Portugal é grande quando abre horizontes

21
Jan 09

 

Diz-me o vento que empurra as dunas que não vale a pena chorar na solidão dos espaços perdidos. O ar e' tão seco, que as lágrimas se evaporam de imediato.

 

Quem se deixa convencer por lágrimas secas?

publicado por victorangelo às 22:23

  

A notação financeira da dívida pública portuguesa, que mede o grau de confiança no nosso presente e na sua evolução a prazo,  baixou de classificação, enviando um sinal forte de crise estrutural em Portugal. Estrutural quer dizer que se trata de um problema profundo,  com as raízes bem enterradas no passado e com poucas hipótese de mudar para melhor, no futuro mais próximo. Quer dizer, também, que se vai continuar a andar a passo lento, enquanto outros nos irão ultrapassando.  

 

Não e' apenas a crise económica internacional que explica a fragilidade da economia nacional. Meus senhores, não digam isso com esse ar de seriedade beata. Aceitem os factos. Encarem a verdade de frente.

 

As causas encontram-se nos muitos anos, e vários governos, de má administração macroeconómica, de falta de incentivos ao investimento de ponta, de burocracias complicadas e paralisantes, e acima de tudo, como resultado de um longo período de insucessos na área da edução, da formação profissional, da preparação para a inovação tecnológica e científica. De indisciplina educativa e de abandono do sistema que deveria preparar os portugueses para um mundo em mudança rápida.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:51

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