Portugal é grande quando abre horizontes

06
Mar 09

 

Certos dirigentes da coisa política têm tendência para confundir movimento com liderança. Pensam que por se mexerem muito estão a marcar a agenda. Confundem agitação e frenesim com dinamismo e resultados. Protagonismo com uma linha de actuação clara. A tudo isso, acrescentam uma garganta cheia de voz grossa, para que se confunda ruído com autoridade.
 
São uns verdadeiros bonecos animados.
 
publicado por victorangelo às 21:33

 

Encontrei-me hoje com uma delegação militar do Nepal. Falámos dos 19 500 antigos guerrilheiros maoistas que esperam, em campos especiais, que o governo, que resultou do processo de paz, e que integra os líderes políticos maoistas, decida sobre a sua sorte. Serão desmobilizados? Ou serão, na sua grande maioria, integrados nas Forças Armadas? A verdade e' que os ramos militares já contam com mais de 90 000 soldados. Aumentar esse número, neste momento de reconstrução do país, parece ser uma má opção.
 
Entretanto, o Nepal tem vários batalhões sob a bandeira das Nações Unidas, a participar em missões de paz. No Haiti e no Congo. Na Libéria, igualmente, mas na fase de retirada. Mais. O governo prepara-se para enviar um batalhão, mais uma secção de Polícia Militar,  para o Chade e uma companhia para o Darfur. 
 
A participação em missões de paz e' uma maneira inteligente de manter as tropas motivadas, enquanto o processo político vai ganhando raízes, estabilidade e credibilidade. Mas, mais tarde ou mais cedo, vai ser necessário reduzir os efectivos. Aqui, como em muitos outros países, incluindo na Guiné.
 
Os membros da delegação ofereceram-me, no final, uma faca de combate de alto interesse artístico. Mas, na realidade, arte ou não, e' mais uma arma para matar.
 
publicado por victorangelo às 20:54

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