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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A outra crise, a do PSD

O PSD, tal como o sitema financeiro internacional, não consegue sair da sua crise de liderança.

 

Com Pacheco Pereia a bater com a porta na cara da Dra. Manuela, depois de ter feito campanha a seu favor, com o Santana a dividir as hostes, e a confundir os eternos oportunistas do Partido, que ficam sem saber em quem apostar, e o Senhor de Gaia a ressuscitar nas frase envenenadas que vai semeando na imprensa, temos a espiral de crise em aceleração.

 

Como nos bancos, e' um problema de confiança e liquidez.

 

De confiança, por que já ninguém acredita no grupo dirigente do costume.

 

De liquidez, por que os mais aptos retiraram-se do jogo, deixando em cena os que pouco crédito têm.

 

17 de Outubro, Dia de Muitos Portugueses

A luta contra a pobreza e' o tema deste dia internacional, que as Nações Unidas começaram a comemorar há já alguns anos.

 

Com os níveis de pobreza e de miséria que se conhecem em Portugal, este e' um dia que sai caro a muitos Portugueses.

 

O pior e' que ninguém quer reconhecer que existe muita gente que vive abaixo da linha da pobreza em Portugal, neste ano do Senhor Engenheiro e dos seus Políticos Amestrados de 2008.

 

 

Investimentos e Obras Públicas

 

Contrariamente ao certos senhores dizem, e' precisamente nos momentos de crise que o estado deve lançar grandes empreendimentos de infra-estrutura, desde que estes apresentem uma justificação em termos de multiplicação das oportunidades económicas no futuro.

 

A curto prazo, os projectos de envergadura trazem emprego e geram actividade para muitas pequenas e médias empresas. Têm um efeito multiplicador que não e' de ignorar.

 

Estão neste caso investimentos em estradas, aeroportos, barragens e outros projectos relacionados com a produção de energia e a gestão das 'aguas, a modernização dos caminhos de ferro e dos portos, os parques tecnológicos, etc.

 

Ou seja, vale a pena continuar a trabalhar no sentido de por em marcha os grandes projectos que Portugal tem estado a planear. Parar e' agravar ainda mais a crise.

 

Os capitais virão de várias fontes, que há muito dinheiro por esse mundo 'a procura de investimentos com alguma margem de garantia e de retorno.

 

Assaltos aos bancos

Os desgraçados que continuam diariamente a tentar assaltar os bancos portugueses, ao estilo faca e alguidar, não tiveram a oportunidade de nascer numa família aristocrática, ou da grande burguesia, e de frequentar uma boa faculdade de ciências económicas e financeiras ou uma escola de business administration.

 

Se tivessem tido essa sorte, assaltavam, roubavam as poupanças dos portugueses, davam cabo dos bancos, a partir dos seus assentos nos Conselhos de Administração das casas bancárias, sem que nenhuma autoridade com poder politico os incomodasse.

 

A Assembleia da República ainda lhes daria uma mãozinha, ao aprovar, como o fez hoje, uns 20 000 milhões de Euros de garantia.

 

Mais uma vez, só os pequeninos e' que levam porrada.

 

 

O helicóptero e a crise

Bem cedo pela manhã, estava para embarcar no aeroporto de N'Djamena, com destino `a fronteira com a República Centro-Africana, quando vejo passar a todo o gás um helicóptero das forças irlandesas, como se estivesse a levantar voo ao estilo de um avião.

 
Chegou ao fim da pista sem ganhar altitude e acabou por enfiar o nariz no areal que se segue, após o fim do alcatrão. Felizmente, não houve vítimas, nem feridos graves.
 
Mas o interessante foi ver passar dezenas de veículos, ambulâncias, carros de combate ao fogo, da polícia, das autoridades de todo o tipo, grandes meios, que o helicóptero era militar e tinha o apoio da missão de protecção europeia.

Fizeram-me pensar na crise económica e financeira internacional que se despenha também nos dias de hoje. Os carros dos políticos, dos grandes economistas, dos salvadores de todo o género, correm para o lugar do acidente. Mas a verdade e' que o crash já  teve lugar e os grandes meios apenas servem para mostrar que há resposta, mas quando já não há muito que salvar.
 
Certos líderes, nesta crise de agora, são mesmo como os bombeiros pirómanos. Deixaram atear o fogo, gozaram com o espectáculo, e agora reúnem-se, com o barulho das sirenes a fingir que há meios, para constatar apenas que só um milagre e' que fará com que não hajam vítimas.
 
 

A crise que não quer dizer o seu nome

Na verdade, todas as injecções de capital, em quantidades nunca vistas nem pensáveis,  aqui, acolá, pela Europa e nos Estados Unidos, não fazem senão esconder, para já, talvez por apenas uma ou duas semanas, a crise que atravessa o modelo económico baseado no consumo a todo o custo.

 

Capital fresco não e' solução para um problema que vem da década de setenta, quando se deu o salto para as sociedades de consumo.

Pela medida pequena

Uma certa elite portuguesa, habituada que foi aos subsídios europeus, que nos anos oitenta e sobretudo noventa cairam do céu a potes, e que tantas vezes foram conseguidos através de esquemas e de jogadas sujas, continua a dominar a vida pública do país.

 

Estão em toda a parte, mas concentram-se antes de mais 'a volta dos partidos de governo. Estar no poder, ou vir a estar no médio prazo, e' um incentivo que nenhum bom oportunista deixa cair em saco roto.

 

E' tudo um jogo de interesses, sem ética. A bitola que conta e' a do puxar a brasa 'a sua sardinha e pouco mais. Perdeu-se muito em termos de valores morais em Portugal. Conta mais o sistema de compadrios e de influências do que a competência profissional ou a capacidade para fazer coisas.

 

E' um Portugal que faz doer.

 

 

O professor e a velha senhora

O professor, que vive de dar palpites, disse que a velha senhora tem estado calada, durante toda esta crise.

 

A velha senhora sai ao baile,  que não, senhor professor, que tem falado e escrito. Uma verdadeira Thatcher 'a la mode du Tage qui nous baigne les pieds...

 

O PSD e' de facto um partido de fragmentos. Mas pouco luminosos....

As bolsas ...de ar quente!

Depois da cimeira dos dirigentes da zona Euro, que foi dominada pelas ideias de um político que não pertence 'a zona e que ate' agora estava em processo de evaporação política no seu próprio país -- Gordon Brown --, as bolsas voltaram a entrar em terreno positivo.

 

As questões fundamentais da crise não foram resolvidas. Os bancos não recuperaram a credibilidade de que necessitam, os seus dirigentes continuam a ser os mesmos que levaram o sistema 'a falência, as famílias não adquiriram novos meios para combater o endividamento excessivo em que se encontram, o ciclo produtivo continua a abrandar em virtude do excesso de oferta, mas os doidos da bolsa aproveitaram o ar quente que veio de Paris para despender dinheiro na bolsa.

 

Espero muito sinceramente que não se arrependam, nos próximos dias.

Reflectir sobre a crise...

 

O colapso dos sistemas financeiros arrasta consigo uma recessão económica de larga escala, que leva inevitavelmente a uma crise social profunda e generalizada. No fim da linha, quem sofre são os que menos contribuíram para a crise, mas que não têm outro recurso, outro meio de sobrevivência,  que vender a sua capacidade de fazer coisas, de trabalhar. Numa altura em que as oportunidades de emprego são cada vez mais escassas, perder o emprego e' entrar no desespero...
 
Os encadeamentos das crises são os anéis da espiral descendente, que tudo arrasta, num ciclo de contracção e perdas agravado.
 
A questão é de saber se trata de um processo de crise conjuntural, e, por isso, ultrapassável a prazo, ou estrutural, exigindo assim alterações de raiz no edifício económico internacional.
 
Independentemente da resposta que se der –  e cada vez mais uma resposta é necessária, para permitir uma melhor compreensão das medidas que se impõem --, estamos perante tempos de grande indefinição, mesmo de confusão, em termos da opinião pública, que requerem decisões claras, simples de entender e com a credibilidade necessária para restabelecer a confiança nos sistemas financeiros e na economia, em geral.  
 
Sem bancos credíveis não há economia moderna. Sem uma economia moderna, uma parte significativa dos trabalhadores fica excluída do mercado do emprego.
 
Os perigos para os trabalhadores e para as famílias portuguesas também necessitam de ser objecto de uma reflexão profunda, para que se tomem as medidas adequadas.
 
 
Não e' apenas uma questão de liquidez do sistema bancário. Os alicerces profundos que dão vida às relações económicas e sociais foram seriamente abalados e precisam de ser repensados.
 
Sem confiança nos outros e no sistema não ha' sociedade que funcione.
 

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