Portugal é grande quando abre horizontes

21
Abr 17

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) deu um parecer negativo sobre o projecto de lei relativo ao acesso a dados de tráfego de localização e outros dados provenientes das telecomunicações dos cidadãos.

Priva, assim, os nossos serviços de informações de um instrumento de trabalho de investigação que se tem revelado particularmente importante, noutros países do nosso espaço europeu, no combate ao terrorismo.

Uma vez mais, Portugal surge perante os parceiros exteriores, como o elo fraco em matéria de informações de segurança.

A CNPD tem uma sensibilidade “democrática” que não entendo. Parece estar congelada no tempo, há trinta ou quarenta anos atrás.

publicado por victorangelo às 17:46
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11
Abr 17

No Magazine Europa desta semana, difundido às terças-feiras pela Rádio Macau, os meus comentários são sobre a Grécia e as suas relações com o Eurogrupo, no quadro das negociações um terceiro resgate; depois, trata-se de fazer o ponto da situação sobre o Brexit, agora que as regras e os contornos, do lado europeu, ficaram mais claros; finalmente, debruço-me, sem cair na repetição do que por aí se diz, sobre o impacto que os 59 Tomahawks de Donald Trump estão a ter no relacionamento da UE com os EUA e a Rússia.

O link para a edição de hoje é o seguinte:

 goo.gl/aLUN5e

publicado por victorangelo às 14:44
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09
Abr 17

Analistas de política internacional continuam hoje a dizer que Donald Trump “não tem a mínima estratégia para a Síria”.

Penso que é uma leitura errada. A minha análise é outra.

O elemento fundamental da política americana na região da Síria e do Iraque assenta no combate aos terroristas do Estado Islâmico. Isso significa a continuação do apoio às forças armadas do Iraque e, na Síria, aos curdos e outros grupos aliados.

Os russos sabem que assim é e estão satisfeitos com a opção tomada em Washington.

O resto é teatro.

Mas também é um facto que o Presidente americano parece ter decidido seguir de um modo mais disciplinado as recomendações de estratégia internacional formuladas pelo Conselho Nacional de Segurança. Isso mostra o poder crescente e a capacidade de liderança do General Herbert McMaster, que lidera esse Conselho. McMaster é um militar com uma carreira brilhante, opiniões claras e um grande sentido de estratégia. Conseguiu não só afastar do CNS o louco que é Stephen Bannon como afirmar a sua autoridade e a dos principais dirigentes das áreas da defesa e da inteligência.

Podemos não estar de acordo com as opções tomadas. Mas aqui há agora um pensamento estruturado. Resulta de uma mudança do processo decisório no seio do CNS e do peso que esta estrutura da Casa Branca ganhou em matéria de política externa, sobretudo nos casos de conflitos de maior importância para os EUA.

E há também um certo entrar nos carris do comportamento público de Trump em matérias deste tipo. A personalidade que o define poderá levar a descarrilamentos. Mas, no essencial, o Presidente está a perceber que nestas coisas do poder há que jogar com base nas recomendações vindas das instituições e de quem sabe.

publicado por victorangelo às 17:44
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29
Mar 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-03-29-Terrorismo-e-nao-so

O link acima leva ao texto que este serão publico na Visão on line sobre o terrorismo e outros desafios que enfrentamos, enquanto cidadãos da UE. Procuro contextualizar a questão do terrorismo e alertar para o perigo que existe de amplificar os crimes cometidos por marginais nas margens das nossas vidas.

publicado por victorangelo às 19:46
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28
Mar 17

Transmitido todas as terças-feiras pela Rádio TDM de Macau, o Magazine Europa tem um bom número de ouvintes. Também é verdade que as horas a que é transmitido ajudam, pois apanham os residentes desse território especial da China em movimento, a andar de carro de casa para o emprego e depois, à tarde, na altura do regresso. Ora, hoje ouve-se rádio quando se está no carro. E vinte minutos é um trajecto médio em Macau.

Mas é igualmente verdade que muitos ouvintes consideram que se trata de um programa de qualidade. E têm razão, graças ao trabalho de coordenação e direcção do Rui Flores, um académico que sabe fazer rádio, e de programação e escrita da jornalista Sofia Jesus. Os comentários cabem-me a mim.

Esta semana comento sobre a Cimeira de Roma, Marine Le Pen, terrorismo e Jeroen Dijsselbloem.

O link para o programa é o seguinte:

 Magazine Europa (28 de Março de 2017)

publicado por victorangelo às 17:40
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05
Jan 17

Houve mais um alerta à bomba em Lisboa esta tarde. E mais uma vez se tratou de um falso alerta.

Isto deixa-me preocupado.

Em Bruxelas, houve vários alertas falsos, antes do ataque a sério. Sabe-se agora que cada alerta falso permitiu aos terroristas estudar a capacidade de reacção das forças de segurança e dos serviços de emergência. Foi tudo preparado com muito cuidado. O que parecia uma brincadeira de mau gosto não o era. Antes pelo contrário.

Não quero extrapolar. Mas creio que é importante estudar todas as imagens que possam ter sido recolhidas no local, esta tarde, no Largo do Carmo.

Só que provavelmente não haverá imagens...                                                           

 

publicado por victorangelo às 20:06
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21
Dez 16

O atentado de Berlim veio uma vez mais lembrar-nos que é preciso encarar a questão das câmaras de captação de imagens com outros olhos. Temos que nos adaptar às circunstâncias actuais, às novas ameaças, e aceitar que os poderes públicos instalem as câmaras que forem necessárias, sobretudo nas ruas e nas praças de maior concentração de pessoas.

Londres e muitas outras cidades europeias já estão equipadas para recolher imagens de tudo o que se passa nos lugares públicos. O mesmo acontece nos Estados Unidos. Cheguei a ver, nesse país, mais de uma dezena de câmaras de vigilância focalizadas num mesmo espaço, sob vários ângulos, tendo em conta a natureza particularmente sensível do local.

No caso de um incidente grave, a exploração posterior das imagens permite compreender o acontecido e identificar os responsáveis. E daí não advém nenhuma ameaça à vida privada dos cidadãos. Nem nenhum cerceamento das liberdades e dos direitos das pessoas.

Na Alemanha tem existido alguma resistência à recolha de imagens. Penso que o drama de Berlim vai alterar a maneira de ver o assunto.

Como também o deveria fazer em Portugal. Temos aqui, mais uma vez, uma oportunidade de aprender com as hesitações e as dificuldades dos outros. Não podemos pensar que estas coisas do terrorismo só ocorrem noutras paragens, longe das nossas santas tranquilidades.

 

 

publicado por victorangelo às 17:01
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12
Nov 16

Paris lembra hoje os atentados terroristas que sofreu há um ano atrás. Ao mesmo tempo, os expoentes mais significativos da sua classe política continuam a interrogar-se sobre as maneiras mais eficazes de proteger os cidadãos e impedir novos ataques.

É um debate sem fim. Mas muito útil.

Infelizmente para nós, é uma discussão que tem estado ausente em Portugal. Teríamos muito a ganhar se houvesse uma reflexão a sério sobre a nossa segurança interna. Nestas coisas, não é prova de boa inteligência política pensar que estes atentados só acontecem noutros sítios.

publicado por victorangelo às 20:39
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24
Ago 16

Continuo a interrogar-me sobre as razões que levaram o governo alemão a aconselhar que cada agregado doméstico fizesse uma reserva de comida e de bebidas. A recomendação menciona um período de pelo menos dez dias de mantimentos. E há mesmo uma lista indicativa dos produtos de base que seria importante incluir nessa despensa de emergência.

A decisão é acompanhada de uma pequena nota sobre os riscos que poderão levar à interrupção da vida normal. E de uma explicação sobre as medidas de precaução que o próprio governo irá tomar: aumento das reservas estratégicas de combustível, de antibióticos, de comprimidos de iodo de potássio, bem como a criação de novas zonas de descontaminação e outras urgências em certos hospitais.

Na realidade, fica-se com a impressão que existem ameaças muito sérias, que poderão pôr em causa a vida colectiva de todos os dias.

Ou será apenas prudência a mais?

Não tenho a resposta.

 

publicado por victorangelo às 22:31
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27
Jul 16

Foi curioso ver uma vez mais, esta manhã, a ar despreocupado de todos, turistas, nativos, vendedores de óculos de sol e, mesmo, dos polícias. Como de costume, o espaço junto à Torre de Belém estava cheio de gente. E incluía um destacamento de jovens polícias, homens e mulheres. Conversavam entre si, de modo descontraído e alheio ao resto dos presentes. Dois deles dormiam tranquilamente na carrinha de serviço. E, apesar do calor e das filas para entrar na Torre, os turistas sentiam-se em paz. Sobretudo ao ver que os agentes da autoridade não revelavam qualquer tipo de tensão. Nem mesmo nenhuma atenção especial ao movimento das pessoas. Tudo muito calmo e bonacheirão.

Pensei: que diferença, comparado com a França.

publicado por victorangelo às 17:21
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