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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A crise que não quer dizer o seu nome

Na verdade, todas as injecções de capital, em quantidades nunca vistas nem pensáveis,  aqui, acolá, pela Europa e nos Estados Unidos, não fazem senão esconder, para já, talvez por apenas uma ou duas semanas, a crise que atravessa o modelo económico baseado no consumo a todo o custo.

 

Capital fresco não e' solução para um problema que vem da década de setenta, quando se deu o salto para as sociedades de consumo.

Pela medida pequena

Uma certa elite portuguesa, habituada que foi aos subsídios europeus, que nos anos oitenta e sobretudo noventa cairam do céu a potes, e que tantas vezes foram conseguidos através de esquemas e de jogadas sujas, continua a dominar a vida pública do país.

 

Estão em toda a parte, mas concentram-se antes de mais 'a volta dos partidos de governo. Estar no poder, ou vir a estar no médio prazo, e' um incentivo que nenhum bom oportunista deixa cair em saco roto.

 

E' tudo um jogo de interesses, sem ética. A bitola que conta e' a do puxar a brasa 'a sua sardinha e pouco mais. Perdeu-se muito em termos de valores morais em Portugal. Conta mais o sistema de compadrios e de influências do que a competência profissional ou a capacidade para fazer coisas.

 

E' um Portugal que faz doer.

 

 

O professor e a velha senhora

O professor, que vive de dar palpites, disse que a velha senhora tem estado calada, durante toda esta crise.

 

A velha senhora sai ao baile,  que não, senhor professor, que tem falado e escrito. Uma verdadeira Thatcher 'a la mode du Tage qui nous baigne les pieds...

 

O PSD e' de facto um partido de fragmentos. Mas pouco luminosos....

As bolsas ...de ar quente!

Depois da cimeira dos dirigentes da zona Euro, que foi dominada pelas ideias de um político que não pertence 'a zona e que ate' agora estava em processo de evaporação política no seu próprio país -- Gordon Brown --, as bolsas voltaram a entrar em terreno positivo.

 

As questões fundamentais da crise não foram resolvidas. Os bancos não recuperaram a credibilidade de que necessitam, os seus dirigentes continuam a ser os mesmos que levaram o sistema 'a falência, as famílias não adquiriram novos meios para combater o endividamento excessivo em que se encontram, o ciclo produtivo continua a abrandar em virtude do excesso de oferta, mas os doidos da bolsa aproveitaram o ar quente que veio de Paris para despender dinheiro na bolsa.

 

Espero muito sinceramente que não se arrependam, nos próximos dias.

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