Portugal é grande quando abre horizontes

14
Abr 09

 

 

 

 

 

 

 

Fotos Copyright V. Ângelo

 

Estas são imagens do meu bairro no Norte. Tiradas ontem, antes da viagem para África. Deixei a Primavera na Europa. Um tempo que faz bem à tranquilidade do espírito. A estação dos sonhos que se renovam. Os políticos precisam de voltar a aprender a ver a Primavera.

 

publicado por victorangelo às 22:17

 

Passei a tarde em reunião com os representantes das ONGs humanitárias que trabalham com refugiados provenientes do Darfur. Os refugiados encontram-se numa dúzia de campos no Leste do Chade. Vivem lado a lado com os seis ou sete campos dos deslocados internos chadianos, famílias que fugiram da zona de fronteira com o Sudão, por causa da instabilidade.

  

Uma sala cheia. A reunião teve lugar em Abéché, que é a cidade do Leste que serve de base para as operações na região. Voei de N'Djamena à hora do almoço, regressei a tempo para jantar. O tema do encontro: o medo que reina entre os trabalhadores das ONGs. Sentem-se ameaçados por todo o tipo de riscos: salteadores de estrada, assaltos à mão armada, roubos de carros e outros bens, conflitos entre homens armados, movimentos rebeldes, todo um leque de perigos.

 

O nosso trabalho é o de criar um clima de segurança que permita às organizações dar vida à sua missão humanitária. Num território vasto e inóspito, com muita gente na posse de armas de guerra, é uma tarefa que não é fácil. A impressão que os agentes humanitários nos deram foi de que a segurança não tem melhorado. A nossa interpretação poderá não ser a mesma. Mas não há dúvidas que o medo e´, acima de tudo, um sentimento, uma percepção. Se os nossos parceiros pensam que a situação não está a evoluir no bom sentido, a nossa posição só pode ser uma: tentar responder aos anseios prevalecentes, procurar encontrar meios que levem a uma maior tranquilidade de espírito.

 

É isso que se espera dos governos, de igual modo. Negar, tentar minimizar o problema da segurança, não leva a parte alguma. É varrer para debaixo do tapete.

publicado por victorangelo às 21:28

 

Cheguei a N'Djaména esta noite de Segunda-feira - há umas três horas - a tempo de dizer adeus e condecorar postumamente, numa cerimónia militar que decorreu na parada do meu quartel-general, um Cabo do contingente togolês que havia sido abatido por um soldado da Legião Estrangeira. O legionário matou ainda dois outros colegas, antes de fugir para uma zona árida ao norte de Abéché. Enquanto não foi preso, assassinou ainda um camponês chadiano, por causa do cavalo que este possuía e que lhe dava muito jeito na fuga.

 

O militar togolês tinha chegado cinco dias antes ao Chade, para uma missão de um ano. Nascido em 1979, um jovem, deixou a mulher e seis filhos sem o seu amparo. Um verdadeiro drama.

 

Mas a vida continua.

 

É a primeira vez que o Togo participa numa missão de paz das Nações Unidas. O país está a sair de um longo período de ditadura. O novo Primeiro-Ministro, Gilbert Houngbo, é um amigo meu, colega de longa data e homem sério, que merece todo o apoio que a Europa e a comunidade internacional lhe possam dar. Representa a nova face de África.

 

 

publicado por victorangelo às 00:24

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