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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Assaltantes natalícios

 
A PSP confirma que nas últimas 24 horas, que incluem a noite de Natal, ocorreram mais de trinta assaltos a residências na zona de Lisboa. E' um número elevado, que faz pensar. Tem, politicamente, o peso que todas as questões de insegurança trazem consigo. 

A problemática da segurança é  sempre central em qualquer debate sobre a eficiência da governação, sobretudo quando há um sentimento de insegurança e de impunidade -- será o caso hoje em Portugal -- que se instala no seio das populações. Ignorar este facto tem riscos políticos muito significativos.
 
Antigamente eram os Pais Natal que entravam em casa das pessoas nestas alturas de festas.  Agora, são outros os visitantes.  Andam à procura de prendas. Mas quem acabará por ficar sem prendas será talvez o Governo.

Natal em Terras do Rio Chari

O Rio Logone desagua no Rio Chari, em N'Djamena. O Chari continua de seguida até ao Lago Chade, a cerca de 100 km a Noroeste da capital.

 

Hoje, noite de Natal, a consoada portuguesa reúne cerca de 50 Lusos que, por uma razão ou outra, estão neste momento no Chade. Nunca houve tanto Português neste país, nem mesmo no início do ano, quando a Forca Aérea esteve, por dois meses, em missão nestas terras.

 

Uns são das Nações Unidas, Policias e mais umas coisas, outros são tripulantes e pessoal de apoio de umas aeronaves civis de bandeira portuguesa, que aqui estão há umas semanas, para transportar peregrinos chadianos para Meca e de volta para casa, e assim por diante.

 

O bacalhau e bolo rei, bem como o azeite, vieram de Portugal. O entusiasmo é também de origem nacional.

 

O resto, tem cor local, mas sabe bem. É um Natal muito diferente para todos.

Ventos secos e dirigentes ressequidos

Ontem, foi dia de Suão, aqui conhecido como Harmatão, o vento seco e poeirento do deserto a cobrir a luz do Sol, com a internet a ir-se abaixo, como se tivesse medo das tempestades de areia. É o nosso Inverno / Inferno.

 

O plano de escrever sobre o desaparecimento de Lanzana Conté desfez-se na noite fresca do Sahel.

 

A verdade é que houvera seguido a vida política do falecido Presidente (absoluto) da Guiné-Conakry de perto, durante alguns anos, e havia uma ou duas histórias para contar. Senhor de um país rico, quer em recursos naturais quer em cabeças e capacidades humanas, para mim Conté foi toda a sua vida um Presidente-aldeão, mais do que um Presidente-soldado, uma etiqueta que alguns observadores gostavam de lhe colar. Lembro-me de se contar que um dia um dos ministros lhe trouxe as queixas dos habitantes de Conakry, por causa de não haver luz eléctrica na capital. O Presidente respondeu: " Mas eles vêm donde? Não é do mato? E no mato, há luz? ".

 

 

Um bicho-do-mato.

 

Foi o único Presidente que nunca respondeu a chamadas telefónicas que George W. Bush lhe fez, antes da invasão do Iraque. Nessa altura, a Guiné tinha assento no Conselho de Segurança. O Presidente americano telefonou um par de vezes, para tentar convencer Lanzana Conté a apoiar o projecto de resolução que havia sido apresentado. Nunca conseguiu falar com ele, nem a chamada teve qualquer tipo de resposta.

 

A sua longa passagem pelo poder levou muitos Africanos a dizer que o nome Guiné era um nome de países malfadado. Nenhuma das Guinés, a de Malabo, Bissau, ou de Conakry, consegue sair das crises profundas que as caracterizam, incluindo a Papua Nova Guiné.

 

Com o seu desaparecimento é mais um capítulo da velha geração de líderes desfasados dos tempos modernos que se fechou. Esperemos que a Guiné, que para além de tudo o mais, tem belezas naturais extraordinárias, consiga dar a volta às cliques militares e chamar a si muitos dos civis ilustres que aí nasceram e que entretanto se espalharam pelo mundo.

 

Arejar as ideias

 

Por que razão este blog, perguntava-me hoje uma pessoa amiga?

 

Havia uma profunda surpresa subjacente à questão, por saber quão presa é a vida de um fulano que exerce as funções que eu exerço. Para já não falar no stress que acompanha o meu quotidiano.

 

Sempre pensei que existe um grande nível de culpa, de irresponsabilidade social, quando se está calado nas alturas em que é preciso falar. Sobretudo, quando se tem uma plataforma de apoio, a credibilidade que vem com um certo percurso profissional. Como também é um grande erro, muitas vezes ligado À falta de experiência, falar quando se deveria estar calado.

 

Neste momento, e tendo em conta aquilo que vi pelo mundo e nos becos sem saída de muitas políticas erradas, acredito que é importante levantar a voz e apresentar uma perspectiva diferente. Depois de ter visto percorrer de joelhos, de rastos, aos solavancos, as diferentes estações da estupidez humana, de ter sido testemunha das indiferenças em relação aos outros, das brutalidades que os fracos são obrigados a sofrer, talvez não seja má ideia trazer um pouco de ar fresco à vista das coisas do nosso dia-a-dia.

 

Espero que o blog o consiga e que seja apreciado por quem o lê. Nessa altura, valerá o trabalho que acarreta.

Dogdoré, na fronteira do impossível

 

Dogdoré é uma localidade a 25 kms da fronteira com o Darfur (Sudão). Está situada numa zona de transição entre a savana árida saheliana e a floresta de acácias de zonas secas. Com cerca de 4 000 habitantes, aos quais se juntaram 24 500 deslocados ou refugiados internos, Dogdoré tem conhecido desde Setembro uma onda de ataques violentos, por homens armados, que atacam as autoridades locais, bem como as ONGs que assistem as populacões.

 

ACF ( Action Contre la Faim ), Medecins Sans Frontieres-France e o Comité Internacional da Cruz  Vermelha tiveram que suspender provisoriamente as suas operaçóes de assistencia na zona.

 

 

 

 

Chefe militar de Dogdoré. A discussão sobre as questões de segurança levou a que prometesse uma presenca mais coerente e continua das Forcas Armadas na região, para evitar as infiltrações mortíferas dos Jenjaweeds.

 

Prometeu igualmente que os soldados respeitariam os diretitos humanos das populações civis.

 

 

A intervenção, durante a reunião, do Coronel Herri Ali, comandante da Guarda Nomada, que patrulha o deserto e a savana montada em dromedários, foi igualmente importante. O Coronel mostrou que compreende que a comunidade internacional espera que as suas patrulhas sejam feitas com respeito pela vida e os bens das pessoas. Com disciplina e dentro da lei.

 

 

 

Um dos chefes de comunidades que vivem em Dogdoré. A pobreza, a falta de água, de assistência médica, e de escolas, são, para além da questão fundamental da segurança, os problemas partilhados por todas as comunidades que vivem nesta área.

 

 

 

 


Jovem lider local. Sem acompanhamento, que será o seu dia de amanhã? Que futuro, para alem da violência?

 

 

 

Homens de Dogdoré. As mulheres ficaram em casa.

 

 

Fotos Copyright V. Angelo

 

 

O dinossauro ligeiro

 

Num país de funcionários públicos, muitos dos empregos na administração do Estado têm mais que ver com assistência social 'as famílias do que com o funcionamento da máquina administrativa.

 

Não há nada de errado nesta maneira de encarar a função pública, enquanto não existirem alternativas noutros sectores de actividade económica. Só que com o tempo, torna-se necessário ir procedendo 'a reforma da administração, torna'-la mais eficiente e mais capaz de responder aos desafios do mundo moderno. E' aí que a porca torce o rabinho.

 

Os sindicatos, que por natureza não gostam de mudanças e são sempre muito conservadores, aparecem então como os principais obstáculos 'a modernização. Por isso, e' fundamental manter um diálogo constante com as organizações sindicais. Mas ao mesmo tempo, ter a coragem política para promover a mudança.

 

No entanto, numa altura de crise como a que agora se avoluma, não e' o momento de falar de reformas. O carácter social de certas situações terá que continuar. Mas não e' de igual maneira a altura de pensar em grandes melhorias salariais para todos os funcionários. Isso significaria um agravamento dos impostos e um roubar aos do sector privado para pagar aos do sector público.

 

Quando um dirigente sindical dos quadros técnicos vem a público, como hoje aconteceu e com a ligeireza que a quadra natalícia proporciona e que as televisoes inspiram, falar nas medidas previstas no plano anticrise, classificando-as como "lágrimas de crocodilo", estamos perante uma afirmação mais política do que sindical. Ou seja, confundem-se os papéis. O sindicalismo e' para defender os direitos e regalias dos trabalhadores, com base na aspiração que todos temos por uma vida melhor. Não deveria inspirar-se em agendas partidárias. Nem faltar ao respeito dos bichos.

 

Talvez o senhor tenha uma visão da política tão antiga como a história natural dos crocodilos. O que nos leva ao tempo dos dinossauros.

Depressões

As imagens do telejornal de hoje cansaram a vista e o cérebro. Poderiam mesmo ter levado a depressões graves.

 

O Procurador-geral da República veio dizer que Portugal não está preparado nem tem condições para investigar os crimes financeiros. A alta finança está fora do alcance da lei, é a interpretação. Os meios existentes são, segundo deixou entender, os que serviam para combater o crime na pré-história que antecedeu, há vinte anos, a internet. E o senhor diz isto como se estivesse a contar-nos as peripécias de uma viagem recente às Berlengas, num dia calmo de Verão.

 

A famosa Assembleia da República votou o Estatuto dos Açores, com o CDS a juntar-se ao PS, com a clara intenção de ajudar o PS a afundar-se numa confrontação institucional com o Chefe de Estado. O PSD absteve-se, quando deveria ter votado contra. Teria sido coerente com a sua convicção de que o diploma contem disposições inconstitucionais e com o facto das suas propostas de alteração dos artigos 114 e 140, propostas que respondiam às preocupações expressas pelo Presidente, não terem sido aceites.

 

E depois, houve a votação estranha e que caiu como um cabelo na sopa, em que os Deputados retiraram aos emigrantes o direito ao voto por correspondência. Deve ser por causa do custo das franquias e dos selos dos correios.De facto, esta crise não tem limites.

O senhor das primeiras habilidades apareceu então a falar no "Cabo das Tormentas". Interessante comparação, pois quem conseguia ultrapassar o Cabo nas cascas de nozes que eram as nossas caravelas de então, fazia-o muito enjoado e a dizer muito mal da sua vida. Os que sobreviverem a crise de 2009 não deixarão, também, de se sentir muito enjoados com tanta agitação e frenesim político, com as tempestades que os partidos gostam de fazer em chávenas de chá. E dirão muito mal de certos actores da vida pública. De facto, que tormenta que certos senhores conseguem ser.

 

Depois, apareceram aqueles cavalheiros, com ar próspero mas vestidos de tristeza, de cinzento e negro, preocupados com o estado de pouca graça do BPN, a chorar os fundos perdidos. As câmaras ainda procuraram o conhecido Conselheiro de Estado, mas o homem anda agora noutras andanças. Deve estar em Marrocos, à procura da credibilidade perdida, como quem busca uma moira encantada.

 

Felizmente que tivemos direito  às imagens do almoço de Natal do PSD. Tudo gente fina, embora muitos deles andem sempre de faca na liga, à espera da primeira oportunidade para poderem assassinar a líder. Lá estava o Pedro, na mesa de honra, que os felinos políticos têm sete vidas e muitas faces. Mas são perigosos, como todos os animais selvagens.

 

Logo de seguida veio aquele senhor muito intelectual de barbas, o pereiras mansas, dizer que com o Pedro candidato a Lisboa, ele, homem muito do PSD, não consegue apesar disso tragar a pílula amarga e vai exilar o seu cartão de eleitor para uma aldeia escondida, a pelo menos vinte léguas da capital, e continuar assim, com toda coerência que lhe parece coerente, a votar pela sua dama.

 

Nesta altura, e antes de entrar em parafuso, a melhor solução foi a de mudar de canal para a Al- Jazeera. Fugir não só à RTP, mas também à CNN ou à BBC, que estariam certamente a mostrar imagens horríveis sobre a crise da indústria automóvel, ou sobre a queda sem rede da Libra. Só que as imagens que estavam a passar no ecrã vindo do Golfo Pérsico eram as relativas ao colapso do Governo belga, por pressões indevidas sobre o sistema de justiça, no caso do Banco Fortis.

 

Há dias em que é melhor não ligar a televisão.

Um banco sem vergonha

O meu texto na VISÃO de hoje concentra-se uma vez mais na crise económica internacional. Faço uma referência especial ao muito querido, a seu tempo, Bernie Madoff e 'a maneira como levou 'a ruína muitas fortunas e instituições. Mas sobretudo, ao modo como deu uma machadada de mestre numa questão que e' fundamental para a recuperação económica: a confiança no sistema, nas instituições financeira e nos líderes.

 

Depois de haver escrito esta crónica, surgiu o caso bem único do Banco Santander. Numa reacção inacreditável aos 2.3 mil milhões de dólares que fez desaparecer em fundos "fumaça Madoff",  Santander disse que o problema não e' do banco mas sim dos particulares que, a conselho do banco, note-se, investiram na "pirâmide" que agora se desmoronou.

 

Que falta de seriedade, meus senhores. Que falta de responsabilidade, caros dirigentes do Santander. E' o sacudir a 'agua do capote, mas desta vez, não são umas gotas, e' uma enxurrada.

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