Portugal é grande quando abre horizontes

26
Abr 17

São muitas as matérias políticas em jogo, na corrente eleição presidencial francesa. Mas a mais importante é, na minha maneira de ver, o duelo entre duas visões diametralmente opostas.

Temos, de um lado, uma proposta democrática, moderna, realista, cooperante e tolerante. Podemos estar em desacordo com várias das medidas que Emmanuel Macron defende. Não devemos, no entanto, ignorar que se trata de uma concepção positiva da vida política.

Do outro lado, Marine Le Pen propõe um projecto autoritário, retrógrado, violento, racista, e mesmo negacionista do holocausto.

Perante estas duas opções, apenas os zarolhos políticos – e há vários – podem ter hesitações.

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:08
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24
Ago 14

Critico quem tenta banalizar o impacto do Ébola nos países africanos da África Ocidental. Quem nos diz, com muito cinismo, que a OMS já declarou no passado outras crises pandémicas que afinal, com o tempo, se revelaram controláveis. Quem, com ligeireza, fala do Ébola como se tratasse de uma doença como o Sida, a malária ou a tuberculose. É verdade que estas doenças matam, cada dia mais gente que os que morrem por causa do Ébola. Mas o problema não reside aí. A epidemia está a destabilizar política e socialmente estados extremamente frágeis, que ainda não há muitos anos estavam mergulhados em profundas guerras civis. Há hoje um sentimento generalizado de pânico nesses países. Os governantes estão a perder o controlo da situação social. A unidade nacional, que estava pouco a pouco a ser reconstruída, encontra-se agora, de novo, ameaçada. O investimento político, económico e social que havia sido feito ao longo de anos de pós-crise nacional está em risco de se perder. Ou seja, estamos de novo perante uma crise estrutural na África Ocidental.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:35
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14
Jun 14

 

 

Copyright V. Ângelo

 

No passeio da praia, em Oostende, no litoral belga.

 

Entre ler os jornais portugueses – tenho vários dias de atraso – e fazer qualquer coisa de positivo, resolvi ir à praia. Aproveitar o Sol, que estava um dia lindo. Esquecer as historietas da actualidade portuguesa, que podem ser lidas vários dias depois, são sempre as mesmas tragédias, com os pensadores públicos e os intelectuais de toda a espécie a repetirem, todos os dias, o que outros já disseram.

 

Ainda por cima, esta fotografia mostra-nos dois pombinhos – viram bem? – e não outros passarões de má fama.

 

 

 

publicado por victorangelo às 15:54
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06
Jun 14

Alguns “pensadores” da Direita portuguesa gostam de ir buscar ideias e inspiração ao Financial Times (FT). Depois, publicam uns textos de opinião, que pouco mais são que um aportuguesamento do que lerem no diário conservador inglês.

 

Como o FT publicou esta semana dois ou três textos de comentário contra Jean-Claude Juncker, opondo-se à sua candidatura à presidência da Comissão Europeia, os nossos brilhantes homens de ideias de Direita lançaram-se ao ataque do luxemburguês. Um deles até escreveu que Juncker vem de um micro-Estado e por isso não tem condições para estar à frente da Comissão. À falta de melhor argumentos, saem coisas deste género.

 

Na ânsia de copiar os conservadores ingleses, esquecem-se dos interesses de Portugal. O Luxemburgo é um país que acolhe uma vasta comunidade imigrante portuguesa. Juncker foi sempre a favor da presença portuguesa no seu país. Defendeu a nossa imigração durante os muitos anos que esteve à frente do governo do seu país. É, além disso, um político europeu que gosta de Portugal e que compreende que a Europa só se construirá se houver um equilíbrio entre o Norte e o Sul.

 

Sem deixar de mencionar que Juncker defende uma grande coligação com a família socialista europeia. Ou seja, entende bem que a Europa também só é viável se tiver uma base de apoio político muito vasta.

 

Mas, para a nossa inteligência de Direita, nada disso conta. O que é importante é parecer esperto, contrário e alinhado com as posições do FT. É uma inteligência sem visão, pobre e pobre de espírito.

publicado por victorangelo às 21:15
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28
Dez 13

Li hoje mais um texto de reflexão de Pacheco Pereira e fiquei a pensar como é possível que um intelectual como ele se tenha tornado tão azedo e revoltado.

 

Uma revolta quase cega, num homem inteligente como ele, é ou não uma indicação clara do falhanço da nossa classe intelectual?

publicado por victorangelo às 22:13
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31
Jan 13

Dizia-me esta tarde um observador atento e objectivo da realidade intelectual portuguesa, um dos poucos que olha para nós, os portugueses, sem lirismos nem saudosismos:


"... A intelectualidade indígena sempre teve demasiadas certezas sobre tudo e pouquíssimas dúvidas sobre o que quer que seja – além de estar sempre pronta a fazer grandes diagnósticos globais e a responsabilizar terceiros…"


Bem resumido, diria eu. 

publicado por victorangelo às 20:39
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09
Dez 12

Muitos intelectuais portugueses adoptaram a solução mais fácil: passam o tempo a repetir as mesmas coisas, não saem da sua zona de conforto nem põem em causa as ideias feitas.

 

Outros escolheram uma opção ainda mais fácil: serem os porta-vozes das opiniões maioritárias. Mesmo quando essas opiniões estão erradas, são ingénuas, ou assentam em bases que são mais imaginárias do que reais.

 

Deste modo, o debate de ideias é, em muitos casos, um exercício sem interesse nem criatividade. É um repetir do que já se ouviu noutros locais, provavelmente dito pelas mesmas gentes.

 

publicado por victorangelo às 19:10
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22
Mar 12

Esta manhã, na BBC e noutros boletins informativos internacionais, Portugal é notícia de caixa alta. Por razões da "greve geral", ou seja, pelas más razões. Apesar da greve ser apenas de alguns, a imagem que fica é que se trata da segunda grande paralisação em cerca de quatro meses.

 

Imagens destas não ajudam o país. Não atraem investimentos externos, que é uma das coisas que mais precisamos, nesta altura em que o capital e a poupança nacionais estão pelas ruas dos bolsos vazios.

 

Portugal não pode adquirir a imagem de país a evitar.

publicado por victorangelo às 08:17
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20
Jan 12

O Presidente da República diz que a soma das reformas que recebe ou vai receber não chegam para cobrir as suas despesas domésticas. O Vasco, homem de boas letras mas que, enquanto comentador do quotidiano português, tem um longo currículo de escritas desvairadas, vai para chefe-mor do Centro Cultural de Belém. Mas há mais. O camarada da CGTP a pôr o companheiro da UGT em tribunal. O Mário a escrever mais uma ilusão na sua coluna semanal. O pastel de nata a ser promovido a símbolo da economia nacional de ponta.

 

E assim sucessivamente.

 

De facto estamos todos a precisar de um fim-de-semana prolongado.

 

 

publicado por victorangelo às 20:42
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14
Jan 12

Dizem-nos, no seguimento da baixa da nota de crédito francesa,  que não há razoes para pânico. De facto, o pânico é um mau conselheiro. Mas a verdade é que os governos, lá como cá, precisam de se empenhar muito mais na promoção da economia, na facilitação do empreendimento, na criação de condições para que apareça investimento que crie riqueza e emprego. 

 

Em França, a quebra da nota vai beneficiar a Frente Nacional de Marine Le Pen. Ou seja, muita gente confundida e desanimada com a crise vai votar FN. Se esta tendência se verificar, a questão já não será sobre as chances de reeleição de Sarkozy. Será mais imediata: com Marine Le Pen a subir, é possível que Sarkozy nem à segunda volta vá, pois ficará, nesse cenário, em terceira posição. 

 

Ora, o debate político, a escolha que os franceses deverão decidir deve ser entre Hollande e Sarkozy. Hollande e Le Pen levará Hollande ao poder, por ser o mal menor. A França precisa de um presidente com legitimidade reconhecida, Hollande ou Sarkozy, e não de um político eleito por ser o mal menor. 

 

Entretanto, em Portugal, a discussão política passa ao lado de tudo isto. Fixa-se numa catrogada de asneiras e numa maçonaria de oportunistas. E na defesa dos interesses instalados nos media. Quer uns quer os outros não têm nada que ver com as preocupações do cidadão comum. São umas anedotas para entreter, meros verbos de encher...o bolso. O deles, claro. 

publicado por victorangelo às 17:45
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