Portugal é grande quando abre horizontes

08
Nov 17

A caminho de Genebra, para moderar uma reflexão sobre liderança. Vamos analisar o papel desempenhado por alguns líderes quando confrontados com processos que acabariam por levar a graves conflitos civis, quer nos seus próprios países quer na região.

E tentar extrair as lições que esses exemplos nos dão.

Estarão em cima da mesa situações de grande conflito que se vivem nos Balcãs, no Médio Oriente e em África.

No caso dos Balcãs, a discussão terá a Bósnia-Herzegovina como país em foco. Mas a verdade é que na nossa parte da Europa temos andado muito alheados das dificuldades e tensões que persistem nessa região vizinha.

O Médio Oriente é outro par de botas. O recente pedido de demissão do Primeiro-Ministro do Líbano veio apenas acrescentar mais umas achas à fogueira existente. O resto é sabido. O que não se sabe ainda é a direcção que as coisas irão tomar na Arábia Saudita, após as detenções do último fim-de-semana.

Em África, a insegurança e a pobreza no Sahel continuam a dominar o topo da agenda que nos interessa.

Tudo isto acontece para além das fronteiras da UE. Mas tem um impacto sobre a Europa.

Dentro das nossas fronteiras europeias, a situação política em Espanha é grave. Para já, não cabe na agenda dos conflitos regionais ou internacionais. E espero que não venha a entrar nessa agenda.

 

publicado por victorangelo às 18:25
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07
Nov 17

Quando a liderança política é fraca, a tendência é para a utilização excessiva dos instrumentos formais e institucionais do poder. Os dirigentes políticos procuram transmitir dessa maneira uma impressão de autoridade e de controlo dos acontecimentos. Estão, na verdade, a esconder a falta de ideias e o medo que têm de tomar medidas a sério.

publicado por victorangelo às 16:26
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20
Out 17

Uma das leituras que faço do Conselho Europeu que terminou há pouco diz respeito a Donald Tusk. Tusk saiu desta cimeira com uma autoridade reforçada.

Há aqui matéria para reflexão.

Donald Tusk não é um grande orador, quando se exprime em inglês, uma língua muito diferente da sua língua materna. Mas no que diz nota-se sinceridade e sentido das proporções. Estas duas características, que muita falta fazem a muitos dirigentes políticos, dão-lhe credibilidade e permitem ver em Donald Tusk um líder que a Europa respeita.

 

publicado por victorangelo às 21:52
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17
Jun 17

É absolutamente necessário deixar aqui uma palavra de admiração por Helmut Kohl. Foi um gigante, em todos os sentidos. Um exemplo de liderança política: determinado, com ideias claras, nacionalista mas ao mesmo tempo profundamente europeísta. Fez avançar a construção europeia como poucos o haviam feito. E compreendeu que a Alemanha, por muito poderosa que possa ser, precisa da Europa. A maneira como os alemães vêem a UE inspira-se, em grande medida, nas mensagens que Kohl conseguiu fazer passar junto dos seus compatriotas.

Partiu numa altura em que UE está de novo a ganhar alguma força, quando o pior da crise europeia parece estar a passar. Fica-nos essa consolação. Mas Helmut Kohl não acharia isso suficiente. Temos, enquanto europeus, que voltar a ser ambiciosos.

publicado por victorangelo às 20:44
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08
Abr 17

Temos um cronista conhecido que escreve todas as semanas no Público. Por mais diverso que seja o tema, o fulano acaba sempre por malhar forte e feio em Passos Coelho. É assim uma espécie de obsessão. Mas é uma mania de baixo valor. Primeiro, porque bater no antigo Primeiro-Ministro é coisa corrente, que muitos fazem há vários anos. Não vale a pena estar constantemente a chover no molhado. Depois, porque esse cronista até sabe umas coisas, mas a repetição permanente dos ataques acaba por lhe tirar altura. Dá a imagem de um indivíduo que tem umas contas por ajustar e que não consegue saldar a coisa. Um doente crónico do passismo, diriam alguns.

Em política e em matéria de opinião, a sabedoria é bater uma vez ou outra e depois passar-se ao lado. Há vida para além dos rancores antigos. Assim se distingue o pequenino do grande.

publicado por victorangelo às 22:15
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05
Abr 17

Passei quatro horas, ontem ao serão, a seguir em directo o debate entre os onze candidatos à eleição presidencial francesa. Fiquei de novo boquiaberto perante as mentiras, as afirmações falsas, as incoerências, os simplismos ingénuos e as ideias burras que foram expostas, ao longo da noite, pela grande maioria dos candidatos. Para já não falar da xenofobia e do substrato fascista de Marine Le Pen.

Como terá sido possível que a política francesa tenha chegado a este ponto?

Esta é uma pergunta que precisa de resposta.

Sobretudo se tivermos em conta o poder que o presidente da república francesa controla e o impacto das suas decisões sobre os assuntos europeus.

 

publicado por victorangelo às 22:02
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05
Mar 17

Sem ser ingénuo, nem a andar com os olhos fechados, sou dos que pensam que atacar Jean-Claude Juncker, nesta altura de grandes perigos para o projecto comum europeu, é um erro. Antes pelo contrário, é preciso reforçar a sua autoridade, quer no seio do colégio de Comissários quer no seu relacionamento com os governos dos estados membros. A Comissão Europeia tem que reconquistar uma boa parte do prestígio perdido – por culpa, tantas vezes, dos políticos nacionais que escondem a sua inépcia por detrás da Comissão e das gentes que estão em Bruxelas. E essa reconquista deve começar pela maneira como tratamos o Presidente da Comissão.

publicado por victorangelo às 21:17
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09
Jan 17

Hoje foi uma espécie de dia de rentrée, ao nível da política europeia. Terminaram as férias do Natal e do Ano Novo. Bruxelas está cheia de caros de novo. E de conversa.

Falou-se do Movimento 5 Estrelas, os confusos básicos do populismo italiano, que agora querem entrar na família dos partidos liberais europeus. Já não se sentem bem ao lado dos racistas do partido de Nigel Farage, a quem fizeram companhia no Parlamento Europeu durante vários anos.

Espanto, por se saber que Beppe Grillo e os seus Estrelas ou estrelados querem acabar com a Europa, começando por fazer sair a Itália do projecto comum. Se chegarem ao poder, claro.

O outro grande tema do dia foi o Brexit. A libra perdeu valor, uma vez mais, como tem vindo a acontecer desde 23 de junho de 2016. A imagem de Teresa May ficou ainda mais cinzenta: uma imagem de indecisão, de incapacidade de chefia em relação aos seus ministros e de centralização obsessiva dos assuntos de Estado na sua pessoa.

Enfim, um dia de Brexit em que houve de novo muita emoção e pouco realismo. E para complicar a coisa, o Vice-Primeiro da Irlanda do Norte pediu a demissão e voltou a colocar esse território na lista das preocupações que apoquentam Londres.

Azares atrás de azares. Que rentrée tão promissora…                                             

 

 

publicado por victorangelo às 20:30
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20
Nov 16

Que ficou da viagem de despedida do Presidente Obama à UE? Esta é pergunta com que abro a semana que amanhã começa. E que deixo no ar, pois as respostas irão variar muito, consoante a opinião de cada um. Mas onde haverá certamente acordo será no facto de Obama ter sido, ao longo do seu mandato, um presidente muito apreciado pela generalidade da opinião pública europeia.

publicado por victorangelo às 22:11
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17
Nov 16

O Presidente do Conselho Europeu deveria ter sido convidado, mas não foi!

Barack Obama almoça amanhã com os líderes que estão no poder na Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Espanha. Acho positivo.

Mas, não chega. Falta Donald Tusk. Este nosso Donald representa a UE. A sua presença, para além de reforçar a sua posição face aos reaccionários que estão no governo da Polónia, faria chegar, a vários destinos, uma mensagem forte sobre o projecto comum. E nós precisamos desse tipo de mensagens e de simbolismos.

É de lamentar que os chefes de Estado e de governo convidados – com excepção de Theresa May, é claro – não tenham levantado a questão do convite a Tusk. Esses líderes andam sempre a perder oportunidades de mostrar uns laivos de perspicácia.

publicado por victorangelo às 18:16
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