Portugal é grande quando abre horizontes

09
Mar 09

 

Com a saída forçada do Darfur de 13 ONGs internacionais, uma expulsão que sabe a retaliação por parte do Governo do Presidente Al-Bashir, cerca de 1.3 milhões de pessoas que vivem em campos de deslocados ficaram sem assistência humanitária. As suas necessidades básicas em termos de alimentação, saúde, água potável e escolarização estão em perigo de não serem minimamente satisfeitas. Eram as ONGs que prestavam esses serviços, quer com os seus fundos próprios quer com financiamentos das agências das Nações Unidas.
 
Não se sabe ainda como vai ser possível responder a este vazio humanitário, que ameaça a sobrevivência de muitos.
 
Mas é possível que uma parte desses deslocados atravesse a fronteira em direcção ao Chade. Para procurar ajuda nos campos de refugiados, onde já se encontram mais de 280 000 naturais do Darfur. Se apenas 10% dessas pessoas que agora ficaram sem assistencia atravessar a fronteira, o que poderá acontecer, teremos 130 000 novos refugiados no Chade. Em zonas onde não há água suficiente, não existem infra-estruturas, nem meios técnicos. 
 
A capacidade de resposta humanitária, confrontada que seria com tanta gente a mais,  teria que ser multiplicada da noite para o dia. Uma tarefa bem complicada de realizar.
 
Sem contar com todos os problemas de segurança que esses movimentos em massa arrastam consigo.
   
 
 
 
publicado por victorangelo às 21:49

  

O Senhor Presidente revelou hoje que está  "...preocupado e até um pouco triste com a situação que o país atravessa".  A ver como estão as coisas, não será caso para menos, acrescentaria eu.
 
Afirmou também que e' necessário "...enfrentar a pobreza, derivada do desemprego, do endividamento excessivo e do enfraquecimento familiar".  De facto, a pobreza tem muito que ver com a perca de emprego, que se está a acentuar, e com o insustentável endividamento das famílias, que em certa medida está relacionado com a prática generalizada de baixos salários. O "enfraquecimento familiar" , também conhecido por "uma alta taxa de divórcios", e' um fenómeno do mundo ocidental de hoje. Nem mais nem menos português, acontece por toda a parte.
 
Falta aqui acrescentar que a pobreza em Portugal resulta igualmente das desigualdades sociais, de um Estado que não consegue puxar as pessoas para cima, que não faz funcionar o sistema de educação e de preparação profissional como deve ser. Ora, a educação e' a principal alavanca para tirar os cidadãos, sobretudo os mais jovens, da pobreza.
 
publicado por victorangelo às 20:34

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