Portugal é grande quando abre horizontes

03
Jan 09

Hoje, foi dia de uma longa viagem do Sul para a capital. Estradas em péssimo estado, uma média de 35 quilómetros à hora, um carro a abarrotar, foi um cansaço grande.

 

Ao chegar a casa, começou uma outra crise. Duas das nossas viaturas, mais uma escolta militar das tropas do Chade, estavam dadas como mais ou menos perdidas nas dunas, ravinas e areias traiçoeiras do Sahara. Iam ao encontro de 53 camiões vindos de Bengasi, na Líbia, com mantimentos para os campos de refugiados. Deveriam ter encontrado os camiões na fronteira entre a Líbia e o Chade, mas a verdade é que só viram miragens. Ao fim do dia, conseguimos saber mais ou menos em que frio do deserto iriam passar a noite. Ao que parece, já  talvez em território líbio, onde não deveriam estar.

 

As autoridades líbias, com quem me reuni hoje à noite, prometeram tudo fazer para os ajudar a voltar ao Chade. Mas na zona da fronteira há  todo um conjunto de grupos armados, rebeldes sudaneses do Movimento Justiça e Igualdade. Vai ser preciso passar por eles.

 

Não há dúvida que o Domingo vai ser agitado. Quem disse que não há vida nos desertos?

publicado por victorangelo às 22:44

 

 

Jovem pastor Bororo, vestido como de costume, quando se guardam as vacas,  mas também quando  está na altura de captar uma noiva proveniente de uma família de grandes posses, em termos de gado bovino. 
 
Na sociedade Bororo, um povo nomada Fula, de um sub-grupo etnico que circula entre o Niger, o Chade, os Camaroes e a Repuublica Centro-Africana, os rapazes em idade de casar aparamentam-se e pintam-se a rigor. Depois de dancarem em frente das raparigas casadoiras, alinham-se e estas procedem à escolha dos futuros maridos, numa grande festa que reune todo o cla.
 
 

 

Cavaleiro árabe, dono de vastos rebanhos de camelos. Como todos os homens a cavalo, sabe que está acima da média.


 

 

 

 

 

Contraste com o pobre cavaleiro Bororo, senhor de uma pequena besta e vítima dos muitos conflitos com os agricultores, por cujos campos passam os seus bovinos maratonistas...

 

 

 

 

O soba do Lago, chefe de muitos chefes tradicionais, mais o chefe da polícia local.

 

 

 

O chefe da polícia é um Gorane do norte do Chade, no deserto que faz fronteira com a Líbia, nas terras frias das noites geladas do deserto sem fim.

 

 

 

O patrão da sociedade de transportes locais, homem de muitas cargas, muitos burros e pouca prata.

 

 

 

Os comerciantes vindos da fronteira com o Sahara.

 

 

 

O homem das pescas, um solitário dos céus azuis e das águas cor do além.

 

 

 

 

O Lago abre caminhos de navegação para a Nigéria, Niger e Camarões, sem contar com muitas partes do Chade Ocidental.

 

 

Fotos Copyright V. Ângelo

 

publicado por victorangelo às 22:18

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