Portugal é grande quando abre horizontes

23
Ago 08

A manutencao da segurança e ordem internas é uma das funções essenciais do Estado. Quando os cidadãos têm o sentimento de que o desempenho dessa função está a falhar, há que tirar todas as consequências políticas e ter a coragem de tomar as medidas que se impõem.

Neste momento, em Portugal, falta a coragem política bem como percepção, o entendimento, da gravidade da situação de segurança, tal como é vista pelo cidadão comum.  A responsabilidade primeira recai sobre o chefe do governo. Duas medidas de resposta imediata seriam a substituição do Ministro da Administração Interna e a execução de patrulhas conjuntas entre a PSP e a GNR. A médio prazo, a resposta passa pela reorganização das forcas policiais, incluindo a progressiva fusão da PSP e da GNR.

 

 

publicado por victorangelo às 09:38

Lapsus teclandi?

Reorganizar em vez de reorganisar
css a 23 de Agosto de 2008 às 09:57

Fico agradecido. VA

Meu prazer. Espero ver mais artigos de opinião sobre segurança interna.

Confesso que também sou da opinião que num país tão pequeno, já não faz sentido manter duas instituições com o mesmo escopo, como são a PSP e a GNR.

Mas mudanças tão drásticas tomam o seu tempo. Qualquer medida menos pensada (e tal medida teria de ser muito bem pensada) corre o risco de afectar de forma muito directa a vida das pessoas: agentes e cidadãos.
css a 23 de Agosto de 2008 às 14:52

CSS ,

Tem visto as minhas escritas recentes sobre o assunto? VA
victorangelo a 30 de Agosto de 2008 às 20:37

Não há dúvida que a questão da segurança dos cidadãos e do combate ao crime violento começa a ganhar um novo tipo de atenção, o que faz esperar que alguma coisa se venha a fazer nos próximos tempos. É fundamental que a resposta tenha um carácter sistemático, organizado e com devida atenção a ser dada aos papéis institucionais de cada um dos actores públicos. Fica-se agora com a impressão que um ou outro interveniente aparece com propostas e acções que estão fora da sua área de competência A cacofonia institucional só fará agravar a percepção que quem é responsável não se mexe como deveria fazê-lo e que outros tentam ocupar o espaço vazio.
victorangelo a 28 de Agosto de 2008 às 23:21

Boa Noite,

confesso que apenas havia lido os outros post e já não este último comentário.

Feliz expressão: a cocofonia. O problema é que efectivamente vemos um legislador compulsivo, que responde à comunicação social e não ao seu povo. E como não bastante, é também incompetente, como o demonstraram as últimas alterações ao Código Penal e Código de Processo Penal.

A recente "onda de criminalidade" trouxe a lume o que já há muito se aguardava: cerca de 50% do presos foram libertados em razão das últimas alterações legislativas no direito penal. Gostaria imenso que houvesse um estudo sério sobre este aumento de criminalidade. Quanto deste não será resultado de reincidência?

Ponto da situação: compulsivo, incompetente e teimoso, porque se recusa a corrigir os evidentes erros. E como não bastasse, chama a comunidade de cambada de estupidos que não compreendem a natureza da alteração ao regime de armas.

Em suma, compulsividade, incompetência, teimosia e demagogia.

Prendemos ou internamos?

css a 30 de Agosto de 2008 às 21:49

Do mal o menos, como diria o outro, já que não respondem nem prestam atenção às pessoas , ainda bem que se deixam influenciar pelos media. Embora reconheça que tudo isto é um bocado anormal, pois deveriam de facto estar atentos às preocupações dos cidadãos Mas a arrogância não lhes permite estar à escuta das pessoas. E' o erro de muitos governos por esse mundo fora. Só se apercebem do erro no dia em que perdem as eleições

Em varias partes do mundo, ex-ministros confessaram-me que no dia em que foram nomeados ministros ficaram com a impressão que sabiam tudo sobre a matéria No dia em saíram , chegaram à conclusão que afinal tinham muitas deficiências de conhecimento. Demasiado tarde, diria você.

Pois, isso recorda-me de imediato uma experiência pessoal.

Alguns anos atrás, decidi concorrer à magistratura. Então optei por frequentar um curso de preparação para os exames de admissão. A meio de curso percebi que sabia muito menos e o que sabia era numa perspectiva muito diferente da minha formação académica. Não concorri. Passaram já 8 anos e continuo a aprender todos os dias.
css a 31 de Agosto de 2008 às 23:24

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