Na reunião de hoje, foi uma vez mais patente que na zona do Sahel há uma grande rivalidade entre a Líbia e o Senegal. Cada um procura assegurar um protagonismo desmedido, que acaba por ser a única razão de ser na tomada de posições sobre os conflitos regionais.
Wade do Senegal, de um lado, velho e cada vez mais fora do equilibro mental que tanta falta faz aos dirigentes políticos, e o Coronel das Tendas das Areias, do outro, são dois actores 'a procura de um palco.
Nas reuniões tudo e' palmadas nas costas. Nos corredores, quando falam em voz baixa, no sussurros que cheiram a conspirações, dão facadas nas costas um do outro.
E' a arte da diplomacia.
Mas sempre com sorriso e com muita calma, que não há razoes para mostrar os dentes antes da dentada fatal.
Os professores na rua, o Santana nos Paços, a senhora dos silêncios e o Jardim dos arrebatamentos, mais o chefe primeiro de todos os ministros que pensa que o diálogo não e' necessário, tudo isto faz-me pensar que, neste Sábado, os acontecimentos na Quinta dos Canaviais, cabras, bodes, cavalos e ervas daninhas, tudo muito solto, e o dono da quinta, muito senhor do seu tempo e da sua vida, são a parte mais importante da actualidade nacional.
A manchete seria que no tempo do cimento, ainda há quem viva ao sabor das estacões do ano.
Uma rapariga, um conflito, uma nova aldeia. O drama das populações deslocadas por motivos de guerras e violências.
Mas o perigo espreita para além dos limites da nova aldeia. E' o risco, quando se vai 'a procura de água ou de lenha, das violações e outros assaltos contra as mulheres.