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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um presidente que joga pela rama

O Presidente da República, apesar de ter um aconselhamento diplomático de primeira ordem, decidiu visitar um candidato às próximas eleições presidenciais brasileiras. Em qualquer parte do mundo, uma decisão desse tipo seria sempre vista como uma interferência no processo eleitoral do país visitado. E não poderia ser aceite. Provocaria um sério incidente diplomático.

Tratar de modo jocoso um assunto desses só pode mostrar superficialidade política e falta de sensibilidade diplomática. No caso de se tratar de um país que faz parte da nossa história colonial, como é o caso do Brasil, demonstra igualmente arrogância e uns restos de mentalidade do passado. É uma enorme falta de respeito pelas instituições do país visitado.

Também não pode ser considerada uma jogada política virada para o futuro, que parte do princípio de que o candidato da oposição irá ganhar as eleições. Quando isso acontecer, falar-se-á com ele, como o novo presidente. Entretanto, deve ser visto apenas como um candidato e como parte da política interna do Brasil. Política essa que não é da nossa conta.

 

 

NATO: refém da Turquia, da Rússia e da China?

https://www.dn.pt/opiniao/notas-a-margem-da-cimeira-da-nato-14982822.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. Cito, de seguida, um parágrafo do meu texto.

"Para além da aprovação do novo conceito estratégico, o desfecho do que está a acontecer na Ucrânia é que será verdadeiramente transformador. A cimeira de Madrid reconheceu que não se pode deixar a Rússia vencer o conflito que provocou. Nos tempos de hoje, a violação da lei e da ordem internacionais não deve trazer vantagens para o infrator. Já a reunião do G7, uma cimeira algo confusa nas vésperas do encontro de Madrid, havia chegado à mesma conclusão. Mas uma declaração desse tipo só tem valor se for traduzida em ações concretas que impeçam a vitória de Moscovo."

Um Primeiro-ministro que serve apenas para proteger os seus

No seguimento da trapalhada de ontem sobre o futuro do aeroporto de Lisboa, trapalhada da responsabilidade do Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, o Primeiro-ministro anulou a decisão tomada pelo ministro. Mas não o demitiu, nem lhe pediu que apresentasse o seu pedido de demissão. Esse teria sido o desfecho normal, num país normal e com um chefe de governo a sério. O caos político causado pelo ministro pôs em causa a autoridade do governo, o respeito devido ao Presidente da República e ignorou o dever de consultar a oposição. Que mais seria preciso para António Costa se afirmar como um Primeiro-ministro responsável e correr com o Santos da casa, que não faz milagres?

O aeroporto da confusão

Hoje, a saga do novo aeroporto de Lisboa voltou à baila. A decisão do governo é difícil de entender. E por isso fica a pergunta: por que razão não se avança tão rapidamente quanto possível para a solução de Alcochete?

A questão subsidiária é sobre a necessidade da solução intermédia. Será mesmo necessário passar pelo Montijo, por uns tempos, enquanto se pensa no arranque de Alcochete?

Tudo isto dá para ficar muito confuso.

Hoje, errei publicamente na minha análise

Num directo para o noticiário das 18:00 horas da RTP 3, disse, entre muitas outras coisas, que estava convencido que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, iria continuar a vetar a entrada da Suécia e da Finlândia para a NATO. E expliquei as razões.

Uma hora e meia depois, o Secretário-Geral da NATO anunciou que a Turquia, a Suécia e a Finlândia haviam chegado a um acordo e que o veto havia desaparecido. Ou seja, a minha análise estava errada.

Foi, na verdade, uma surpresa. Não apenas para mim. Para todos os que não estavam no âmago das negociações. Até o meu “amigo Boris” foi apanhado de surpresa, por exemplo.

Para além da surpresa, existem outras preocupações. Nomeadamente sobre a possibilidade de ver deportados para a Turquia certos oponentes entretanto refugiados na Suécia.

Terei que voltar, por causa dessas preocupações, ao assunto. Espero que da próxima vez não erre, não seja desmentido por acontecimentos de última hora.

Discutir ideias, sem ofender as pessoas

Não creio que os meus textos mostrem que ando confuso. Digo isto por ver vários dos meus amigos baralhados perante os acontecimentos correntes. São pessoas bem-intencionadas, que procuram informar-se. Não compreendo como acabam por ficar com as ideias aos ziguezagues. Por exemplo, neste dia em que a Rússia cometeu mais um crime de guerra, ao atacar e destruir um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk – um alvo inteiramente civil – um amigo mandou-me uma mensagem e telefonou-me para mostrar a sua preocupação com a crescente militarização dos Estados Unidos e a influência que isso está a exercer nas escolhas europeias em matéria de defesa. A mensagem foi fácil de tratar: existe uma tecla “delete”. A chamada telefónica foi mais complicada. Tenho um grande respeito por esse amigo e não queria tornar a coisa num assunto pessoal. Tentei focar a discussão na questão e não na pessoa. Não foi fácil. Muitos intelectuais não conseguem fazer a diferença entre destruir um argumento e a ofensa pessoal. Mas tentei e continuarei a tentar.

O G7 tem várias preocupações

A cimeira do G7, que hoje começou na Baviera, tem quatro grandes preocupações em cima da mesa:

  1. A política de agressão de Vladimir Putin, que está num crescendo e é bastante preocupante. Como irá evoluir este conflito nos próximos tempos?
  2. A nova maneira da China conduzir a sua política externa, que é mais explícita nos ataques aos EUA e à NATO. Aqui, a aprovação pelo G7 de uma Parceria Global de Infra-estruturas, num total de 600 mil milhões de dólares para o período 2022-27, deve ser vista como estando em competição directa com o programa chinês da Nova Rota da Seda.
  3. O estado da economia mundial: inflação, disrupções das cadeias de abastecimento de matérias-primas e de componentes, insegurança alimentar, endividamentos insustentáveis, etc.
  4. Manter a coesão entre os países membros do G7.

A cimeira dos BRICS

Teve lugar em Beijing, na quinta-feira e ontem, a cimeira de 2022 dos BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Curiosamente, uma das promessas inscritas na declaração final é sobre o respeito pela lei internacional. A Rússia é certamente um país que não tem qualquer problema em afirmar a sua adesão a esse princípio. Tem, no entanto, sérios problemas quando se trata de o respeitar. 

Quando se erra, deve-se corrigir o erro

https://www.dn.pt/opiniao/a-lituania-e-borrell-erraram-devem-emendar-a-mao-14962082.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Despertou muito interesse. 

Cito de seguida umas linhas desse texto.

"Para mais, tudo isto tem uma conotação política muito delicada. Abre-se, deste modo, uma nova frente de confrontação direta entre a UE e a Rússia. Particularmente perigosa e que nos distrai da preocupação fundamental, urgente e prioritária, que é a de concentrar todas as energias no apoio à Ucrânia e aos seus esforços de legítima defesa. É perigosa porque oferece à Rússia um pretexto fácil de explorar para uma investida muito forte contra a Lituânia, um país membro da NATO. Ora, a Lituânia, tal como os seus dois vizinhos mais a norte, a Letónia e a Estónia, é muito difícil de defender. Vários exercícios estratégicos, simulados ao mais alto nível de comando da NATO - tive a oportunidade de participar em alguns - mostraram repetidamente a fragilidade extrema de qualquer um desses três países, no caso de uma intervenção militar hostil vinda da vizinhança. São territórios pequenos, sem profundidade estratégica, fáceis de ocupar. Abrimos, assim, um conflito num ponto fraco do nosso espaço de defesa. Não é certamente uma decisão estratégica inteligente, menos ainda sensata. Mais, não havia necessidade."

A NOS, tal como os ditadores, não gosta da BBC

A NOS, a companhia de telecomunicações a que muitos de nós estamos “fidelizados”, resolveu comportar-se como Vladimir Putin ou Xi Jinping ou um qualquer outro ditador fascista ou comunista. Retirou a BBC World da sua grelha de canais. Sim, a BBC, que é dos raros canais de televisão internacionais que procura manter uma posição objectiva e que não poupa esforços para nos informar do que vai acontecendo no mundo.

Conto-vos a minha aventura de ontem com a NOS.

De manhã, quando notei que do canal 205 se passava directamente ao 207, saltando o 206, que correspondia à BBC World, telefonei aos serviços técnicos da NOS. Para me queixar que estava sem o 206. Do outro lado da linha, a técnica tentou ajudar-me a resolver o problema. Durante uns 15 minutos segui todos os passos que ela me indicou. Mas o problema não foi resolvido. A técnica programou de imediato uma visita domiciliária, para que a questão pudesse ser resolvida na minha casa.

Uma hora depois, abri a porta a um especialista da NOS. O homem tentou tudo e mais alguma coisa para restabelecer a minha conexão com a BBC World. Em desespero de causa, acabou por mudar a minha box e instalar uma nova. Depois, procedeu à programação da coisa. E, no final, nada de BBC World. Resolveu então telefonar para uma secção especial da NOS. E pronto. Ficou a saber que a NOS, tal como um Putin qualquer, havia apagado a BBC World da sua grelha. Mantivera Cubavisión e mais umas ligações chinesas ou venezuelanas, à la Chavez, e uns canais obscuros que ninguém vê, mas a velha e respeitável BBC tinha ido para o caixote do lixo da história da NOS.

Sim, a BBC que sobreviveu guerras e todo o tipo de censuras, em várias partes do mundo, deixou de contar para os contabilistas da NOS. Cortada.

 

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