Portugal é grande quando abre horizontes

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Out 09

 

Ontem, em Brazzaville. Hoje, Bangui.

 

Andei a percorrer a África Central, em consultas sobre a situação de segurança na região. Darfur, Chade, movimentos rebeldes, grupos armados. A perseguição do Lord’s Resistance Army (LRA). O Uganda despachou cerca de 800 militares para lutar contra o LRA, na República Centro-africana. Má ideia. Vão demorar anos para sair deste teatro de operações. Numa zona rica em diamantes.

 

Entretanto, os cavaleiros armados estão a voltar ao Leste do Chade. Os chamados Jenjaweed. Ontem, ao fim da tarde, atacaram uma guarnição da nossa polícia, acerca de 60 quilómetros a leste de Abéché. Temos um ferido em perigo de vida.

 

Estamos a entrar na estação seca. Os incidentes mostram que assim é. Já se pode circular, os bandidos e os rebeldes ganharam mobilidade.

 

As forças das Nações Unidas são insuficientes para que se consiga dar uma resposta adequada. Seis meses após o início da operação militar, temos apenas 53% dos efectivos autorizados.

 

Como explicar às ONGs e às agências humanitárias do sistema da ONU que os soldados prometidos ainda não estão disponíveis?

 

Porque será que os países prometem, mas não cumprem dentro dos prazos?

 

As operações de manutenção da paz estão sob stress.

publicado por victorangelo às 22:15

Aliás como no Afeganistão, não é? Parece que os Estados se metem em sarilhos sem perceberem a dimensão das coisas. Se se vai para a guerra, caramba, seria bom ir com efectivos e material suficientes para a ganhar, tudo o resto é perda de tempo, de vidas e de confiança.
Gi a 28 de Outubro de 2009 às 11:22

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