Portugal é grande quando abre horizontes

19
Jul 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8981

Acima fica o link para os meus comentários desta semana no Magazine Europa da Rádio TDM de Macau.

Falo do véu islâmico, das distintas dimensões da aliança entre a França e a Alemanha - sobretudo na área da defesa -, e finalmente, sobre a Turquia e o seu relacionamento com a UE.   

publicado por victorangelo às 21:31
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19
Abr 17

Esta semana, o meu comentário na Rádio Macau aborda três questões:

- O referendo na Turquia e o facto que Erdogan levou o país para o espaço geopolítico de confusão que define o Médio Oriente; a Turquia está cada vez mais longe da Europa e dos nossos valores essenciais.

- A Hungria e Viktor Orbán; um regime político que não respeita os valores europeus, que constam no Artigo 2 do Tratado da União Europeia e que deveria ser sancionada com base no Artigo 7 do mesmo Tratado.

- O Sul da Europa, como grupo geopolítico próprio dentro da UE.

O link para o programa da semana é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8569

publicado por victorangelo às 14:25
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17
Abr 17

Muitos imigrantes de origem turca residentes na Bélgica têm dupla nacionalidade. São simultaneamente belgas e turcos. Mesmo os mais jovens, já nascidos e criados nas terras da Flandres, da Valónia ou em Bruxelas, acabam por optar pelo exercício e os direitos das duas cidadanias.

Por isso, todos puderam votar no referendo de ontem.

Agora, sabido o resultado, veio o choque. Sim, 75% dos belgo-turcos votaram a favor das propostas antidemocráticas de Erdogan. Uma percentagem muito elevada, bem acima de outras comparáveis.

E isso está a levantar sérias dúvidas sobre o grau de integração destas pessoas numa sociedade pluralista e tolerante como a da Bélgica. Dá, além disso, aos nacionalistas belgas de várias estirpes mais pano para mangas e mais argumentos contra a imigração.

 

publicado por victorangelo às 19:52
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16
Abr 17

O Presidente Erdogan passou os últimos meses a fazer campanha pelo “sim”. Como se a liderança da Turquia se limitasse a um exercício referendário, ainda por cima de legitimidade duvidosa. Foi uma campanha que ficou marcada pela intimidação de todos os que se opunham à reforma constitucional que propunha e que daria, quando aprovada, um poder quase absoluto ao presidente da república da Turquia. De tal modo foi a pressão que a comunicação social, com excepção de alguns casos raros e extremamente corajosos, não viu outra saída senão apoiar cegamente as instruções vindas do poder.

Seria de esperar, num clima quase totalitário como o que o país tem estado a viver, uma vitória sem espinhas do “sim”. Ora, os resultados do referendo dão a Erdogan uma vitória por uma unha negra. Em condições mais democráticas, teria perdido.

Depois de apostar forte e feio em ameaças e abuso de poder, conseguiu finalmente impor a sua pessoa e dividir ainda mais – e de modo profundo – a Turquia.

Nada disto augura tempos tranquilos.

publicado por victorangelo às 20:34
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14
Mar 17

Esta semana, os meus comentários para o Magazine Europa da Rádio TDM de Macau centraram-se nas eleições na Holanda, na questão turca, quando vista do nosso lado, na reeleição de Donald Tusk e na saga que está a ser o Brexit.

Sofia de Jesus está como de costume do outro lado da linha e Rui Flores coordena e planifica o esforço comum. Em Macau, este trabalho conjunto é francamente apreciado.

O link do programa de hoje:

Magazine Europa (14 de Março de 2017)

 

publicado por victorangelo às 17:09
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13
Mar 17

A Holanda está no centro das atenções.

A crise com a Turquia parece-me ter sido uma provocação deliberada. O Presidente Erdogan sabia que este era o último fim-de-semana, antes das eleições legislativas holandesas de 15 de março. Sabia igualmente que, durante um período como este, nada é inocente. Sobretudo quando questões identitárias, nacionalistas e anti-imigração islâmica estão no centro do debate político, como é o caso nos Países Baixos. Planear acções de campanha na Holanda, lideradas por ministros vindos de Ancara, com vista ao referendo turco, um referendo que só terá lugar a 16 de abril, nas vésperas de uma consulta tão melindrosa como a holandesa, só poderia ter como objectivo criar dificuldades adicionais aos moderados holandeses e dar pretextos aos extremistas que apoiam Geert Wilders.

Este é um jogo muito perigoso.

Mark Rutte, o primeiro-ministro holandês, respondeu com firmeza e dentro dos limites. Mas ninguém sabe qual terá sido o impacto da provocação sobre as intenções de voto.

Veremos na quarta-feira. E estaremos sobretudo atentos aos resultados quando comparados com as sondagens. Serão um barómetro. Se se notar que a votação em Wilders é muito superior às previsões, deveremos ficar muito preocupados. Estaremos, então, perante uma situação que se poderá repetir em França: eleitores que votam pela extrema-direita, mas que permanecem calados durante os inquéritos de opinião. Ou que apontam num sentido, por medo da crítica social, mas disparam noutro, e claramente em apoio dos fascistas.

 

publicado por victorangelo às 20:29
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29
Out 16

Estive recentemente em contacto com a imprensa turca. E fiquei enjoado. Os jornais e o resto da comunicação social transformaram-se em meros amplificadores das políticas inaceitáveis, obsessões e ambições perigosas de Erdogan. Parece que estão numa competição que procura mostrar qual deles consegue agradar mais ao líder. Na realidade, reflectem o clima de medo colectivo que se vive no país.

Para além da glorificação do Presidente da República, os outros dois temas abordados quotidianamente dizem respeito às conspirações recentes e em preparação, num clima em que imperam as alucinações e as teorias conspirativas, bem como à UE, que é sistematicamente atacada e ridicularizada .

Tudo isto faz pena e aumenta a distância entre a Turquia de Erdogan e a nossa maneira de viver a política e a vida.

publicado por victorangelo às 20:25
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16
Jul 16

Os acontecimentos que marcam a actualidade sobre a Turquia são bastante preocupantes. Têm, por outro lado, implicações profundas e complexas na política externa da UE e no funcionamento da Aliança Atlântica. Falar de democracia e da preservação do estado de direito não chega. É, no entanto, muito importante.

publicado por victorangelo às 22:30
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17
Mai 16

A Interpol e a Europol publicaram hoje um relatório conjunto que mostra o papel fundamental desempenhado pelos traficantes de pessoas, no que diz respeito à chegada ilegal de massas de imigrantes ao espaço europeu.

Segundo essas duas organizações de polícia, quase 90% dos que chegaram nos últimos tempos à Europa tiveram o apoio de redes de traficantes, a quem pagaram pequenas fortunas. É a economia criminosa da imigração ilegal. O volume anual deste negócio anda na casa dos 5 mil milhões de dólares americanos, segundo a estimativa que consta do relatório. É evidente que uma estimativa deste tipo pode conter uma grande margem de erro. Mas também é verdade que se trata de um tipo de criminalidade que movimenta muito dinheiro e muitos interesses. Por isso, uma parte da resposta terá que passar pelo desmantelamento dessas redes e pelo desmascaramento dos seus apoios políticos. Isto é fácil de dizer, mas muito mais difícil de conseguir. No entanto, há que tentar fazê-lo e começar por um aprofundamento da cooperação com as polícias do outro lado do Mediterrâneo e de África. E que inscrever a matéria nas agendas dos diálogos políticos entre a Europa e os países do Sul.

publicado por victorangelo às 22:14
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29
Abr 16

Parou o movimento de refugiados e de candidatos à imigração através do Mar Egeu em direção à Grécia. Assim se prova aquilo que há muito se sabia: se a Turquia quiser agir, pode impedir as saídas ilegais com destino ao espaço europeu. Muito do que aconteceu na região, em 2015 e nos primeiros meses deste ano, teve a luz verde das autoridades turcas e mais: foi utilizado pela Turquia como um meio muito eficaz de fazer pressão sobre a União Europeia. Com vários objectivos…

Agora a crise migratória voltou a estar concentrada no Mediterrâneo Central, no corredor marítimo que liga a Líbia à Itália. Os candidatos à imigração são jovens africanos, vindos sobretudo de vários países da África ocidental. Muitos deles não têm qualquer tipo de documento de identidade. Fazem declarações de nacionalidade que são extremamente difíceis de verificar.

A Europa precisa de tratar desse problema sem mais demoras. Neste caso, não pode contar com o país de início da travessia marítima. A Líbia está longe de uma situação de estabilidade interna. As suas instituições de segurança estão fragmentadas, divididas e em luta entre si. É verdade que nas últimas semanas tem havido uma maior preocupação, por parte de alguns estados europeus, de ajudar a Líbia. Tal irá acontecer, embora de modo muito tímido, pois a insegurança que se vive no país não permite uma cooperação de larga escala.

Infelizmente, a UE não parece ter a vontade necessária para tratar colectiva e coerentemente este novo fluxo migratório. A posição que prevalece é a que transfere as responsabilidades para a Itália, como se o problema fosse uma mera questão italiana. A agenda comum contempla apenas um aumento das patrulhas navais conjuntas, para depois despejar os recolhidos no mar nos portos da Itália do Sul.

Ora, essa não é a resposta adequada. Salva vidas, é bem verdade e indispensável, mas deixa o problema migratório intacto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:41
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