Portugal é grande quando abre horizontes

05
Mar 09

 

A minha escrita esta' numa fase de cansaço.
 
Cada linha pesa uma tonelada. Fica incompleta na minha mente, como um rio seco que se perde no deserto.  
 
Cada palavra custa a encontrar as suas letras.
 
Para mais, a actualidade não ajuda. Não se pode escrever todos os dias sobre os males do costume. E quem consegue encontrar inspiração num debate oco, curtinho, como o que teve lugar hoje, no pátio das cantigas da república, sobre as uniões de facto?
 

 

 

publicado por victorangelo às 20:44

 

O meu texto na VISÃO de hoje começa com o parágrafo que cito de seguida. 

 

O país de Amílcar Cabral, um dos grandes filhos de África, um gigante do pensamento político anticolonial que levaria às independências, foi novamente notícia. Mais uma vez, pelas razões erradas. Os assassinatos do General Tagme Na Wai e do Presidente Nino Vieira vieram lembrar-nos que a Guine é um Estado frágil. Um país à beira da ruína política e cívica. Um Estado imprevisível. As instituições da república não funcionam. A democracia não consegue ganhar raízes. O processo de desenvolvimento não arranca. Os serviços públicos estão praticamente paralisados. A reforma do sector de segurança, incluindo a reestruturação das Forcas Armadas, é um projecto constantemente adiado. Quem manda são os senhores da guerra. Vive-se com os fantasmas da luta de libertação nacional, como se o mundo tivesse parado em 1974. Os conflitos entre personalidades são resolvidos a tiro, com golpes e contragolpes. Os melhores quadros do país estão além fronteiras, a trabalhar nos organismos internacionais. Chegou-se a uma situação em que não há espaço para gente competente na Guiné.

publicado por victorangelo às 20:38

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