Portugal é grande quando abre horizontes

02
Mai 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-05-02-Inquietacoes-de-inicios-de-maio

Este é o link para o texto que hoje publico na Visão on line.

Escrevo sobre a eleição presidencial, a da França, primeiro. Depois, sobre a que terá lugar na Coreia do Sul, passados dois dias. E claro, sobre o tratamento a dar a Kim Jong Un, o ditador do Norte.

publicado por victorangelo às 22:23
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01
Mai 17

Nestas bandas da Europa é tradição oferecer ramos de junquilhos no dia 1º de maio. É a flor da Primavera e dos sorrisos que vêm com um tempo mais ameno.

Hoje, no minúsculo comício que o velho senhor Jean-Marie Le Pen organizou em Paris, um comício que foi uma mistura de farsa e de saudosismo serôdio, apareceram dois adolescentes a vender junquilhos aos ridículos fascistas e outros saudosistas presentes. Quando um jornalista de serviço lhes perguntou se estavam ali por simpatia com a FN, disseram que não. Tratava-se de uma pura iniciativa comercial.

Um sentido de oportunidade de negócios, diria eu, depois de os ouvir acrescentar que aproveitavam o facto de não haver concorrência. Os paquistaneses, que são quem anda nestas andanças das vendas ambulantes de flores, não ousavam aproximar-se das gentes racistas de Le Pen. Deixavam assim o campo livre aos dois jovens, que esses sim, eram bem franceses de aspecto e podiam tratar do seu negócio em paz.

publicado por victorangelo às 21:24
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06
Abr 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-06-Inquietacoes-francesas

Este é o link para o texto que acabo de publicar na Visão on line.

E fica igualmente a preocupação que certos círculos europeus partilham - e com toda a razão - no que respeita à eleição presidencial francesa.

François Hollande ficará na história francesa com uma nota fraca. Seria terrível se a essa nota se viesse juntar a impressão que a sua acção política teria aberto as portas do Eliseu à extrema-direita que Marine Le Pen encabeça.  

publicado por victorangelo às 20:01
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23
Nov 16

Não me parece estratégico falar de populismos de um modo indefinido. O verdadeiro risco, a ameaça em vários países europeus, provém da extrema-direita. É essa gente que tem a possibilidade de chegar ao poder, se os contextos nacionais e europeu continuaram a não responder às ansiedades de uma boa franja dos eleitores. Por isso, o combate político deve ter como alvo principal esses movimentos. E deve ser feito de modo amplo, em aliança com todos os que se opõem ao ressurgimento das ideias xenófobas, racistas e fascistas.

publicado por victorangelo às 19:33
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22
Jul 16

Hoje foi em Munique. Os atentados continuam a encher a actualidade e provocar muita dor. Mas seria um exagero dizer que estão a criar um clima de pânico nalguns países da Europa. Isso é o que os terroristas querem que aconteça. Mas as populações continuam a acreditar na segurança das nossas cidades. Continuam a ter confiança nas suas polícias. Continuam a ver a Europa como um continente de tranquilidade. 

Quem estará a perder com tudo isto serão alguns políticos, os que dão a impressão de andar perdidos e incapazes de tomar certas medidas, nomeadamente as que se relacionam com uma maior integração e melhor coordenação das forças policiais. 

Também estão a perder as comunidades de imigrantes e de refugiados. Os atentados mancham a reputação dos inocentes, pelo simples facto de A ser parecido ou ter a mesma religião que B. E essa perda é muito nefasta. As nossas sociedades têm comunidades estrangeiras muito diversas. Essa é a nova realidade. Uma realidade que precisa de ser vista pela positiva. Mas não é fácil. 

Assim, a recusa de quem é diferente será a grande consequência de tudo isto. Vamos no sentido de uma imensa fragmentação étnica na Europa. Será aproveitada por muitos sem escrúpulos, de ambos os lados da barricada. E é isso que faz com que a actualidade não seja nada encorajadora.

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:06
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22
Jun 15

Há por aí uma certa dose de racismo contra os chineses. Convém estar atento. Trata-se de um sentimento que é preciso combater sem folga. O racismo é a forma mais acessível de resolver uma série de frustrações. É uma maneira primária de encarar a concorrência ou a percepção de uma ameaça exterior. Começa por uma ponta e depois abrange toda uma variedade de casos.

É evidente que há que proteger o que possa ser considerado de interesse nacional. Mas é preciso fazê-lo com muita inteligência, que o mundo de hoje já não é o de há vinte ou trinta anos. E é igualmente importante fazê-lo num quadro mais amplo, que multiplique as nossas forças e as nossas capacidades de resposta. Por isso, muitas destas coisas relacionadas com os investimentos estrangeiros e o comércio internacional devem ser vistas no conjunto europeu.

A China é um país extremamente poderoso. Tem a força dos grandes números. Mas é igualmente um estado que sabe quais são os limites da soberania. Responde bem quando lhe lembramos esses limites. É tudo uma questão de se saber negociar e de ter a coragem das nossas ideias e dos nossos interesses colectivos.

publicado por victorangelo às 20:40
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02
Nov 10

A diversidade religiosa e étnica na Europa, eis o tema que me vai ocupar os próximos dias. Uma matéria complexa, com dimensões políticas a juntarem-se aos direitos humanos, aos valores que cada sociedade deve partilhar, e com aspectos económicos e sociais. Sem contar com a definição de valores absolutos, como a igualdade entre os homens e as mulheres, e a maneira como esses valores são encarados por diferentes culturas.

 

Não são meras questões filosóficas. É a estabilidade da Europa que está em jogo.

publicado por victorangelo às 11:09
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18
Out 10

Depois das declarações de Angela Merkel, sobre a falta de aculturação dos imigrantes na Alemanha, passei algum tempo a reflectir sobre a imigração na Europa. Este será, aliás, o tema do meu próximo texto na Visão, na Quinta-feira.

 

Um dos aspectos da matéria tem que ver com a segurança social. Muitos europeus pensam que os imigrantes são uns abusadores, tirando proveito máximo dos sistemas sociais existentes nos países de acolhimento.

 

Mas a verdade é que a Europa está cada vez mais exposta à competição internacional, que resulta da globalização acelerada dos mercados. A globalização põe em causa as estruturas existentes, que tinham fundamentalmente uma base nacional. Hoje essa base nacional já não faz sentido.

 

Perante a incerteza, as modificações ao nível da estrutura produtiva e face à pressão que os sistemas de segurança social enfrentam, com o aumento do desemprego e com o envelhecimento das populações, é fácil acusar os imigrantes de abusos dos direitos sociais. A culpa é do outro, sobretudo se o outro é muito diferente. Também é cómodo dizer que os novos imigrantes têm apenas como objectivo usufruir das vantagens dos regimes altamente sofisticados de segurança social que definem os regimes sociais europeus mais avançados.

 

 A arrogância não permite ver o mundo de hoje tal como ele é. Primeiro, a Europa já não é o centro do universo. Segundo, sem imigração haverá um envelhecimento insustentável das sociedades europeias. Terceiro, não é possível abrir as portas, como se pretende fazer, para os engenheiros e os quadros altamente qualificados, vindos de outras regiões do planeta, e mantê-las fechadas para os outros, para os indiferenciados, muitos deles mais dinâmicos e mais trabalhadores do que a média dos europeus de nível equivalente

 

publicado por victorangelo às 19:41
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30
Ago 10

No Sábado, Washington assistiu a dois comícios políticos. Celebrava-se nesse dia mais um aniversário do discurso histórico de Martin Luther King intitulado "I have a dream".

 

Num deles, um mar de gente veio ouvir Sarah Palin, antiga governadora do estado do Alasca e candidata à vice-presidência dos EUA nas últimas eleições. Uma mulher ultra-conservadora que se está a transformar na porta-estandarte das ideias republicanas mais à direita. A quase totalidade dos presentes era branca.

 

Um par de milhas mais ao lado, uma outra multidão veio ouvir o líder negro Al Sharpton. O Rev. Sharpton é um homem de posições extremas, quando se trata da defesa dos direitos dos afro-americanos. É, como Sarah Palin, muito controverso. As muitas pessoas presentes eram, quase todas, negras.

 

Assim se extremam as posições nos EUA de 2010. Quer de um lado quer do outro, a questão da cor da pele continua a ter um peso desmesurado em matéria política.

publicado por victorangelo às 13:01
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04
Jun 10

Esta tarde, passei cerca de uma hora a observar a multidão que percorria a Rue Neuve, em Bruxelas. Esta artéria é a zona comercial por excelência da capital belga. Situada exactamente no centro da cidade, estava, hoje como sempre, cheia de gente. Havia de tudo, de todas as origens, de culturas muito diversas. Sobretudo, muitos jovens.

 

Como é possível que haja tanta gente a passear e a fingir que faz compras, durante as horas de trabalho? Esta foi uma das interrogações que me passou pela cabeça. A segunda foi, como Bruxelas mudou! Ainda me lembro da cidade quando os metecos, como eu, eram a excepção. Quando a polícia identificava sistematicamente quem tivesse cara de ser de fora. Agora seria uma tarefa infindável.

 

A presença de comunidades das mais variadas extrações é actualmente uma das características da velha Europa. A variedade trouxe abertura de espírito, riqueza cultural, e mão-de-obra jovem. Não nos podemos esquecer disso, nesta altura em que as crises podem fazer voltar os velhos espantalhos do racismo e da xenofobia.

publicado por victorangelo às 21:35
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