Portugal é grande quando abre horizontes

13
Jan 10

 

A tragédia que o Haiti está a viver toca-nos muito. Tenho, na minha Missão, vários funcionários de nacionalidade haitiana. Estão como que paralisados, o choque foi demasiado grande. A nossa equipa de aconselhamento psicológico, um pequeno conjunto de especialistas que está muito habituado a lidar com traumas violentos, em zonas de conflito, tem estado em contacto com os colegas que ficaram mais fragilizados.

 

O chefe da Missão da ONU no Haiti, Hédi Annabi, um velho colega meu, e o seu adjunto, o Luís da Costa, outro conhecido de muitos anos, continuam desaparecidos. Estavam, mais o Comandante da Força Militar da ONU, o Comissário da Polícia (UNPOL) e outros colegas seniores, numa reunião com uma delegação chinesa. Receia-se que tenham, todos, perdido a vida.

 

O destino é o que é. O General Gerardo Chaumont, um homem bom, argentino e com muita experiência em matéria de segurança, antigo comandante-geral adjunto da Gendarmeria Argentina, trabalhou um ano e meio comigo no Chade. Em finais de Dezembro, resolveu aceitar a sua transferência para a Missão no Haiti. Por ser mais perto de Buenos Aires. Queriam que fosse directamente de N'Djaména para Port-au-Prince. Se tivesse acedido, teria morrido ontem. Mas, não. Disse que só começaria as suas novas funções em Fevereiro. Quando o fizer, encontrará um Haiti destruído e à deriva.

 

Estes são tempos que nos interpelam. 

 

publicado por victorangelo às 21:27

Quem, como eu, está sentado no sofá de casa a receber as imagens pela Tv não consegue sequer ter uma ideia real da dimensão do que aconteceu. Percebe-se que foi trágico, devastador, que a aflição é muita. Percebe-se quase por intuição.

Espero que os seus colegas façam parte do grupo dos que, ainda assim, foi possível resgatar e salvar.

Para além do contributo financeiro, há mais alguma forma de ajudar aquele povo? Ou seja no âmbito da ONU há alguma bolsa de voluntários onde possamos inscrever-nos e revelar disponibilidade para ajudar em situações como esta?
Susana Pedro a 13 de Janeiro de 2010 às 22:45

É na verdade uma tragédia que nos deixa paralisados , sem saber como ajudar. Lamento todas as vidas perdidas e lamento as dos seus colegas da ONU. Como já escreveu outra leitora, se pudermos fazer algo, por favor escreva no seu blog. Obrigado.
André a 13 de Janeiro de 2010 às 23:08

Esta tragédia faz-nos pensar na vida, nem que seja por breves momentos.
A fragilidade humana é enorme. Um dia estamos bem... mas no outro já é uma incógnita!
Será que aproveitamos devidamente a nossa vida?
Como diria o meu avô: a vida são dois dias, meu filho... aproveita enquanto podes. Sábias palavras!
Tito a 14 de Janeiro de 2010 às 13:39

Suspeito que lidar com este terramoto vai ser muito complicado. Ainda só vi num jornal, El País, a compreensão de que o Haiti não é um país isolado e tem uma fronteira terrestre: as consequências, parece-me que se adivinham. Ainda ninguém falou da prevalência do SIDA no Haiti, que se bem me lembro do que li há uns anos é enorme.

Para quem se quer oferecer para ajudar nestas situações, lembro que existem organizações como a AMI e od Médecins sans frontières, mas que é preciso um contacto e uma integração, já que quem nunca se meteu numa missão de ajuda e não tem ideia do que fazer provavelmente só irá atrapalhar.

VA, tenho muita pena também do pessoal da ONU, que vai ajudar e de vez em quando também é apanhado por estes e outros desastres.
Mandei-lhe um "pedido de amizade" no FB.
Gi a 14 de Janeiro de 2010 às 16:45

que tragedia mesmo tragica que aconteceu no Haiti..... isso chocou-me a mim e nao so.... chocou o mundo inteiro infelizmente.....
Sandra Afonso a 14 de Janeiro de 2010 às 18:43

Victor,

Acompanho a tua tristeza, pois eu também como tu conhecia os teus dois colegas. O Luís da Costa era um funcionário dedicado e competente e, frequentemente disponível
Quando ouvi o alerta de TSUNAMI que se seguiu ao sismo, instintivamente telefonei para a minha amiga de CUBA e, realmente ela não estava a ouvir as noticias. Ainda bem que não aconteceu mas, se tivesse acontecido ficava tranquila pelo facto de ter ajudado a alertar alguém para este tipo de catástrofe

Aguardemos que apeteçam com vida.
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Victor, <BR><BR>Acompanho a tua tristeza, pois eu também como tu conhecia os teus dois colegas. O Luís da Costa era um funcionário dedicado e competente e, frequentemente disponível <BR>Quando ouvi o alerta de TSUNAMI que se seguiu ao sismo, instintivamente telefonei para a minha amiga de CUBA e, realmente ela não estava a ouvir as noticias. Ainda bem que não aconteceu mas, se tivesse acontecido ficava tranquila pelo facto de ter ajudado a alertar alguém para este tipo de catástrofe <BR><BR>Aguardemos que apeteçam com vida. <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Catulina</A>
carolina a 14 de Janeiro de 2010 às 20:12

twitter
Janeiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9






<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO