Portugal é grande quando abre horizontes

16
Jul 17

Na semana que passou, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos aprovou de modo unânime uma sentença que reconheceu ao governo da Bélgica a legitimidade para proibir o Niqab – o véu que cobre a cara e só deixa ver os olhos das mulheres que o utilizam – nos lugares públicos.

A argumentação teve em conta questões de segurança, de igualdade entre os homens e as mulheres e o imperativo da integração de cada pessoa na sociedade a que pertence. Se a sociedade não aceita, como é o caso da Bélgica, o Niqab, o Tribunal achou que haveria que ter esse facto em linha de conta.

A decisão procurou assim fazer o equilíbrio entre os direitos individuais e as exigências que decorrem da vida em sociedade. E deu, em grande medida, muita importância à questão do “viver com os outros”.

Estamos perante um contributo importante para a questão da diversidade de culturas na Europa. Esse assunto precisa, cada vez mais, de ser encarado de modo aprofundado, nas suas diferentes facetas e tendo em conta o que significa, nos dias de hoje, pertencer a uma nacionalidade europeia.

publicado por victorangelo às 21:51
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20
Out 15

O crescimento económico é a única ambição que conta, quando o país é pobre, quando a economia é insuficiente para financiar um nível de bem-estar social aceitável. Falar em repartir o que não existe em quantidade suficiente é pura demagogia, poeira lançada aos olhos dos crédulos.


Num modelo económico como o nosso, o crescimento da economia passa, acima de tudo, pela promoção do investimento privado e pela qualificação dos trabalhadores, de modo a que possam responder às exigências de um sistema produtivo moderno e competitivo.


O investimento tem que ver com a confiança política e a previsibilidade. Ninguém investe num clima de incertezas políticas, de ameaças ao sector privado. Também não se investe a sério quando a linha política é feita de ziguezagues e sustentada com base em acordos com correntes políticas contrárias ao bom funcionamento do sector privado.
Por outro, a competitividade não pode ser entendida nem funcionar com base em salários desvalorizados e em relações laborais precárias. Competitividade em 2015 significa conhecimentos, preparação profissional, aptidões académicas, estabilidade de emprego.


Assim se constrói o futuro. E assim se denuncia quem tem ideias erradas e anda a tentar enganar a opinião pública.

 

publicado por victorangelo às 22:19
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29
Set 15

Fui hoje ao mercado da Ajuda, aqui em Lisboa, a dois ou três passos do sítio onde moro.


Vou lá de vez em quando. Hoje notei que várias das bancas estão livres, abandonadas, por já não haver quem esteja interessado no seu aluguer. Estimo que cerca de metade do mercado esteja nesse estado, como se fosse um projecto em vias de desaparecimento. Há menos vendedores e a clientela é relativamente idosa e com pouco poder de compra.


E também há, nas redondezas, uma proliferação de pequenos supermercados, que ajudam a dar uns tiros na sobrevivência do mercado tradicional.

publicado por victorangelo às 22:22
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07
Set 15

A comunicação social marca a agenda política, define as prioridades. Mesmo nestes tempos que são de vésperas de eleições. E, ao que parece, a questão fundamental, neste Portugal de setembro de 2015, centra-se numa interrogação profunda: o homem vai falar antes ou depois das legislativas?


Abençoado o país que tem essa questão como o foco das preocupações.


Por isso, ontem ao fim do dia, recebi uma chamada de um diário de referência que queria saber a minha opinião sobre o assunto. E ela lá está, com todas as letras, bem impressa, ao lado de mais uma série de opiniões de gente mais ou menos ilustre.


Isto, mais o Sol do dia de hoje, faz de nós um povo no caminho certo.

 

publicado por victorangelo às 22:03
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21
Jul 15

Alguém da família mais directa precisava de renovar o cartão de cidadão. Tinha agendado uma hora, esta tarde, para o fazer. E assim foi. Deslocou-se aos serviços de Registo e Notariado na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. Há hora prevista, foi chamada pelo nome e a renovação foi efectuada, sem demoras nem complicações.

Fiquei surpreendido como a eficácia. E satisfeito, porque é assim que os serviços públicos devem funcionar.

publicado por victorangelo às 22:05
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17
Jul 15

Fora dos meses de Estio, a minha vida não me permite ver os canais de televisão portugueses. Tal só é normalmente possível a partir de finais de junho de cada ano.

Estamos, pois, na altura em que espreito umas coisas nos nossos ecrãs.

E chego facilmente a uma conclusão: os patrões dos programas televisivos portuguese tratam os portugueses como sendo burros.

Nos canais generalistas, o nível da programação é meramente imbecil. E nos canais sujeitos a pagamento, os chamados de cabo, ou se fala horas a fio de futebol, no sentido mais rasca deste desporto, ou então aparece uma sucessão de comentadores, uns mais exaltados do que os outros, mas tudo da mesma estirpe intelectual, ou seja, um conjunto e uma séria de fala-baratos a repetir as mesmas coisas e os lugares comuns habituais, sem qual sombra de profundidade, de ponderação, enfim, uns analistas que não passariam nenhum teste de habilidade numa maneira mais séria de encarar a opinião pública.

Por isso, espreito apenas. E desligo poucos minutos depois.

 

publicado por victorangelo às 13:01
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08
Jul 15

Neste dia em que, segundo os indícios que vão surgindo, aumentaram as pressões sobre o governo grego, exigindo um novo programa de reformas muito mais abrangente e contrário à filosofia do Syriza, apareceram igualmente dados sobre a vida em Portugal. Uma espécie de fotografia da Nação, que revela cores muito sombrias.

Estamos hoje pior, segundo o que foi trazido a público, do que estávamos há muitos e bons anos atrás.

Para mim, há duas grandes questões que se levantam e que serão cada vez mais prementes.

A primeira tem que ver com as desigualdades. Na minha leitura dos dados e na observação dos factos, tem-se agravado a dualidade entre uma pequena minoria, que vive desafogadamente e sabe mexer-se nos tempos de agora, e a grande maioria, que luta pela sobrevivência e se sente perdida face às realidades de hoje. A tendência é para que esse fosso social se aprofunde.

A segunda relaciona-se com a nossa incapacidade geral, salvo excepções, de competir numa economia aberta e mais internacionalizada. À medida que se avançar com a abertura dos mercados, com os novos acordos comerciais internacionais que estão na forja, com o apelo ao investimento estrangeiro, ficará mais evidente que não temos, na maioria dos casos, unhas nem capacidade para competir com os que virão de fora. Não estamos suficientemente preparados para a globalização das relações económicas e comerciais. Somos, isso sim, um povo que precisa da tranquilidade, que já não existe, que é um mito, o sossego de quem vive por detrás de barreiras levantadas ao longo das linhas de fronteiras.

Perante estas constatações, se hoje estamos mal, o risco de amanhã virmos a estar ainda menos bem é muito grande. Diria mesmo, que me parece enorme.

É isso, entre outras coisas igualmente estruturantes e urgentes, que a nossa política deveria procurar resolver.

 

 

publicado por victorangelo às 21:59
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20
Jun 15

As próximas eleições legislativas em Portugal, previstas para Outubro, são uma incógnita. Ou seja, imprevisíveis, para já. Isto deixa uma certa margem de manobra a quem saiba manejar a política e acerte com o discurso que interessa aos eleitores. Também poderá permitir uma certa renovação da paisagem política. Mas aqui, tenho dúvidas. Quem apareceu até agora não tem garras para a disputa que se impõe. E, nalguns casos, serão apenas mais do mesmo, oportunistas à pesca de cargos, protagonismo pacóvio e benesses.

publicado por victorangelo às 22:24
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02
Jun 15

Alguém me dizia hoje em Genebra, que a Constituição Portuguesa está inspirada num modelo dirigista e intervencionista que não se enquadra na maneira actual de ver as coisas, que prevalece na UE. É uma constituição, acrescentou o meu interlocutor, que ainda acredita que o Estado deve ser o principal actor económico. Ou seja, é a única constituição, na Europa, que continua inspirada numa visão marxista da sociedade e da economia. Para rematar, referiu que o nosso país é um caso singular em termos de peso eleitoral de forças políticas, como o Partido Comunista e certas formações da Esquerda radical, que no resto da Europa já passaram à história.

Resumi a minha resposta a uma frase bem curta: é a originalidade portuguesa. E expliquei as nossas circunstâncias históricas. Com cuidado, pois não queria ser entendido como quem está a dizer, é a nossa sina.

publicado por victorangelo às 20:31
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23
Abr 15

A publicação do “relatório” económico feito por um grupo de trabalho socialista – nas fotografias só aparecem homens, embora na lista que anuncia a composição do grupo existam duas mulheres – trouxe de novo à baila a questão da classe média. Quem integra a classe média? Como se define, no caso português, essa tão falada categoria social?

publicado por victorangelo às 19:18
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