Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Credibilidade politica?

Um dos nossos problemas, enquanto nação, tem que ver com a falta de credibilidade dos nossos dirigentes políticos. Não inspiram confiança aos cidadãos, ninguém confia neles. Andam na eterna procura dos poucos empregos que existem, na nossa economia subdesenvolvida.

 
Dir-se-ia faltar um mínimo de ética na vida política e partidária. Os líderes são vistos como meros oportunistas, a tentar aproveitar-se da causa pública.
 
Parecem, alguns, ser um bocado desenrascados demais. Outros, serão atarracados nas suas maneiras de ser e de praticar política, nas suas ideais inspiradas pelo outrora, mas quase nenhum deles gera um sentimento de confiança, ou de entusiasmo, junto dos portugueses.
 
Quem confia nas verdadeiras intenções primeiras de um governante-mor ou  na fidelidade ideológica de um contorcionista partidário que agora e' ministro? Ou ainda, nas boas intenções de umas portas arrogantes e doutorais do tempo da outra senhora, ou na carrancuda rainha de damas que se rodeia dos oportunistas habituais de serviço no partido da alternância?
 
Temos, na verdade, um muito sério défice de credibilidade da liderança partidária.
 

A arte da politica

 Lá bem no fundo, a política e’ uma arte, um trabalho de criação, no domínio do imaginário e do sonho, `as vezes, da fantasia. E' um fabricar de mitos, em tantos casos, de lendas, estórias, contos de fadas, um imaginar em voz alta.

 
Noutros casos, os políticos são os autores de verdadeiros pesadelos. Estamos, então, perante a artimanha da política. Essa política não e’ a arte de que falo.
 
Na verdade, para mobilizar, para ter sucesso, há que fazer crer, pensar nos amanhãs que cantam, como dizia o outro, construir um futuro de esperança. Partilhar uma maneira de ver os contornos do horizonte, ter uma visão positiva do amanhã, acariciar o vento que passa no sentido do pêlo.
 
Não se trata de mentir. Apenas uma projecção para além da realidade, para que o mundo melhor possa parecer ao alcance da mão.
 
Este e' verdadeiro segredo da mobilização política com êxito.
 

Liderar e' servir

 

Sem uma classe de líderes desinteressados, verdadeiramente dedicados `a causa pública, e com uma visão moderna de Portugal e do seu futuro, o nosso país continuara' no marasmo em que se encontra. Continuara' a perder pontos em relação aos nossos concorrentes europeus, e não só.

 

Não e' apenas a questão da dedicação ao serviço público, sem intenções de ganho pessoal, que conta. E' também uma perspectiva que abra Portugal `as novas oportunidades que a globalização e a integração europeia oferecem.

 

Líderes dedicados, mas com ideias do passado, inspirados por velhas grelhas ideológicas, do tempo da guerra fria e da cultura da foice e da chave de fendas, ou pelo conservadorismo da sociedade rural e arcaica, que já fomos, das caminhadas para as fátimas que nos esgotavam, não nos levam a parte alguma.

 

Líderes prenhes de interesses pessoais, verdadeiros gestores de fortunas de família, na caça ao tesouro,  e de grupos de amigos que se repartem o pequeno bolo que existe, são, por outro lado, moeda corrente. Estamos nas suas mãos e a moral política sofre da sua falta de moralidade.

 

Não há dúvidas que temos um sério problema de liderança em Portugal.

 

 

Politicos de pequena cilindrada

 

 

Um comentário recente na televisão, em directo, de um senhor com gaias de mau perdedor, tornou ainda mais evidente a ligação entre a automobilística e a política. Ao criticar a actual direcção do PSD, o que há partida parte de um pressuposto que continua por demonstrar -- o de haver direcção -- , comparou-a com o popularíssimo, no seu tempo, FIAT 600.

 

A verdade e' que com a crise económica actual, os Portugueses estão cada vez mais ao nível dos 600.

 

Nesse contexto, talvez a única classe política que ainda possa continuar a singrar e' a dos políticos de pequena cilindrada. E viva o velho!

Filosofia política do silêncio

 

No fim das férias de Verão e no início do ciclo político que se lhe segue, há sempre muito frenesim.

 

Todos os que mandam alguma coisa, ou que pensam que mandam, ou que aspiram em mandar, aparecem na praça pública, a dizer das suas. Desta vez, muitas das intervenções têm girado `a volta da questão essencial que e’ papel do silêncio na acção e na intervenção políticas. Ora se critica por haver silêncio, ora se diz que e’ o outro lado que está silencioso.

 

O silêncio em política tornou-se num tema de grande algazarra. Disserta-se amplamente sobre os benefícios, inconvenientes, significados, leituras, interpretações, possíveis estratégias do que estará por detrás do estar calado, justifica-se ou ataca-se a ausência de ruído, de comentário, de opinião, aponta-se a falta de ideias, de soluções, ou a esperteza e o tacto político que se deve ver associado ao silêncio.

 

E’ toda uma nova área de reflexão filosófica e de pesquisa em ciências políticas que se abre diante de nós. Bem se diz que a investigação científica conhece todos os dias novas fronteiras.

A comunidade bloguista portuguesa

 

 

Tem sido uma surpresa agradável descobrir que existem tantos talentos, tantas ideias, prosas de grande qualidade, muita criação e muita graça, e também excelente informação no espaço bloguista português. Vale a pena explorar este mundo, viajar neste espaço, descobrir novas ideias. Há muita gente a pensar Portugal. O desafio consiste em procurar juntar todas estas contribuições e transforma’-las numa aposta no futuro do país.

 

Sentido de Estado ou um Estado a perder o sentido?

 

Samuel de Paiva Pires deixou um comentário ao comentário que eu lhe fizera, o que muito lhe agradeço.
 
 O blog de Samuel chama-se Estado Sentido, um nome que me soa bem, porque gosto de quem procura ter um sentido de estado. E não gosto de estados, e trabalhei com vários nessa situação, que parecem ter perdido o sentido do Norte, num processo de desorientação, como o desgraçado do cão ás voltas sobre si próprio, numa raiva patética de morder a cauda, como se isso fosse o remédio para as pulgas.
 
 Diz o Samuel de Paiva Pires:
 
"Em política o que parece é"
 
Caro Victor, com toda a certeza, são temas que merecem ser tratados!  Vi e acrescentei o link na coluna ali do lado, é um prazer tê-lo como leitor do Estado Sentido e do que li no seu blog parece-me ser bastante "refrescante" no panorama da blogosfera nacional. Quanto à questão ainda da segurança, devo dizer que a sua análise quanto ao Governo estar a transformar-se numa administração paralisada pelo medo de cometer erros e perder apoios merece ser aprofundada, tem muito que se lhe diga. Cumprimentos, Samuel
 
O comentário acima faz seguimento ao que eu escrevera:
 
De victorangelo a 29 de Agosto de 2008 às 23:01
As estatísticas mostram que o crime violento, de que tanto se fala, é de facto uma realidade e não apenas uma questão de comunicação social. Aliás, creio poder dizer-se que o debate público, a atenção dada pelos media ao problema têm contribuído para que um pouco mais de iniciativa se tenha manifestado nos últimos dias. O que há a lamentar, no entanto, é a ausência de coordenação e de comunicação política efectiva sobre a matéria. Há muitos actores mas não se vê o encenador. A cacofonia, só por acaso, dará luz a uma melodia com algum jeito.

 
O meu comentário era sobre o texto que se segue:
 
 
 
De Samuel de Paiva Pires a 29 de Agosto de 2008 às 23:17
"O que há a lamentar, no entanto, é a ausência de coordenação e de comunicação política efectiva sobre a matéria. Há muitos actores mas não se vê o encenador." - touché caro Victor, concordo plenamente. E faz-me lembrar o que um professor meu ensina nas suas aulas, quem é que quer que eu acredite nisto, porquê e para quê?

Quanto à onda de criminalidade, não foi minha intenção afirmar que não existe ou que é apenas uma invenção da comunicação social, mas que os media muito têm contribuído para o sentimento de insegurança da população pela exposição exacerbada e mediatização, não me parece que hajam dúvidas, retirando muitas das vezes espaço de manobra às autoridades (já de si pouco organizadas ou coordenadas), e neste caso criando o sentimento necessário para a criação do tal cargo centralizador, contra o qual a esmagadora maioria dos portugueses não se manifesta, até porque como povo parece que gostamos mais da segurança do que da liberdade, sacrificando a segunda em nome da primeira. Falta saber até onde estamos dispostos a sacrificar a nossa liberdade em nome de um alegado sentimento de segurança. Porque claro que o crime violento é cada vez mais frequente, agora os sentimentos de segurança ou insegurança, esses dependem do agenda setting e dos tais diversos actores e encenadores.
 
Convém continuar e alargar o debate.
 
 
 
 

 

Pág. 5/5

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D