Portugal é grande quando abre horizontes

02
Nov 08

Creio que as declarações do general Loureiro dos Santos sobre o mal-estar que existe entre os militares foram um bocado exageradas.

 

Não há dúvidas que existem descontentamentos relativos aos vencimentos, carreiras, e 'as questões relacionadas com a protecção social das famílias militares. Que as comparações com outras estruturas institucionais do estado deixem os militares com um amargo de boca. Que as verbas faltarão, para os equipamentos, a logística  e as operações. Que muitos militares não acreditem que as chefias os representam de um modo claro e corajoso. Talvez ate' se possa dizer que a classe política dirigente parece não entender os militares, passando ao lado, sem ver nem sentir.

 

Mas penso que e' exagerado falar na possibilidade de " ameaças para a democracia ", "actos de desespero ", ou de " actos isolados que podem transformar-se em situações desagradáveis ".

 

Os nossos militares entendem bem o seu papel constitucional.

 

Em matérias de defesa e segurança nacionais, a linha orientadora deve ser a da serenidade. Esta linha passa pela resolução por via institucional das questões existentes. São assuntos de grande significado para o país, e não se compadecem com especulações na praça pública.

 

Tem que haver sentido nacional e de Estado. E nada de exageros.

 

 

publicado por victorangelo às 22:30

Neste momento, a questão mais urgente e' a de garantir a manutenção da trégua no Norte Kivu, entre as forças de Laurent Nkunda e as tropas congolesas, ou o que delas resta. Havendo uma paragem na frente militar, na ofensiva armada, torna-se possível restabelecer a ajuda humanitária, e abrir, ao mesmo tempo, um processo político entre Kinshasa e Kigali, que contribua efectivamente para a estabilização da região e para uma paz duradoura.

 

A presença de tropas da UE não e' aconselhável. Se há uma necessidade comprovada de mais tropas estrangeiras, que se reforce a força de paz das Nações Unidas, MONUC. Contingentes militares internacionais fora do quadro político e legal da ONU só deverão ser aceites em momentos de grande excepção, quando outras alternativas tiverem sido esgotadas.

 

publicado por victorangelo às 09:10

01
Nov 08

Este dia e' de todos nós, por o ser de todos os santos.

 

Quem e' mais santo que um português, que tem a paciência de aguentar uma situação económica sem saída, no resvés da pequena economia de sobrevivência, e a bondade de aceitar uma classe dirigente que não consegue perceber que o país esta' a rebentar pelas costuras da pobreza e das dificuldades, a perder pontos a nível internacional?

 

Viva o nosso dia.  Só não e' o dia dos diabos que andam a brincar 'a política em Portugal.

publicado por victorangelo às 22:13

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