Portugal é grande quando abre horizontes

15
Jun 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8830

Aqui vos deixo o link para o meu programa desta semana na Rádio TDM de Macau. Os meus comentários abordam os resultados das eleições legislativas no Reino Unido, a situação económica na zona euro, com uma referência ao caso do Banco Popular em Espanha, e ainda as relações entre a UE e os países do Sahel.

O Magazine Europa é coordenado por Rui Flores e conta agora com o trabalho altamente profissional da jornalista Catarina Domingues, ambos sediados em Macau.

publicado por victorangelo às 17:17
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26
Mar 17

Quem advoga a saída de Portugal da zona euro terá as suas razões.

Algumas estarão relacionadas com o oportunismo político, com o acreditar que uma posição desse tipo pode dar votos.

Outras, terão fundamentos ideológicos, ou seja, reflectem uma maneira de ver que pinta a UE como um espaço de capitalismo selvagem e de imperialismo político, uma construção diabólica que haverá que desmantelar. São os aliados “objectivos” de Putin e de todos os que querem destruir a unidade europeia. Não se percebe bem que modelo económico preconizam. Não será certamente o da Venezuela ou da Coreia do Norte. Nem mesmo o da China, ultraliberal que é, do ponto de vista económico. Deve ser, isso sim, o modelo da autossuficiência do Tio Manel, que vive das couves, batatas e nabos que planta e da galinha que esgaravata no quintal das suas penas perdidas.

A esses juntam-se os nostálgicos do escudo, nacionalistas de memória curta e inteligência estreita, que imaginam uma independência económica que nada tem que ver com as relações comerciais e financeiras de agora. Idealizam um passado que foi, na realidade, um passado de muita miséria.

E temos ainda mais uma mão cheia de tolos, que não sendo o sal da vida, dão cor à política portuguesa.

A nossa saída do euro, com a economia que temos, muito virada para o exterior e marcadamente dependente de toda uma série de importações, incluindo de bens alimentares, levar-nos-ia em pouco tempo a uma situação de escassez de produtos, de perda do poder de compra e de agravamento da precariedade social. Secariam, igualmente, as fontes dos investimentos estrangeiros e as remessas dos nossos emigrantes.

Felizmente, uma maioria muito vasta de portugueses entende isso. E por isso, quer continuar a ter o euro como moeda. Somos, afinal, um povo com muito juízo.

 

publicado por victorangelo às 20:09
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