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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Bancos tortos

Foi agora a vez, de um modo concertado, de os bancos portugueses anunciarem que pretendem utilizar a facilidade de 20 mil milhões de Euros criada pelo Governo para apoio da estabilização financeira.

 

Surpreendeu-nos o anúncio feito em simultâneo, o que indicara' que a crise e' bem mais séria do que aquilo que se pensa. Não nos surpreendeu, todavia, o facto dos bancos portugueses estarem também a precisar de recursos financeiros frescos.

 

Mas o que mais continua a surpreender-nos de maneira muito particular e' de que pouco se fala da crise que se vive em Portugal, e das dificuldades que se projectam no horizonte próximo . O próprio orçamento do estado passa ao lado, como cão por vinha vindimada.

 

E' verdade que os Portugueses estão habituados a sofrer, e assim, mais crise, menos crise, que diferença fará?

Os refugiados do Darfur

Passei os últimos três dias a percorrer o Leste do Chade. Discuti com milhares de refugiados Sudaneses, que fugiram da crise e morte no Darfur.

 

Todos muito bem preparados politicamente, apesar das suas origens rurais, e muito bem organizados 'a volta do Movimento Justiça e Igualdade (JEM).

 

Quando hoje 'a tarde, já cansado de ouvir os mesmos discursos e a propaganda habitual contra os Árabes e Omar Al-Bashir, pedi que fossem as representantes das mulheres quem falasse, apanhei mais do mesmo. As mulheres, que começaram todas as suas intervenções por recitar um verso do Corão -- mostrar que conhecem o livro sagrado e' a única maneira de ganharem algum estatuto social -- repetiram exactamente o mesmo tipo de posições que os homens já haviam enunciado.

 

Os campos destes refugiados estão em grande medida fora do controlo das agências humanitárias. Essa e' uma das questões centrais 'a volta do Darfur, porque deste modo os campos são apenas bases operacionais a partir das quais se preparam ofensivas e se criam as condições para a perpetuação do conflito armado.

 

 

Ricos e Pobres, continuamos cantando e rindo

Os dados da OCDE colocam Portugal entre os estados membros dessa organização onde a desigualdade social e' mais acentuada. Aparecemos ao lado do México, da Turquia e dos EUA.

 

A agravação das desigualdades sociais mostra que os sistemas de solidariedade não funcionam, que os ricos conseguem mais facilmente escapar aos impostos, que as oportunidades na vida têm mais que ver com a classe de origem do que com as qualidades individuais de trabalho e de criatividade. Revela ainda que a lei da força, das relações sociais privilegiadas, baseadas no poder, contam mais do que a igualdade de oportunidades.

 

Da' lugar a maiores divisões sociais, a cidadãos de primeira e de segunda, a uma maior brutalização das relações sociais.

 

Ou, seja, a uma situação em que o que impera e' a injustiça.

 

O desfalecimento da Comissão Europeia

Comissão

 

A crise global internacional levou ao apagamento da Comissão Europeia. Bruxelas não tem voz na matéria, cada estado membro faz as coisas 'a sua maneira, e o senhor que se considera muito importante passou a ser apenas uma sombra do Presidente Nicolas Sarkozy, uma espécie de acompanhante de luxo, apenas uma figura cheia de corpo presente.

 

Tudo isto augura dias maus para a construção europeia e pode levar a uma crise séria do Euro. 

Desempregos e Autismo

Um dos meus colegas, que gosta de falar comigo sobre a economia, disse-me que uma sua cunhada e um certo número de outros empregados da mesma firma farmacêutica internacional, estabelecida há vários anos em Portugal, haviam sido notificados hoje de que iriam perder o emprego, devido ao abrandamento da procura.

 

Depois li que o director-geral do BIT (Bureau Internacional do Trabalho) prevê um acréscimo de mais de 20 milhões de novos desempregados em 2009, como resultado da crise económica que muitos países atravessam.

 

Falei, ao fim do dia, para a Bélgica. Na conversa, disseram-me que a multinacional Acelor Mittal, da indústria do aço, vai colocar centenas de trabalhadores da sua fábrica de Gand numa situação de desemprego parcial, dois dias por semana, por falta de encomendas.

 

Perante estes factos e outros, por que será que os nossos políticos, ao discutir o orçamento do Estado para 2009, não colocam as questões do emprego no centro do debate? Será que não vêem o problema?

 

O desemprego esta' a entrar-nos em casa, meus senhores.

 

 

Os grandes loucos económicos

Numa altura de crise económica, em que e' preciso mais produção e expandir o sector dos serviços, incentivar a criatividade e promover o espírito de empresa e de empreendimento, certos senhores da política falam apenas do papel acrescido do estado, como se houvesse serviço público sem haver primeiro e acima de tudo uma economia produtiva, criadora de riqueza e capaz de gerar impostos.

Ja' viram alguma economia que responda 'as necessidades das pessoas e esteja assente, ao mesmo tempo, no principio de " mais estado, mais funcionários públicos"?

 

 

Açores, a abstenção e as indiferenças

 

Os Açores são uma região autónoma  de Portugal que funciona satisfatoriamente. Há um verdadeiro debate político, o pluralismo de opiniões tem bem mais espaço de expressão do que na Madeira.
 
Mas as elevadas taxas de abstenção, as maiores de sempre, nas eleições legislativas regionais de hoje mostram que, como no resto do país, o cidadão esta' divorciado da prática democrática. Os políticos não convencem os eleitores, que os mede a todos pela mesma bitola: a do oportunismo.
 
A indiferença perante os actos eleitorais, sobretudo numa situação como a nossa, em que a ditadura das direcções partidárias impõem os candidatos, independentemente das suas qualidades e competências,  mostra que há que repensar a democracia e a participação dos cidadãos nas causas públicas.
 

Os camelos, o mercado e os Ministros

 

Hoje visitei o mercado de gado de Karme', 150 km a Leste da capital do Chade.  A fotografia do post anterior da' uma ideia da intensa actividade comercial que ocorre nas areias remotas desse mercado.
 
Mas a verdade e' que para um Português de agora e' difícil ver camelos e desertos e não pensar nos Ministros da nossa Governação, em particular, nos da Economia e Obras Públicas, para citar apenas dois exemplos de ineptidão política extrema.  Eles ficarão, enquanto não caírem no esquecimento que se seguirá  'a sua saída do governo, na memória de todos nós  como exemplos de casmurrice, de arrogância sem sentido, de vistas curtas e pouco elaboradas, simples, sem grandes rasgos de velocidade intelectual.
 
São imagens que se associam aos camelos, pobres bichos. Mas o deserto, como a politica, e' feito de imagens e miragens.
 
As únicas diferenças são que os camelos procuram levar uma vida modesta, contentando-se com o que vai aparecendo pela sua frente,  e podem passar muitos dias sem beber.
 
E o patrão dos animais, como todo o homem do deserto, vive no seu mundo 'a parte, altivamente ensimesmado em si próprio, alheio e perdido nos trilhos que que conduzem aos areais sem fim..
 
 
 
 
 
 
 

Just another woman


 

Copyright V. Angelo
 
 
 
 
Karme', small town in the middle of a drought-stricken plain, the Sunday market brings people together and gives them a sense of belonging.
 
Later in the day, one goes back to one's isolation, taking the roads the cattle and the small ruminants borrow, in search of water and grass.

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