Portugal é grande quando abre horizontes

12
Jul 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8957

Acima vos deixo o link para os meus comentários desta semana na Rádio Macau sobre a UE.

Abordo o acordo comercial assinado com o Japão, as fricções entre J-C Juncker e o Parlamento Europeu, a presidência da Estónia neste segundo semestre de 2017 e os resultados do G20.

publicado por victorangelo às 21:13
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06
Ago 15

Seria um erro deixar passar o dia de hoje sem assinalar que há setenta anos foi lançada a primeira bomba atómica na história da humanidade. O alvo foi, como todos sabemos, a cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois aconteceu uma tragédia idêntica na cidade de Nagasaki, também no Japão.


Desde então, vários países fabricaram várias dezenas de milhares de bombas do mesmo género. Estima-se – o número exacto é impossível de determinar, por se tratar de matéria altamente secreta, nos países que as detém – que actualmente haverá à volta de 4 300 bombas em condições de poderem ser utilizadas. Este número faz medo.


Como faz igualmente muito pavor pensar que não estamos livres de uma calamidade semelhante à que ocorreu há setenta anos. Alguns dirão que agora somos mais sensatos e que a maneira de ver o mundo e a guerra evoluiu bastante. Assim será. Mas a verdade é que o arsenal atómico existe. E, estas coisas, quando estão disponíveis, são sempre uma ameaça possível.

publicado por victorangelo às 17:56
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27
Jul 15

Esta semana terminam cinco anos de negociações entre os EUA e mais onze países da Ásia e do Pacífico. Trata-se do acordo final de comércio conhecido como a Parceria Trans-Pacífico, ou TPP. Inclui, para além dos americanos, o Japão, a Malásia, o Canadá, a Austrália, Singapura, o Perú, o Chile, o México, Brunei, o Vietname e a Nova Zelândia. Estes países representam 40% do PIB mundial. A reunião que permitirá aos ministros do comércio acertar as últimas agulhas começa amanhã no Havai.

Para além da dimensão comercial, que é muito importante, o TPP permite duas outras leituras, de natureza política, que gostaria de sublinhar.

A primeira diz respeito à China. A China não faz parte do acordo, o que em grande medida é visto como uma vitória estratégica favorável aos EUA e ao Japão. Houve a preocupação de a excluir do processo.

A segunda tem que ver com a UE. Os EUA estão metidos numa negociação semelhante com Bruxelas, conhecida pelas iniciais TTIP. Mas na realidade, a grande prioridade política, para Washington, é o Pacífico. O Pacífico, numa concepção ampla, que engloba igualmente o Canadá e países considerados de grande interesse na América Latina.

O TTIP também terá a sua importância, é claro, mas o esforço principal era o de conseguir levar a bom porto o TPP. Até porque com esta parceria aprovada, nos moldes em que o está a ser, vai ser muita mais fácil, pensa Washington, influenciar os europeus e fazê-los aceitar certas posições americanas. Nomeadamente no que respeita ao mecanismo de resolução dos conflitos comerciais. No entender americano, esse mecanismo deve seguir um modelo arbitral, fora da alçada dos tribunais convencionais.

 

publicado por victorangelo às 22:01
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13
Fev 12

Estamos nas vésperas de mais uma cimeira UE-China, desta vez em Beijing. Creio que será a primeira cimeira da humildade europeia. Até agora, os dirigentes da União olhavam para a China com algum desdém, com um ar de superioridade mal contida. Desta vez, será diferente. A Europa está mergulhada numa crise estrutural profunda, sente-se, de certo modo, à deriva, enquanto a China continua a ter uma visão expansionista e optimista da sua economia e da sociedade. 

 

Estamos a assistir um processo de reequilibragem das relações internacionais que é apenas natural. O que não era normal era ter um cantinho do mundo, meia dúzia de estados da Europa Ocidental, numa posição de domínio das relações económicas e políticas internacionais. Assim aconteceu durante séculos. Temos que aceitar a realidade e não cair na tentação racista, retrógrada, de diminuir ou ridiculizar o que é chinês. 

 

Entretanto, nem tudo são rosas, do lado chinês. Soube hoje que as despesas militares da China, que atingiram cerca de 120 mil milhões de dólares em 2011, vão chegar aos 238 mil milhões em 2015. Este acréscimo é enorme, fora de proporção, num espaço de tempo bem curto. Revela o peso político dos militares chineses, bem como os receios extremos que os animam, sobretudo em relação ao Japão e aos EUA. Vão levar a uma corrida aos armamentos, quando o que todos precisamos é de uma verdadeira corrida contra a pobreza.

publicado por victorangelo às 20:05
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19
Dez 11

A Coreia do Norte é uma farsa trágica. Os seguidores do regime são caricaturas de pessoas. Essa é a face visível do país. A invisível revelaria a miséria extrema em que vive a grande maioria da população, fora da capital. E a opressão sistemática a que estão sujeitos, a repressão implacável de quem não pensa como o chefe.

 

Com um exército de fanáticos, mais de um milhão que são, e com o armamento de que dispõe, a Coreia do Norte é uma ameaça muito séria para a paz da região. Por esta razão, e pela violação sistemática dos direitos humanos, deveria ser um país na agenda do Conselho de Segurança da ONU. 

 

Mas os interesses geopolíticos são o que são, e o caso é posto de lado. A experiência mostra que fechar os olhos perante este tipo de situações não resolve nada, antes pelo contrário.

 

Como fazer com que a China e a Rússia entendam isso? Haverá, agora, com a morte de Kim Jong-il, uma oportunidade?

 

publicado por victorangelo às 20:54
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30
Mar 11

Passei o serão a discutir energia nuclear com um dos especialistas europeus. É um assunto de grande actualidade. O desastre do Japão tem feito reflectir muita gente séria. É, no entanto, um debate de uma grande complexidade. Não se pode resolver com base em chavões e ideias feitas.  

publicado por victorangelo às 23:00
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08
Dez 10

O Paquistão, e outros, como o Irão, Sudão, Rússia, Cazaquistão, Colômbia, Tunísia, Arábia Saudita, Sérvia, Iraque, Vietname, Afeganistão, Filipinas, Egipto, Ucrânia, Cuba, Marrocos e o Presidente Ramos Horta juntaram-se à China e não vão estar na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz deste ano. Atribuído a Liu Xiaobo, que também não vai poder estar presente, que as portas da sua cela de prisão continuam fechadas, nem estará ninguém da sua família, por decisão do governo chinês, o prémio tem suscitado a ira de Beijing. A cadeira do laureado ficará vazia, o que terá um valor simbólico enorme.

 

Entretanto, a China resolveu lançar um prémio alternativo, o Confúcio dos Direitos do Homem. Embora o anúncio do vencedor esteja marcado para amanhã, na véspera da cerimónia do Nobel, não se percebe bem qual é a posição dos líderes chineses em relação a este prémio. Será apenas uma iniciativa desgarrada do ministério da Cultura e de um grupo de nacionalistas com os nervos à flor da pele?

 

Não há dúvida que existe na China, e não apenas ao nível da classe dirigente, uma forte corrente de opinião contra a comunidade internacional, e em particular, contra o Ocidente. Pouco se fala disso, mas é um facto. Muitos chineses pensam que os estrangeiros não respeitam a China como deveria ser. Este sentimento tem feito crescer um nacionalismo doentio e tem servido bem os interesses dos militares. A expansão das forças armadas está a ser feita a olhos vistos e sem que haja qualquer voz que se interrogue sobre o assunto. Nem dentro, nem fora das fronteiras da China, com excepção do Japão.

 

Quando se trata do país mais populoso do mundo, que promove os seus interesses estratégicos através do mundo, sem dar tréguas, com muita energia e grande insistência, convém que a Europa não ande com os olhos fechados.

 

Quem vai poder explicar isso à Baronesa e aos outros senhores dos salões quentes e das falas mansas, que circulam por Bruxelas?

publicado por victorangelo às 19:47
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06
Dez 10

 

 

Quem esteja interessado pela crise das Coreias, e tenha a pachorra necessária, pode ler o texto de opinião que publiquei este Sábado sobre o assunto. Foi impresso no Jakarta Post, o diário mais importante, em língua inglesa, que se publica na Indonésia. Está disponível no sítio:

 

http://www.thejakartapost.com/news/2010/12/04/conflict-korean-peninsula.html

 

 

 

publicado por victorangelo às 16:21
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