Portugal é grande quando abre horizontes

31
Mar 09

 

Há ou não pressões políticas sobre o Ministério Público?  Sobre a investigação em matéria de justiça?

 

Que grande confusão, minhas senhoras e meus senhores. Uma confusão inaceitável numa área fundamental de um Estado de Direito.
 

publicado por victorangelo às 23:32

 

No seguimento do meu brevíssimo texto de ontem, breve mas que reflecte e sintetiza um processo de análise da presente vida pública portuguesa, Jorge S. pergunta-me o que entendo por "espaço político". E qual seria a diferença.

 

Na situação actual, à direita do partido do governo, não há energia, nem projecto, nem ideias novas, nem capacidade de mobilização. Numa altura em que muitos cidadãos se sentem em oposição ao governo, os partidos à direita não oferecem alternativa. O que deixa muitos eleitores dessa área de opinião sem ponto de referência, a flutuar, mas prontos a sair do voto que tradicionalmente davam ao CDS/PP ou ao PSD. São pessoas que estarão, assim o creio, dispostos a votar ao centro e pela mudança.

 

Á esquerda do PS, existe um partido, que embora inspirado por análises do passado, envelhecido, tem um papel sociológico importante e indispensável para o funcionamento da democracia. Mas é um papel limitado, na sua capacidade de mobilizar apoiantes fora das suas bases tradicionais. Continua a atrair uma camada social de condições modestas e precárias, que vive nas grandes periferias, gente boa mas com todas as limitações que a falta de qualificação profissional e o desaparecimento das indústrias tradicionais acarretam. Atrai também um número significativo de reformados, nas zonas onde se conseguiu implantar. Por muito que seja o descontentamento e o sentido de precariedade, não conseguirá chamar a si franjas significativas dos desiludidos. Que continuarão disponíveis para outras mobilizações.

 

Existe um outro partido que os eleitores identificam com a crítica azeda ao poder, mas sem o imaginar como substituo do governo. Não é um partido de governação, é uma força mediática de contestação, que diz umas verdades, se compromete com causas interessantes, sai uma frases bombásticas, fala duro, mas, no imaginário político popular, comporta-se como um partido do contra. E nada mais. Ou seja, muitos dos descontentes só se sentirão atraídos por esse movimento se não existir uma alternativa credível de oposição e que projecte um sentido de governação.

 

É aqui que se encontra o espaço para uma nova força política. Que responda aos anseios do centro e da esquerda, com um projecto de futuro para Portugal. A diferença estaria nas ideias e nas pessoas. Novas ideias e novas pessoas, que existem em Portugal e que seria necessário organizar. Se me disser que a organização é o grande problema, estarei de acordo. Mas não é um obstáculo intransponível.

publicado por victorangelo às 10:49

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