Portugal é grande quando abre horizontes

20
Mai 09

 

Começo a manhã de hoje com uma reunião sobre a segurança na zona de fronteira. A retórica belicista tem vindo a crescer, entre os dois vizinhos. Tento fazer compreender que a guerra não é solução, nem para o Chade nem para o Sudão. As vozes influentes da comunidade internacional têm que repetir a mesma mensagem.

 

Depois da reunião, dirijo-me para a cidade de Moundou, 500 quilómetros ao Sul da capital do Chade. Vou ter uma conversa com o Governador da região. Depois, estarei com o pessoal internacional que opera na área. Uma zona onde de vez em quando homens armados param os carros que por aí circulam, dão uns tiritos e levam o que lhes cai à mão. O pessoal da ONU é um dos alvos preferidos. Mas não o único.

 

No dia seguinte, Quinta-feira, estarei ainda mais a Sul, no mato que é a fronteira com a República Centro-Africana. Devo visitar, entre outras tarefas, os três missionários portugueses que vivem nessas terras, um por cada lado. São gente muito interessante. Dois deles, muito jovens. O outro, um "velho" de quase cinquenta anos, muitos dos quais vividos por estas terras do Sul do Chade.

 

O blog vai sofrer com a viagem, mas haverá certamente histórias para contar, no regresso. Entretanto, para a nova equipa do GOE, que me acompanhará, vai ser a sua primeira grande saída para uma área mais complicada.

 

 

 

publicado por victorangelo às 10:11

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