Portugal é grande quando abre horizontes

26
Set 08

Estamos momento da história em que tudo muda rapidamente. As imagens duram uns segundos, os dramas umas horas, as tragédias um ou dois dias, os valores uma meia geração.

 

Num contexto destes, e'  claro que também os partidos políticos têm prazos de validade muito curtos. Precisam de se renovar, periodicamente, para não perderam o efeito.

 

Em Portugal, as ideias 'a direita e 'a esquerda, pouca inovação têm tido. E pessoal partidário fala como se há muito tivesse ultrapassado o prazo de validade que lhes foi conferido 'a partida.

 

Renovação e' uma arte pouco praticada.

 

publicado por victorangelo às 22:03

É manifesto que a crise que hoje vivemos é muito mais que uma crise do sistema capitalista, é uma crise da nossa civilização, com proximidade unicamente nos últimos e derradeiros tempos do Império Romano do Ocidente.
O capitalismo nesta sua fase financeira adquiriu uma dimensão cultural de “fabricar” a “finança” para o grande consumo.
Abandonou uma noção de tradicional de banca para adquirir uma noção de banca para todos, de consumo de retalho.
Deixou de haver banqueiros intimamente relacionados com os donos da industria e responsáveis pelos investimentos de uns e de outros, para passar a haver unicamente bancários interessados unicamente em colocar produtos cada vez mais inúteis e perigosos junto do vulgar cidadão, despegados da sorte de uns e de outros.
O crédito que era um privilégio dos detentores do “primerate” passou a ser uma necessidade imposta as todos aqueles que têm uma economia doméstica débil e instável.
Com o subprime o capitalismo financeiro adquiriu uma dinâmica impensável há dez anos. A dinâmica do seu próprio suicídio.
O capitalismo financeiro inspira-se e justifica-se com esta utopia: a utopia do consumo ilimitado financiado pela banca.
Todos, quaisquer pessoas, podem ter e viver tudo.
O capitalismo culturalmente quer a "estandardização» do género humano do berço ao túmulo.
Quer o capitalismo que todos os homens nascessem do mesmo comprimento, queria que as crianças desejassem os mesmos brinquedos, que todos os homens se vestissem do mesmo modo, que todos lessem o mesmo livro, que todos gostassem dos mesmos filmes, e que enfim todos desejassem mesma máquina utilitária.
Todos devem ter de qualquer modo e a qualquer custo tudo.
Que todos se financiassem do mesmo modo!
Isto não é um capricho, é algo que está na lógica das coisas, pois só assim, o capitalismo financeiro poderia realizar seus planos.
Mas efectivamente o homem não é igual ao seu semelhante. E o esquema falha.
O capitalismo atravessa nova crise e face às suas dificuldades atira-se mais uma vez nos braços do Estado; este é o momento em que se torna cada vez mais necessária a intervenção do Estado.
E todos quantos não o conheciam, a clamavam menos Estado, procuram-no ansiosamente.
E eis que o Estado que alguns pretendiam a dormir, é chamado a agir 24 horas por dia.
E o Estado é chamado a intervir no mundo financeiro, criando medidas que tarde ou cedo serão pagas por aqueles que foram as grandes vítimas do capitalismo financeiro “salvado”.
Como serão os próximos tempos?
Como será que o capitalismo se renovará nesta crise considerada na sua significação universal?
Mas, algo se revela novamente.
A divida aos Estados Unidos originária na sua intervenção na Europa na 1ª e 2ª Guerra Mundial é chamada mais uma vez a ser paga.
A Europa e cada um dos seus Estados mais uma vez têm que pagar a sua impotência de não ter resolvido os seus assuntos sem esses empréstimos americanos.
A Europa e cada um dos seus Estados já não é, manifestamente, o continente que dirige a civilização humana.
Esta é a constatação dramática que os homens que têm o dever de pensar, devem fazer a si próprios e aos outros.
Houve uma época em que a Europa e cada um dos seus Estados dominava política, espiritual e economicamente o mundo inteiro.
Dominava-o politicamente, através das suas instituições políticas. Espiritualmente através de tudo quanto a Europa produziu com o seu espírito no decurso dos séculos.
Economicamente porque era o único continente sólido na indústria.
Hoje, já não temos instituições. A indústria europeia é uma miragem. O pensamento já não resulta dos nossos homens.
A Europa deixou de tentar retomar o leme da civilização universal.
É preciso subverter esta situação.
O Estado deve passar a querer e conseguir absorver, transformar e fortalecer todas as energias, todos os interesses, todas as esperanças dos nossos povos e fazê-lo com uma paixão imensa.
O inicio do século XX teve a proclamação da morte de Deus em Zaratrusta. A morte de Deus, da nossa filosofia, da nossa Europa.
O que se fez depois? Nada!
Este século tem que conhecer urgentemente a ressurreição: a ressurreição de Deus, da filosofia e da Europa.
É manifesto que o combate a travar de imediato é um combate pelo Metafísico, contra o capitalismo financeiro e a lógica estér
lfbt@netcabo.pt a 28 de Setembro de 2008 às 02:09

twitter
Setembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12


25
27



<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO