Portugal é grande quando abre horizontes

09
Out 08

Chegado a Lisboa, é como que entrar noutro mundo, onde tudo continua muito pacatamente parado, à margem das grandes questões internacionais. É tudo bem mais simples, muito quotidiano, com vistas simples, e bem mais ao jeito de uma Aldeia Grande.

 

Até o Sol do Outono ajuda a pensar que se está noutras terras, mais perto do bucólico campestre do passado.

Discute-se o Magalhães, umas nomeações partidárias para aqui e acolá, o casamento homossexual, uns enredos fiscais à Chico manhoso, e pouco mais. Só o velho senhor da política se lembra de anunciar, hoje uma vez mais, como regularmente o faz, que com a crise internacional " a terceira via morreu ", embora a confunda com as teorias neoliberais da Senhora Thatcher e do defunto Reagan.

 

Ou seja, na Aldeia Grande o mundo é pequeno, e quem tenta ir para lá das muralhas atarracadas da nossa cidade, perde-se em confusões intelectuais.

 

publicado por victorangelo às 19:43

Acabo de passar 24 horas em Nova Iorque, uma ida e volta entre continentes, sempre a correr. Mas deu para entender que na comunicação social só há duas matérias que contam: as eleições presidenciais e a crise financeira internacional.

 

Para o cidadão comum, as eleições são um tema com poucas incertezas. A candidatura Obama tem cada vez mais hipóteses.

 

A grande incerteza, a grande preocupação, tem que ver com o impacto da crise. Não se nota apenas um abrandamento do consumo, mas também sérias dúvidas sobre a estabilidade da economia e os níveis de emprego.

 

A ansiedade é ainda mais agravada por parecer que nenhum dos dois candidatos tem, na verdade, um plano coerente de combate à crise que faça sentido.

 

publicado por victorangelo às 19:05

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