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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Não vejo um processo negocial no horizonte

Quem pensou que a minha crónica de ontem, no Diário de Notícias, estava errada e que as negociações estavam prontas para começar, percebeu depois que assim não será; Joe Biden e Vladimir Putin não têm nenhum ponto de partida comum que permita iniciar um processo negocial. Antes pelo contrário, continua convencido que Putin está inteiramente empenhado na destruição da Ucrânia. E que é preciso agir de modo a contrariar esse plano.  

Parar a política da destruição

https://www.dn.pt/opiniao/colocar-os-pontos-nos-is-15413373.html

Este é o link para o meu escrito de hoje no Diário de Notícias. Estamos muito longe de se poder iniciar um processo de negociações. O falado encontro entre Joe Biden e Vladimir Putin é uma miragem política. Não existe um mínimo de condições que possa servir de ponto de partida comum. Putin está convencido que vai vencer a resistência ucraniana e a paciência ocidental. A sua táctica é a da destruição. A destruição leva, na sua maneira de ver, à rendição. 

Cito o último parágrafo do meu texto. 

"Não vejo a atual direção russa pronta para se retirar dos territórios ocupados. Tem de ser expulsa ou convencida a sair. E para isso, a Ucrânia precisa de todo o apoio possível e da assistência de uma coligação de países aliados. Não cabe à NATO organizar uma coligação dessas. Mas alguns dos seus Estados-membros devem começar a falar dessa possibilidade, fora do quadro da Aliança Atlântica. E dar um prazo a Putin para que cesse as hostilidades. Esta agressão deve ser transformada numa oportunidade para definir uma nova arquitetura de segurança na Europa."

Biden, Macron e Zelensky

A visita de Estado de Emmanuel Macron aos EUA está a correr muito bem. O presidente francês foi recebido de modo muito positivo por Joe Biden. Ficou claro que é admirado como um dos grandes líderes da União Europeia. Isso não será suficiente para permitir a Macron desempenhar um papel de liderança não seio da UE, mas poderá servir para reforçar a sua posição quando tiver a oportunidade de falar com Vladimir Putin. Este saberá, então, que Macron falará não apenas em seu nome, mas também com base nas posições dos americanos.

A grande questão é saber se conseguirá entrar em contacto com Putin nos tempos mais próximos. Tem tentado várias vezes, nas últimas semanas, mas sem sucesso. Putin não se tem mostrado disponível. Talvez mude de ideias agora. Mas não creio que existam as condições necessárias para uma negociação entre as partes. O líder russo quer sair vencedor da agressão. Não vejo os ucranianos aceitarem essa postura. E será muito difícil aos americanos e aos franceses forçarem Zelensky a aceitar uma negociação que possa parecer uma derrota. Os ucranianos têm mostrado uma tenacidade de ferro e não vão mudar de atitude. Só poderão participar num processo de negociações que reconheça a coragem e a determinação que têm demonstrado. Esta é uma guerra que só tem duas saídas possíveis: ou se ganha ou se perde.

 

A NATO, a China e a Rússia

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Nato deu hoje uma atenção muito especial à competição entre o Ocidente e a China. Penso ter sido um erro. Neste momento, o que conta é acabar com a agressão da Rússia de Vladimir Putin contra a Ucrânia – e também contra a Europa. É aí que está o perigo mais imediato. Sobretudo agora, que estamos a entrar no inverno. A agressão russa pode causar a morte de milhares de pessoas por causa do frio, da falta de gás para o aquecimento das habitações. Os meses que aí vêm são extremamente difíceis em termos de temperaturas e humidade. Sem aquecimento, muitas pessoas, sobretudo as mais idosas, estarão em risco de vida. É preciso denunciar esse facto e apontar o dedo na direcção de Putin.

O que a Nato deveria estar a discutir, no que respeita à China, é outra coisa: como convencer a China a tomar a atitude responsável que deveria adoptar, enquanto grande potência, e desempenhar um papel que leve Putin a parar a agressão. Essa é a China que se quer na cena internacional. Essa é a questão que os países da Nato deveriam considerar como prioritária em matéria de diplomacia.
O resto é, para já, rivalidade entre os EUA e a China. Poderá ser tratado mais tarde. E com serenidade, se se aplicar francamente o princípio de uma só China, mas com dois sistemas.  

A crise chinesa

Xi Jinping sabe que multidões podem mover montanhas. Mas parece não saber que a repressão sistemática e dura não permite resolver o mal-estar social. E esse mal-estar é hoje bem visível nas ruas de muitas cidades chinesas. Os cidadãos estão fartos das restrições e da polícia. E sabem que noutros países as coisas não se passam assim. Sabem que a Covid-19 não é combatida com controlos a cada cem metros e medidas de isolamento que são um puro exagero, decisões extremas que resultam da maneira de raciocinar de líderes ditatoriais e de um sistema que põe a repressão acima de tudo, como se fosse a resposta a qualquer problema social.

É um regime que esconde as falhas pela força. Isso, combinado com o volume da população, faz desse regime um regime fraco, que um dia acabará no caos.

Notas para uma discussão

27 NOV 2022

 

Ucrânia, Holodomor: foi lembrado ontem. 26 de Nov de 1932. Estamos a caminho de um novo tipo de Holodomor?

 Chegou o frio invernal.
Como vai ser utilizado por ambas as partes, Rússia e Ucrânia?

Que pode a Europa fazer agora? Qual é o nível de preocupação ao nível dos cidadãos europeus? Existe um risco de uma confrontação armada entre a NATO e a Rússia.

A crise actual mostra uma NATO forte ou um tigre de papel?

Os protestos das Mães da Rússia: Vladimir Putin está sob pressão, as mães dos recrutas não apoiam a guerra. 

Qatar e o jogo russo

https://www.dn.pt/opiniao/o-campeonato-no-qatar-e-a-final-em-moscovo-15383823.html

Este é o link para o meu texto de hoje, publicado no Diário de Notícias. Faço, de seguida, uma breve citação retirada do texto. 

"... o futebol faz reviver os nacionalismos primários, o vale tudo desde que se ganhe, incluindo a bênção da mão de Deus, na célebre versão de Maradona. Não é o melhor que deve ganhar, mas sim a minha seleção. Isso não é desporto, é a cegueira do vale tudo, de velinha acesa e fé em Deus."

Cada vez mais isolado na cena internacional

Vladimir Putin participou na cimeira de ontem, na Arménia, dos países aliados da Rússia – a Organização do Tratado de Segurança Colectiva. E foi criticado por causa da questão ucraniana. Criticado pelos amigos, excepto pelo presidente da Bielorrússia. E a reunião terminou sem comunicado final, o que é bastante revelador. Foi mais uma prova, esta muito dolorosa, do isolamento diplomático de Putin.  

Putin e os seus cúmplices

O Parlamento Europeu declarou hoje, por uma larga maioria, que a Rússia é um Estado promotor de acções terroristas. As razões que levaram a uma decisão desse tipo são mais que evidentes. Basta pensar nos bombardeamentos diários contra instalações civis. E no terror que a guerra e a ocupação têm provocado.

Nestas circunstâncias é fundamental, um dia, trazer perante um tribunal especial Vladimir Putin. Ele é o criminoso-chefe. Não podemos pensar num fim da guerra sem o julgamento desse indivíduo.

A Europa Ocidental é, para além da Ucrânia, uma das vítimas desse terrorismo de Estado. Os cidadãos europeus que defendem Putin devem ser considerados colaboracionistas e traidores. Também deveriam ser julgados, caso a crise se agravasse seriamente.

 

O cansaço da guerra

Apesar do que se diz por aí, fruto da invenção de alguns comentadores pouco sérios, não foi entregue à Rússia nenhuma proposta de rendição nem à Ucrânia um ultimato. Ambas as partes sabem quais são as condições que levariam o outro lado para uma mesa de negociações. Não precisam de intermediários, neste momento, nem listas de condições.

Por outro lado, é claro que certos países ocidentais gostariam de ver a situação resolvida prontamente. Estão com dificuldades em apoiar materialmente a Ucrânia. E sabem que os custos inflacionistas irão continuar e têm sérias implicações políticas. A eles, convém lembrar-lhes os custos que uma vitória russa teria.

O inverno é o período mais difícil de passar, quando se trata de uma guerra nas regiões muito frias da Europa. Mas não há maneira de suprimir essa estação do ano. Há, isso sim, que minimizar os custos em termos do conforto e da saúde das pessoas. Mas não há guerras sem sacrifícios.

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