Portugal é grande quando abre horizontes

06
Fev 17

Talvez seja por deformação profissional, mas sou dos que consideram os conselhos e avisos técnicos das organizações internacionais como importantes. Devem ser ouvidos com atenção e merecer ponderação. Pode pensar-se que têm falhas, que não reflectem todas as facetas da realidade que é a nossa. Não devem, no entanto, ser desvalorizados ou varridos par debaixo do tapete. Por isso, lamento a reacção do Presidente da República perante o relatório que a OCDE deu hoje a conhecer sobre aspectos estruturais da economia portuguesa. O Presidente limitou-se a dizer, na maneira superficial que é muito nossa, que não havia nesse relatório nada de novo e que até estaria um pouco desactualizado em termos dos dados estatísticos.

Não é verdade. O relatório chama a atenção para a falta de sustentabilidade das políticas económicas que foram seguidas nos últimos e nos anos de agora, para a escassez do investimento, para os benefícios dados aos funcionários públicos em detrimento do sector privado, para a falta de formação profissional de uma boa parte dos jovens do nosso país, e também para as desigualdades crescentes entre diversos tipos de trabalhadores e de regimes sociais.

Tudo isto precisa de ser levado a sério. Não se trata de questões levianas nem de beijinhos à malta que passa. Estamos a falar de questões de fundo, que tocam o presente e comprometem o futuro.

publicado por victorangelo às 20:22
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15
Abr 13

O meu texto desta semana na Visão está agora disponível no site oficial da revista:

 

http://visao.sapo.pt/o-setimo-ceu-dos-poderosos=f723241

 

Reproduzo aqui umas linhas do meu texto:

 

"Por tudo isto, procurou-se uma definição que apenas incluísse terras longínquas e sem peso na política mundial. Assim ficaram na lista negra umas ilhas minúsculas das Caraíbas, outras perdidas no meio do Pacífico e pouco mais. Mas a lista levanta uma questão de fundo. Se existe uma intenção real de acabar com os paraísos fiscais, quem impede que isso aconteça? Não é de crer que a oposição provenha apenas desses estados microscópicos, nalguns casos meros territórios, com uma soberania relativa. Vários estão mesmo, em circunstâncias extremas, dependentes de Westminster. A resistência a qualquer mudança significativa tem outras origens."

publicado por victorangelo às 16:20
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