investimentos e dê confiança a quem pode criar economia e emprego.

O primeiro-ministro não pode dar a impressão que não controla as suas hostes, sobretudo os mais exaltados dos extremistas e outros “jovens turcos” que andam aos pulos para serem vistos pela pacóvia que controla os meios de comunicação social.

Veja-se se a lista dos chefes de Estado que o Presidente tem a intenção de encontrar em Nova Iorque, nas margens da Assembleia-Geral da ONU e prometa-se, de seguida, uma velinha à Virgem de Fátima.

Entretanto o Wall Street Journal publicou um artigo de opinião contra António Guterres. Diz que o nosso compatriota não soube gerir o ACNUR, invocando para isso uma investigação interna da ONU, recente, que de facto existe, mas que não incrimina Guterres. Enfim, um artigo de lixo num jornal influente.

publicado por victorangelo às 22:14
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05
Dez 15

A comunicação social portuguesa está cada vez mais numa situação financeira delicada, mesmo de falência económica. Cada vez se vende menos espaço publicitário, os preços da publicidade estão ao desbarato, os jornais e as revistas tiram poucas cópias, que não dão sequer, quando vendidas, para pagar o papel e a tinta.

Tudo isto precisa de levar uma grande volta.

Nesta onda, a Visão iniciou agora um novo projecto editorial. Está a produzir uma revista mais arejada e um site mais dinâmico. Vamos ver se dá.

publicado por victorangelo às 18:41
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