Portugal é grande quando abre horizontes

01
Jul 17

As armas e as munições, em quantidades que mostram que a coisa foi organizada a sério, foram roubadas de um paiol do Exército. Inacreditável!

O tipo de armamento levado pelos ladrões permite praticar actos terroristas de grande impacto. Preocupante!

As autoridades do país onde isto aconteceu limitaram-se, até agora, três ou quatro dias depois do acontecimento, a exonerar uns coronéis. Patético!

Os principais responsáveis políticos, os do lado da governação, mantêm-se calados. Incompreensível!

Do outro lado, os da oposição, diz-se umas baboseiras inconsequentes e pela rama. Incompetência!

Parece que haverá uma audição parlamentar do ministro da pasta. A resposta habitual!

Como também será de prever, dentro do que é a nossa normalidade irresponsável, que da audição não resulte nada de estrutural, para além do ruído a que já estamos habituados. Portugal!

 

publicado por victorangelo às 22:22
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06
Ago 13

O Secretário de Estado que faz os chamados “briefings” à comunicação social tem todo o ar de quem não está à altura da tarefa. Além disso, a sua falta de experiência política é demasiado evidente. Até aqueles jovens jornalistas que lhe aparecem pela frente parecem estar mais à vontade do que o governante.

 

Apenas não vê esta miséria quem não quer ver. E dir-se-ia que o Primeiro-ministro é um dos que não está a ver o dano que tais manifestações de incompetência acarretam. 

publicado por victorangelo às 21:59
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02
Jan 12

Li agora com atenção a mensagem de Ano Novo do Presidente Cavaco Silva. A palavra emprego é frequentemente referida. "Da marca dolorosa do desemprego" até à "promoção do crescimento económico e do emprego", a preocupação é repetida várias vezes. 

 

Partilho a mesma preocupação. Mais ainda, por não ver nenhuma medida concreta, no programa do governo para 2012 e anos seguintes, que possa ter um impacto significativo sobre uma maior oferta de emprego. Antes pelo contrário. Onde deveria haver um ministério com genica, como na agricultura, no mar ou na economia, vejo apenas rotina, ideias tontas e falta de experiência. Onde se esperava uma politica de promoção exterior a sério, enxergo apenas burocracia diplomática à antiga, funcionários incapazes de compreender como funcionam os investidores estrangeiros e um ministro que parece oco. Onde teria que haver uma campanha de levantamento da imagem de Portugal, saem à baila uns pacóvios que só se sentem bem quando passam despercebidos ou andam a fingir que a promoção do fado é que conta. Onde o ministério das finanças, das contas e das taxas, acaba por ser quem dita a política geral.

 

Claro que o Presidente não poderia dizer isto na sua alocução. Eu posso e digo. Fica claro?

publicado por victorangelo às 20:32
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15
Out 11

O sargento que dirige a Associação Nacional de Sargentos disse, em declarações públicas, reagindo à comunicação do Primeiro-ministro sobre o orçamento de 2012, que era preciso derrubar este governo e explicou que as revoluções não se anunciam, fazem-se. Este militar, no activo, não podia ter sido mais claro nas suas palavras subversivas. 

 

Não sei o que o ministro da Defesa pensa sobre o assunto. Aparentemente, não pensa nada, pois não se lhe conhece nenhuma reacção a esta atitude inaceitável do sargento em causa. 

publicado por victorangelo às 20:36
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30
Ago 11

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Aveiro. Cores e luta pela vida. 

 

Um potencial por explorar.

 

Se tivéssemos uns dirigentes mais competentes e com espírito de missão...

 

 

publicado por victorangelo às 21:50
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04
Ago 11

Os sintomas de uma crise económica internacional profunda voltaram, hoje, à tona de água.

 

Os investidores estão inquietos, de ambos os lados do Atlântico, e no Extremo Oriente.

 

Com o agravamento da situação na Itália e em Espanha, a União Europeia entrou num novo patamar de confusão, num processo muito sério, que pode levar à sua implosão. A incerteza é, esta noite, bem maior do que era há dois dias, quando Berlusconi fez uma declaração sem alma nem convicção ao parlamento italiano. O homem sabia do que falava. Por isso, não se arrebatou.

 

Entretanto, a maneira como as coisas vão evoluindo em Portugal também nos deixa boquiabertos.

 

A Assembleia da República começa a mostrar que muitas das novas caras não têm um mínimo de competência e de representatividade que justifique o estarem lá. Os gabinetes ministeriais estão a ir pela mesma linha e a recrutar infantes sem currículo. O Conselho de Estado, pelo seu lado, adquiriu mais uns patuscos, conhecidos pelas ideias retrógradas que defendem, pela manha que os anima e pelos desastres públicos a que estão associados.

 

Com equipas dirigentes assim, nem a umas ondas de marés vivas se consegue responder. Ora, o que aí vem, ao nível internacional, parece ser um tsunami.

publicado por victorangelo às 22:25
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18
Set 10

A Espanha está a ganhar a confiança dos mercados. Adoptou medidas económicas claras em Maio, num pacote único. Que incluiu uma redução imediata da despesa pública, com cortes nos salários na ordem dos 5% para todos os funcionários, limites nas pensões de reforma mais elevadas, e na ajuda externa. Não optou pela política das mijinhas, tão praticada deste lado da fronteira, do género, hoje corto aqui, amanhã corto ali, no dia seguinte subo mais um imposto, anulo mais uma vantagem fiscal, enfim, um rodopio de pés de dança que é próprio dos fracos e dos incompetentes, de quem não conhece a música, dos maus dançarinos.

 

Os operadores económicos querem certezas, não querem um rosário de indecisões e de medidas avulsas.

 

Convém lembrar que se trata de um governo socialista. As questões de natureza ideológica são importantes. Definem as grandes opções. Mas, quando se está perante uma crise profunda, a ideologia é notoriamente insuficiente. É preciso mostrar competência.

 

publicado por victorangelo às 19:55
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10
Ago 10

 

Copyright V. Ângelo

 

Até da minha janela se nota que este monumento, emblemático como é, está sujo e pouco cuidado. Ora, todos os que visitam Lisboa são levados a ver esta obra e depois ficam sem perceber que país é este.

 

 Em seguida, atravessam o túnel, para o jardim em frente dos Jerónimos e ficam a perceber melhor. As escadas que conduzem ao túnel e o corredor estão sujos e manchados de porcaria. A única consolação é o cantor ceguinho que aí passa os dias e a quem se daria uma fortuna para que deixasse de cantar. Tem, no entanto, bons pulmões, que a sujidade que o rodeia não é tóxica.

 

Chegados ao jardim, os nossos visitantes podem constatar que os "jardineiros" que se ocupam de o manter não sabem o que é jardinagem. Mas devem ter umas cunhas boas, o que lhes permitiu arranjar emprego na Câmara de Lisboa, que é, por si mesma, diz-se e fala-se, será verdade?, um porto de abrigo de dirigentes  incompetentes, desleixados e sem espírito de missão.

 

Mais, o lago dos nenúfares parece um tanque velho de uma quinta meio abandonada. Será que as plantas aquáticas precisam de lixo para ganhar mais vigor?

publicado por victorangelo às 21:57
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16
Fev 10

 

Quando os tribunais deixam de funcionar, em sociedades como a portuguesa, abre-se a porta para os julgamentos na praça pública. Os jornalistas, os comentadores, a opinião, todos nos transformamos em juízes. Os autos da fé, nas manchetes dos jornais ou nas imagens das televisões, passam a fazer parte da justiça popular. Os jornalistas passam a ser os novos heróis.

 

É uma situação de caos. De grande fraqueza institucional. Que acaba por ter grandes repercussões na economia, no investimento, no emprego. Gente séria não pode funcionar num clima em que a justiça está subvertida.

 

Em sociedades onde a opinião pública não pesa, como é o caso em muitos sítios de África, a porta que se abre é a do refúgio nas identidades, na segurança que a etnia parece fornecer, nas milícias armadas, na violência privatizada. Fractura-se o Estado. Desmembra-se a nação.

 

Em ambos os casos, não convém esquecer que a justiça é um dos princípios básicos da vida, um dos pilares da civilização e do progresso. Um poder político que não põe a justiça a funcionar é um fracasso.

publicado por victorangelo às 10:49
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29
Mar 09

 

O recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público reconheceu que existem pressões políticas sobre a magistratura. No Público de 28 de Março afirma que..."as pressões sobre os magistrados estão a atingir níveis incomportáveis".

 

Referiu-se também às recentes medidas legislativas do governo. Disse que são "constrangimentos ao funcionamento da justiça". Propositados ou por incompetência, não esclareceu. E que o novo Estatuto do Ministério Público "é restritivo da independência" dos magistrados. Ou seja, tenta instrumentalizar, para fins políticos, diria eu, esta componente fundamental do sistema de justiça.

 

Tudo isto é muito sério. Preocupante. De arrepiar. Inadmissível num país democrático.

 

Tenho a certeza que o Ministro da Justiça se sentirá na obrigação de vir à praça explicar de sua justiça. Não pode fingir que não é nada com ele. O silêncio, neste caso, será muito comprometedor.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 23:46
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