Portugal é grande quando abre horizontes

26
Mar 09

 

O meu artigo de hoje na VISÃO centra-se na reunião do G20, que terá lugar na próxima semana em Londres. Também há 76 anos, em plena Depressão, Londres foi o palco de um encontro internacional, com o objectivo de encontrar soluções para a crise de então. Os Estados Unidos, que tinha acabado de eleger Franklin D. Roosevelt como Presidente, adoptaram uma atitude pouco construtiva durante a Conferência de 1933. Uma posição marcadamente nacionalista, que acabou por levar a reunião ao fracasso.

 

Em 2009, o nacionalismo chama-se proteccionismo. E é praticado por quase todos os participantes no encontro de agora. Embora o neguem a pés juntos. Mais ainda, vão para Londres sem terem passado por consultas prévias, por discussões de preparação. É tudo para Inglês ver, e não só. Para lançar poeira noutros olhos também.

 

As medidas que vierem a ser tomadas carecerão de seriedade. Para já não falar na falta de capacidade das instituições existentes par pôr em execução e levar a cabo os enormes pacotes que são prometidos todos os dias.

 

 

publicado por victorangelo às 21:54

 

A senhora das democracias-sociais jantou ontem em Leiria com os empresários da região. Diga-se, de imediato, que tenho um certo grau de admiração pela capacidade empresarial do distrito. É uma zona dinâmica. Que tem que ser melhor conhecida, pois tem bons exemplos de pequenas e médias empresas que funcionam e dão emprego a muita gente.

 

Mas, voltando ao jantar, falou-se dos constrangimentos ao desenvolvimento do nosso país. A personagem central falou da justiça e da sua relação com o investimento, da educação e formação profissional, da burocracia e da corrupção. São bons pontos. É preciso atacar essas áreas, que de facto travam o progresso de Portugal.

Mas, para quem, como eu, anda por esse mundo fora, há também um problema de imagem do país. O que projectamos é a imagem de um país que funciona mal, complicado, desleixado, pouco preparado e sem grande qualidade de vida. Estamos, mais ainda, em risco de vermos a questão da insegurança colada igualmente à imagem da nossa sociedade.

 

Ora, a imagem é meio caminho andado. Faz parte do capital de um país. É como a reputação de uma pessoa ou de uma empresa. Vale milhões.

 

É preciso reflectir sobre esta questão.

 

 

publicado por victorangelo às 11:23

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