Portugal é grande quando abre horizontes

16
Nov 08

Com a greve da Air France em pleno voo, acabei por passar a noite e o dia de hoje dentro de aviões e a saltitar de aeroporto em aeroporto. O que seria uma viagem de seis horas, demorou dezoito.

 

Os pilotos não querem que a idade da reforma passe para os 65 anos. Compreende-se, no que respeita aos pilotos mais velhos, acima dos 55, que tem estado a construir os últimos anos das suas carreiras com base numa reforma a curto prazo.

 

Mas os pilotos mais jovens terão que entender a que a sua geração pertence a um mundo diferente, que estará mais baseado na utilização da tecnologia, no conhecimento, e menos no esforço físico. E que as condições económicas, na Europa, estão a mudar rapidamente, devido ao aparecimento de novos actores emergentes nos mercados mundiais. A Europa esta' a mudar muito rapidamente. Tem grandes desafios pela frente.

  

O ideal seria aumentar a idade da reforma gradualmente. Para quem esta' no grupo etário 55-59, o aumento deveria ser de apenas um ano. Para o grupo 50-54, dois. E assim sucessivamente, de modo que fosse apenas a geração mais júnior que viesse a ser abrangida pelas novas medidas.

  

Este método teria não só a vantagem de tratar diferentes grupos de idade diferenciadamente. Seria igualmente uma maneira de fazer com que os vários níveis de antiguidade vissem a necessidade da greve de uma maneira diferente. Alguns acabariam por pensar duas vezes... 

 

É que para além de tudo o mais, a greve não vai ajudar a consolidar o futuro da companhia...


Os Europeus vão ter que pensar num quadro de vida diferente...Não estão sozinhos no mundo, que e' cada vez mais global...
 
 
 

 

publicado por victorangelo às 19:38

Ontem, sábado, passei o dia fechado numa sala, entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Chade, Líbia, Congo, Gabão, Eritreia, e o representante do Senegal. A rever o estado das relações entre o Chade e O Sudão.

 

Pouco havia que acertar, pois os vizinhos, Chade e Sudão, tinham trocado embaixadores uns dias antes. Foi um aborrecimento, a discutir se um novo funcionário, que vai ser colocado no topo do mecanismo de verificação da fronteira comum,  sera' conhecido como representante especial ou como coordenador-geral.

 

E passou-se duas horas, numa tarde de sábado, a tentar colocar umas palavras num comunicado final, que pouco acrescentava ao que já tinha sido acordado em reuniões precedentes.

 

A diplomacia exige muita paciência, muito tempo morto, para que se criem relações de confiança. Para ter paciência é preciso estar com a mente e o corpo repousado. Em forma.

 

Talvez seja por isso que muitos embaixadores dormem grandes sestas, depois de ingerirem fartos almoços. Para não falar na capacidade que sempre revelam quando se trata de resistir ao tédio...

 

Os políticos deveriam adoptar o mesmo caminho, para terem falas mais mansas e uma melhor predisposição para o diálogo. Se calhar todos os ralhos e zaragatas a que assiste na cena portuguesa surgem por que os políticos, os nossos dirigentes, andam a dormir pouco...

 

 

publicado por victorangelo às 19:32

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