Portugal é grande quando abre horizontes

29
Nov 08

 

 

 

O Diário de Noticias de hoje pensa que faz um grande favor ao senhor Conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro, ao dar-lhe a palavra e também ao escrever umas coisas bonitas sobre a sua carreira. Que simpatia de jornal, que retrato tão bem retocado!   Até de gestos "calmos" e "suaves" reza esta crónica...
 
Os amigos são para as ocasiões, e o senhor precisa actualmente de muitas manifestações de amizade, para que se acredite no que diz. Aliás, na entrevista, Dias Loureiro acaba por duvidar de si próprio ao perguntar: " Achou-me sincero?
 
Nem o Padrinho, a que tanto o liga, o achara´, desta vez. Mas, continuara´ a  usar a máscara de Estado que lhe é habitual...E a fechar os olhos, à espera que a tempestade passe, como é hábito em Portugal...As coisas são importantes uns tempos e depois desaparecem do ecrã e da atenção geral, numa amnésia colectiva, que nos é tão própria.
 
Diz a autora da peça, com admiração,  que o personagem chegou à riqueza " com passagem pelo governo."  Na realidade, o homem aproveitou-se, com os escrúpulos que lhe são conhecidos, dos tempos no governo e das relações que conseguiu estabelecer, aqui e no estrangeiro, para enriquecer. A "passagem" pelo poder executivo foi apenas parte de uma estratégia de aproveitamento pessoal. Que começara antes e que ganhou asas depois. São estas as razões, para muitos dos nossos dirigentes, que levam ao chamado "serviço público", que é afinal "um serviço pessoal".
 
Muita gente na política, no PSD de Cavaco sobretudo, e nos negócios, lhe devera´ favores. Não será o caso, imagina-se, meus amigos, imagina-se, na área do encobrimento das coscuvilhices, das fofocas, dos comportamentos fora de jogo, apesar de ter sido durante vários anos patrão-mor das secretas e outras polícias.
 

Só que o homem anda "preocupado", como diz a jornalista.

 

La´ tera´ as suas razões...

 

 




 

publicado por victorangelo às 17:34

 

O Ministro belga da Defesa declarou ontem no Parlamento em Bruxelas que " os blogues são perigosos. "
 
Pieter De Crem acrescentou que... "actualmente, toda a gente é livre de publicar o que lhe passa pela cabeça nos blogues, sem que se sinta responsabilizado..."
 
Ou seja, os blogues fazem cada vez mais medo aos ministros e aos senhores do abuso do poder. E´ a democracia em directo que lhes causa tanto pânico. 

No caso deste ministro, o senhor tinha ido a Nova Iorque, a uma pretensa reunião das Nações Unidas, uma justificação que não fazia sentido, pois a reunião havia sido transferida a tempo para Genebra.  Mas o senhor queria fazer a viagem, que em Bruxelas não havia nada de excitante para fazer. E assim aconteceu. Só que Pieter passou o serão num conhecido bar belga de Manhattan, bebeu uns copos, cantou umas letras brejeiras e confessou-se mesmo à empregada do bar, dizendo que por ali estava para se distrair um pouco da monotonia da vida política belga.

A jovem empregada, também de nacionalidade belga, contou o episódio no seu blog.
 
Uns dias depois, e assim se tornou pública esta pequena saga de ministros sem grandes princípios, o bar despediu a jovem. A pedido do gabinete do ministro.
 
Ou seja, o ministro da guerra ganhou a batalha da mesquinhez, mas agora tem que explicar no seu parlamento a sua estratégia de retiro de uma história de abuso de poder.
 
Felizmente que há bloguistas.
 
publicado por victorangelo às 16:05

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