Portugal é grande quando abre horizontes

09
Jan 17

Hoje foi uma espécie de dia de rentrée, ao nível da política europeia. Terminaram as férias do Natal e do Ano Novo. Bruxelas está cheia de caros de novo. E de conversa.

Falou-se do Movimento 5 Estrelas, os confusos básicos do populismo italiano, que agora querem entrar na família dos partidos liberais europeus. Já não se sentem bem ao lado dos racistas do partido de Nigel Farage, a quem fizeram companhia no Parlamento Europeu durante vários anos.

Espanto, por se saber que Beppe Grillo e os seus Estrelas ou estrelados querem acabar com a Europa, começando por fazer sair a Itália do projecto comum. Se chegarem ao poder, claro.

O outro grande tema do dia foi o Brexit. A libra perdeu valor, uma vez mais, como tem vindo a acontecer desde 23 de junho de 2016. A imagem de Teresa May ficou ainda mais cinzenta: uma imagem de indecisão, de incapacidade de chefia em relação aos seus ministros e de centralização obsessiva dos assuntos de Estado na sua pessoa.

Enfim, um dia de Brexit em que houve de novo muita emoção e pouco realismo. E para complicar a coisa, o Vice-Primeiro da Irlanda do Norte pediu a demissão e voltou a colocar esse território na lista das preocupações que apoquentam Londres.

Azares atrás de azares. Que rentrée tão promissora…                                             

 

 

publicado por victorangelo às 20:30
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20
Nov 16

Que ficou da viagem de despedida do Presidente Obama à UE? Esta é pergunta com que abro a semana que amanhã começa. E que deixo no ar, pois as respostas irão variar muito, consoante a opinião de cada um. Mas onde haverá certamente acordo será no facto de Obama ter sido, ao longo do seu mandato, um presidente muito apreciado pela generalidade da opinião pública europeia.

publicado por victorangelo às 22:11
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17
Nov 16

O Presidente do Conselho Europeu deveria ter sido convidado, mas não foi!

Barack Obama almoça amanhã com os líderes que estão no poder na Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Espanha. Acho positivo.

Mas, não chega. Falta Donald Tusk. Este nosso Donald representa a UE. A sua presença, para além de reforçar a sua posição face aos reaccionários que estão no governo da Polónia, faria chegar, a vários destinos, uma mensagem forte sobre o projecto comum. E nós precisamos desse tipo de mensagens e de simbolismos.

É de lamentar que os chefes de Estado e de governo convidados – com excepção de Theresa May, é claro – não tenham levantado a questão do convite a Tusk. Esses líderes andam sempre a perder oportunidades de mostrar uns laivos de perspicácia.

publicado por victorangelo às 18:16
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06
Nov 16

Não creio que Donald Trump saia vencedor da eleição presidencial. Mas preocupa-me profundamente que um personagem tão mau como ele é tenha sido o candidato do Partido Republicano. As razões dessa escolha e o que isso significa para o enfraquecimento do sistema democrático americano vão ser as grandes questões sobre as quais será necessário reflectir, após o dia eleitoral.

publicado por victorangelo às 21:24
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07
Jun 16

Os colégios privados britânicos praticam propinas elevadíssimas. Não creio que exista uma situação comparável na UE. Também é verdade que o ensino é adaptado às características de cada aluno, de modo a que todos possam desenvolver as faculdades que lhes são próprias. Isso requer turmas de reduzida dimensão e um acompanhamento individual de cada aluno.

Os custos tornam esses colégios apenas acessíveis às famílias com rendimentos elevados. Existe, no entanto, um sistema de bolsas de estudo, também ele privado, por ser financiado por fundações e outros esquemas de doações, que permite a um muito reduzido número de alunos ter acesso a esses colégios, embora provenham de famílias com poucos recursos.

Assim se criam elites e disparidades sociais para a vida. Essas diferenças distinguem-se perfeitamente na maneira de pronunciar o inglês. E tornam-se ainda mais acentuadas segundo o tipo de universidade que se frequenta.

Também é assim que surge uma maneira muito peculiar de ver o resto da Europa. Uma altivez que toca na desconsideração…

 

publicado por victorangelo às 20:12
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17
Abr 16

Durante a estada na Índia, dei comigo a reflectir sobre o papel das elites nos tempos de agora. A reflexão não me levou muito longe, para já, mas permitiu-me chegar à conclusão que há que pensar esta questão de um modo diferente. E começar pela pergunta mais simples: será que ainda se justifica falar de elites? Se sim, que tipo de elites e para que servem?

publicado por victorangelo às 21:04
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20
Fev 16

Ontem, depois da cimeira do Conselho Europeu, tive a oportunidade de seguir na íntegra as conferências de imprensa de David Cameron e de François Hollande. Foi bem ao fim do serão, já tarde, depois de dois dias de reuniões extenuantes e de uma noite muito curta, sobretudo no caso de Cameron.

O primeiro-ministro britânico mostrou, no seu encontro com os jornalistas, uma capacidade de comunicação exemplar. Pareceu fresco, determinado e foi claro. As mensagens políticas, quer se goste quer não, foram bem sublinhadas e tiveram sempre em mente o alvo a atingir, que era o de convencer o eleitor britânico que o Reino Unido tinha ganho a batalha da Europa e que, por isso, o voto pela continuação na UE era agora perfeitamente justificado.

O presidente da França foi menos estruturado no que disse. Pareceu mais cansado e menos estruturado. Percebia-se que tinha mais ou menos improvisado a comunicação. É verdade que estava à vontade, conhecia bem os assuntos. Mas lembrou-nos, uma vez mais, que o improviso em política exige muita preparação, muito trabalho e um tratamento muito directo dos assuntos. Os rodeios palavrosos matam a comunicação. A improvisação é um teatro.

Aliás Cameron mostrou a quem o quis ver que toda a liderança política é uma questão de boa representação em cena.

publicado por victorangelo às 22:33
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19
Fev 16

Numa altura em que uma boa parte da atenção pública se concentra no que se passa em Bruxelas, está a tornar-se evidente que a imagem que Jean-Claude Juncker projecta não lhe é favorável. A postura é de alguém cansado e prematuramente envelhecido. E de quem não está à altura dos desafios actuais. Um personagem que dá a impressão de ser trivial. Mais ainda, uma sondagem informal, mas indicativa pois tem em conta a opinião de cerca de 4000 pessoas, revela falta de confiança nas capacidades do Presidente da Comissão Europeia. À volta de 2/3 dos europeus considera que Juncker não está em condições, não consegue fazer frente e responder às grandes questões que a UE agora enfrenta.

Talvez não seja bem assim. Mas que há um problema de imagem, isso há.

 

publicado por victorangelo às 21:03
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14
Jan 16

Para quem trata de questões internacionais, as duas primeiras semanas de 2016 trouxeram toda uma série de desafios e de ameaças muito sérias. Têm igualmente servido para nos lembrar que um bom líder não entra em pânico nem se impacienta em público. Dá, isso sim, uma impressão de calma. Projecta confiança. Sabe que precisa de ser visto como capaz de fazer frente aos acontecimentos. Caso contrário, cai-se na confusão, que é a resposta mais fácil perante acontecimentos como os que estamos a viver.

publicado por victorangelo às 19:53
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16
Dez 15

"Visto com os nossos olhos europeus, 2015 termina mal. Até as bolsas têm andado às aranhas. Tivemos a crise grega, que dominou uma boa parte do ano e que agora nos parece algo de muito longínquo, mas que na verdade ainda está por resolver. Assistimos à expansão dos ultranacionalismos e dos extremismos, de forças retrógradas que remam contra a maré do progresso. Complicou-se o relacionamento com David Cameron, que nos trouxe novas ameaças à continuação da UE. E encontramo-nos sem uma solução comum para dois grandes desafios: a imigração massiva, por motivos de refúgio ou económicos, e o terrorismo. Continuamos, aliás, a apostar em receitas estritamente nacionais, para problemas que terão um impacto sobre o futuro de todos os europeus."

 

(Paragráfo extraído do meu texto de hoje na Visão on line com o título de " Um ano à toa" )

Link:

http://bit.ly/1UzJ3Yg

publicado por victorangelo às 17:32
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