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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Piratarias

 

Copyright V. Ângelo

 

Barco de pesca chinês ancorado no porto de Freetown, na África Ocidental, pronto a levantar ferro para mais uma expedição de pesca.

 

A licença de capturar vale um pouco mais do que o papel e tinta em que está impressa.

 

O peixe é processado na Guiné para poder entrar na Europa sem impostos.

É só ganhar, ganhar, excepto para as populações locais e para a conservação das pescarias...

Debater a liderança e as instituições

Dizem-me que dou demasiada importância às questões de liderança, ao papel transformador que um bom líder desempenha na sociedade que o reconhece.

 

Não nego que considero a boa liderança fundamental para o progresso político e social. A qualquer nível, não apenas nos grandes palcos das cenas internacionais ou nacionais. Mesmo na dimensão local, pública, como as autarquias, ou privada, como nas pequenas empresas, as questões do fio condutor e de quem o assume fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso.

 

Mas o líder poderá facilmente resvalar para a área da arbitrariedade e do autoritarismo se as instituições não se revelarem fortes e razoavelmente operacionais. As instituições são o complemento indispensável de uma liderança determinada. Só o regular funcionamento das instituições permite que o progresso social e a democracia viajem juntos.

 

Seria importante lançar um debate em Portugal sobre o funcionamento das instituições, as suas fraquezas e o seu reforço. E como se exerce a liderança no nosso país, quando o quadro institucional é tão fraco como o que actualmente existe.

Talvez uma rede de bloguistas queira lançar as primeiras pedras da discussão. Com serenidade. 

Uma visão de olhos abertos

Na minha crónica de hoje na VISÃO, disse que se o valor da taxa de referência dos juros baixar para 2.5 % , o que de facto veio a acontecer, estaremos perante o reconhecimento pelo Banco Central Europeu de uma depressão económica em profundidade e de longa duração.

 

Não foi só o BCE quem tomou medidas drásticas. O Banco de Inglaterra baixou a sua taxa de juro para 2 %, o valor mais baixo desde 1951. A Suécia retirou 175 pontos percentuais à sua taxa de referência. Decisões de grande envergadura, sim senhor, mas apenas a ponta do iceberg.

Veremos o que acontecerá em Janeiro.

Entretanto, aqui pela planície das coisas chatas tudo parece beático e prometedor.

Promessas de má-fé

O primeiro-ministro falou hoje, com um optimismo que só ele consegue assumir,  sobre 2009 . Trata-se, de facto, de um ser à parte.

Prometer às famílias um melhor rendimento em 2009 é um bocado estar a gozar com os portugueses, sobretudo com os que levam para casa, no final de cada mês, entre 500 e 700 euros limpos -- a maioria dos empregados está nessa fatia de rendimentos. Ou com os que estão pura e simplesmente sem trabalho ou com empregos precários. A juventude, muito especialmente.

 

O ano de 2009 vai ser um ano de grandes dificuldades económicas na zona euro. Portugal não  será uma excepção. Até porque a nossa economia e os rendimentos das famílias estão muito dependentes da situação económica dos nossos parceiros europeus. Ou por causa das exportações, ou do turismo, ou mesmo porque muitos dos nossos jovens trabalhadores estão a emigrar para a Espanha, a Suíça e outros países da Europa. Com a crise vão ter menos oportunidades nesses países.

 

É verdade que os juros dos empréstimos à habitação vão baixar. Que os preços dos combustíveis poderão manter-se ao nível actual em 2009. Mas o grau de endividamento dos agregados domésticos portugueses é muito elevado e os salários continuam demasiado baixos em comparação com o custo de vida. Por outro lado, a tendência é para o abrandamento significativo do consumo privado. Por isso haverá uma quebra da inflação. Este processo arrasta consigo uma diminuição do emprego disponível. Vendendo-se menos, precisa-se de menos operários, na parte da produção, e de menos trabalhadores da distribuição e do comércio.

 

Não é correcto falar em perspectivas melhores quando se sabe perfeitamente que  recessão vai continuar em 2009.

 

A não ser que se pense utilizar uns dinheirinhos públicos para agradar a uma ou outra camada de eleitores, como os funcionários do estado, na esperança de que eles se mostrem reconhecidos e obrigados no dia do voto.  Seria mais um erro de governação. Porque mesmo com aumentos para os funcionários públicos, existe um nível tal de descontentamento que não serão uns modestos euros que irão mudar a feição das coisas. Há um mal-estar generalizado em muitos grupos sociais.

Penso que só uma política de verdade e de diálogo nos poderão trazer a paz social e a mobilização que tão necessárias são para o nosso crescimento económico e cívico. 

O Ministro português é o pior da Europa

O insuspeito Financial Times, um dos melhores órgãos de comunicação social, ousou dizer, uns dias atrás, que o ministro das finanças de Portugal é o pior da zona euro.

 

Como o melhor é o senhor das finanças da Finlândia, e como estamos a chegar ao Natal, a solução seria a de enviar o nosso homem pouco-sorrisos fazer um estágio em Helsínquia e ao mesmo tempo ir pedir a bênção do Pai Natal. Talvez o PN -- não confundir com o PM -- lhe ponha um pouco de habilidade política no sapatinho.

 

 

Travar a crise

O custo de vida e os preços na zona euro estão exageradamente altos. A introdução da moeda única provocou um aumento de preços que terão necessariamente que ser corrigidos nos tempos mais imediatos.

 

Numa altura em que a crise económica se aprofunda, é fundamental, em termos da macroeconomia, tomar medidas em três áreas bem concretas:

 

--- reduzir os juros dos empréstimos que as famílias estão a pagar;

 

--- baixar os preços dos bens energéticos;

 

--- diminuir o valor do euro, de modo a criar condições para um aumento das exportações europeias para outras partes do mundo, fora da zona euro.

 

Sao medidas de curto prazo, com resultados imediatos. Deverão ser acompanhadas de programas de reestruturação económica de longo prazo e de investimento,  incluindo a promoção de energias mais baratas e renováveis. O sector energético continua a ser o que mais atenção requer, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável futuro.

 

Qualquer ministro das finanças compreende o alcance de medidas deste tipo. Desde que seja minimamente astuto e politicamente atento à situação que actualmente se vive.

 

 

 

 

 

Aprofundamentos

 

A crise económica será o tema da minha crónica desta semana na VISÃO.
 
Entramos em Dezembro com a nítida sensação de que estamos a assistir a um acelerar da crise. Os números do desemprego na zona euro voltaram a crescer em Novembro. Em consequência, o consumo voltou a abrandar, o volume de crédito malparado aumentou e as empresas confrontam-se com maiores dificuldades de tesouraria. Os níveis de confiança na economia desceram, em todos os estados, e o clima de recessão é cada vez mais partilhado por todos.
 
Ainda recentemente, num encontro em Genebra, fui informado de que a maioria das reservas de turismo de grande luxo, para o primeiro trimestre de 2009, estavam a ser seriamente afectadas. Cancelamentos e mais anulações eram a ordem do dia.  
 
Existe uma certa confusão quanto às medidas a adoptar. Na crónica falarei do Plano Barroso. Que aliás começa amanhã a ser discutido em Bruxelas, ao nível dos ministros das finanças. Os actores económicos precisam de acreditar nos pacotes que vão sendo propostos. Mas há uma grande descrença nos líderes políticos. E por isso os planos que vão surgindo acabam por não conseguir gerar as dinâmicas que seriam de esperar.  
 
Apenas o pacote anunciado por Barack Obama foi recebido com entusiasmo. É verdade que representa um montante elevado de recursos, cerca de 7% do PIB americano. Mas a principal razão para o entusiasmo que suscitou é outra: muita gente acredita em Obama com líder. Um ponto fundamental.
 
 
 

Obama escolhe Hillary Clinton

Barack Obama não procura yes-men nem yes-women para a sua administração. Só prova que é um líder a sério, sem medo das opiniões diferentes e das personalidades fortes. Compare-se a maneira com escolhe individualidades do mais elevado calibre com os "sim-senhor" que rodeiam os nossos dirigentes.

 

Vistas largas, meus senhores! 
 

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