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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A Unidade Especial de Polícia

 

 

Visitei hoje a quinta, em Belas, onde estão instaladas as várias secções da Unidade Especial de Polícia da PSP. 

 

São secções de elite, com homens e mulheres que gostam do que fazem, dedicados e prontos a todos os sacrifícios pessoais, para assegurar o bem comum e a segurança de todos os cidadãos.

 

São gente de grande mérito, com um sentido muito agudo do dever e da disciplina, num Estado de Direito. Fazem parte das novas gerações de portugueses de que Portugal tanto precisa. Devem servir de exemplo a muitos dos nossos jovens.

 

 

 

 

As forças conservadoras num Portugal por modernizar

 

O Portugal político é ainda mais conservador que o Portugal sociológico.

 

Hoje, foi a vez da eutanásia. Foi posta na câmara fria. Os conservadores marcaram mais um ponto. Com a benção dos homens vestidos de negro.

 

 

O rio tranquilo

 

Da minha varanda, neste serão fresco de Domingo, o Tejo parece correr com tranquilidade. Não há grande movimento. Mesmo as ruas, entre o grande rio e a minha casa, estão relativamente silenciosas.

 

É altura de escrever a minha peça regular, para a revista que me acolhe. Depois de um fim-de-semana de férias em família, coisa rara, as palavras escritas têm dificuldades em encontrar o caudal habitual. As frases, depois das pessoas, parecem coisa vagas, pesadas e impenetráveis.

 

Tudo muito a contrastar com a calma das águas e deste lado da cidade.

Frouxamente

 

Para o observador externo, mas atento, os sinais de crise são evidentes. O comércio da Grande Lisboa está sem clientes, o poder de compra passeia-se pelos centros comerciais com os bolsos rotos, os restaurantes que não são de luxo, vazios, os monumentos sem turistas, e as praias cheias sim, mas com os sem-dinheiro cá da casa.

 

Os políticos também andam frouxos de ideias. Ouviram falar de algum projecto em relação ao futuro? De algum programa que proponha soluções concretas às fragilidades da economia e da sociedade portuguesas? Que abra horizontes? Que vá além das caras gastas e cansadas, que já não convencem ninguém?

 

Fracos políticos, sim, a não ser quando se trata de ataques pessoais e de cacetadas. Nestes casos, as energias dos homens das cavernas voltam à tona de água, com o ímpeto raivoso de quem, lá bem no fundo, conhece as suas limitações. É a continuação da política dos arrebatamentos.

 

Ainda hoje, aparecem dois desses arrebatamentos, na imprensa semanal. Dois lobos que agora pensam, tendo em conta o estado das coisas, que vale a pena ser feroz em relação ao resto da matilha a que sempre pertenceram e com quem sempre andaram à caça.

 

Emergências e imaginações

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A ambulância, o motor a quatro tempos e o motorista-socorrista, no parque de estacionamento do hospital de uma ONG, num campo de refugiados a 45 quilómetros ao Sul de Farchana, no Leste do Chade.

 

Os refugiados são do Darfur, a ONG recebe apoios ingleses, a imaginação é de todos.

 

Funciona. A taxa de mortalidade materna, por exemplo, atingiu um nível muito próximo do europeu.

 

O grande desafio é tornar este tipo de serviços acessível às populações autóctones, para que não exista uma disparidade gritante entre os serviços prestados aos refugiados e a falta de condições, no que respeita às populações locais.

 

A preocupação com os refugiados tem que ser acompanhada por apoios concretos às aldeias vizinhas dos campos.  

 

G8 com quarenta líderes e pouca direcção

 

Já podem ler e comentar o meu texto on-line na Visão desta semana:

 

http://aeiou.visao.pt/os-tremores-do-g8=f515776

 

Trata-se de uma reflexão sobre a cimeira do G8. L' Aquila, a localidade onde decorre a reunião, é terra de tremores. Berlusconi, o actor principal da coreografia dos líderes, sofre de outros tremores, que lhe afectam a imagem.

 

E o nosso compatriota de Bruxelas, também presente na cimeira, anda a tremer, sem saber o que lhe vai acontecer depois do Verão.

 

É, de facto, um encontro em que muitos tremem.

 

 

A má condução dos pistoleiros portugueses

 

Depois de passar vários dias a conduzir pela Bélgica, França e Espanha, tive hoje a oportunidade, uma vez mais, de confirmar o que todos sabemos, que os condutores portugueses são, em média, os piores do lote.

 

É uma condução de gente sem civismo, sem respeito pelos outros, e sem miolos. Uns fora-da-lei de cabeça ligeira. Perigosos.

 

Também é verdade que os meios de controlo não ajudam. Onde, noutros países, existem radares um pouco por toda a parte, em Portugal não temos equipamentos suficientes. Ficamos muito aquém da média europeia em termos de controlo da segurança nas estradas.

 

Somos mentalmente subdesenvolvidos, e subdesenvolvidos também em termos de equipamentos.

 

E de liderança, claro!

A crise em Salamanca

 

A decisão foi de passar a noite de hoje em Salamanca. Uma c idade que sempre associei a Miguel de Unamuno, o grande pensador e comentarista das primeiras décadas do século passado. Bem como a uma aventura de jovem, num regresso da Bélgica com a Christiane, em 1969. Foi nesse ano que visitei Salamanca pela primeira e pela última vez, com todos os sabores de quem tinha 20 anos mal medidos.

 

Hoje, a cidade é outra. Apareceram muitas urbanizações nos arredores do casco urbano. Mas continua a ser uma urbe fundamentalmente académica. O Programa Erasmus traz jovens universitários de toda a Europa. Sentado, esta tarde, na Plaza Mayor, vi desfilar, mesmo neste período em que as aulas estão paradas, jovens com todos os tons de loiro e de castanho. Faz bem ver a juventude. Pensa em termos mais abertos.

 

Jantei no Mencía, que é dos melhores locais da cidade. Estava às moscas. O proprietário, com quem passei o serão a falar da crise, disse-me que a quebra de receitas, em relação ao período homólogo de 2008, é de mais de 40%. Na verdade, queria dizer pelo menos 50%, mas faltava-lhe a coragem para o fazer. Quer acreditar que a situação vai melhorar. Não quer dar um ar de pessimismo à vida. Mas a vida está em crise, e em Salamanca, também. Não há dinheiro para jantares fora de casa, não aparecem turistas, está tudo muito parado.

 

É verdade. Estamos em Julho, e as ruas estão desertas de forasteiros. Os habitantes locais passeiam-se pelas principais artérias. Mas é um passeio sem despesas. É o passeio dos pobres.

 

No final disse-me que apenas o novo homem do Real Madrid não tem razões para se queixar...

 

E assim vai o jogo da vida.

 

 

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