Portugal é grande quando abre horizontes

24
Ago 09

 

Durante a tarde e o serão, a capital está deserta. O período do Ramadão vive-se devagar. Trabalha-se pela manhã. Depois, o cansaço começa a fazer das suas. Um dirigente político dizia-me que não é a privação de comida e de bebida, durante as horas de Sol, que mais custa. É o não poder fumar. Raio do vício, que é mais forte do que as necessidades básicas.

 

Falei com Nova Iorque. As Nações Unidas também estão desertas. As duas últimas semanas de Agosto são o grande período de férias na Costa Leste dos Estados Unidos. Até o Presidente está ausente. Mas os Noruegueses, ao criticar o Secretário-geral, trouxeram uma vaga de frio que tem estado a provocar arrepios em Nova Iorque.

 

À noite, foi a conversa com Lisboa. Também está parada.

 

Só os políticos andam mexidos, que isto de ter eleições em Setembro dá cabo das férias.

 

Um deles anda inaugurar primeiras pedras. É a política das pedras soltas.

 

Outro, voltou às feiras. Tem um olhar esgazeado, que mete medo às criancinhas. Ainda bem que não tem hipóteses de se tornar chefe do infantário.

 

A dama está a escrever, sem pressas, um programa de governo, numa folha A4, que irá apresentar aos portugueses quando Deus quiser. Tem razão. O poder vai cair-lhe nas mãos, basta esperar.

 

O chefe-mor diz que recebeu um jipe cheio de leis para assinar. Uma frase assassina. Com um veto, hoje, nas uniões de facto, que é como quem vai passando umas rasteiras à equipa adversária e espera que o árbrito não dê pela marosca.

 

Além das arribas que se vão abaixo, temos os nossos políticos. Esmagam tudo o que está à sua beira.

 

 

publicado por victorangelo às 22:55

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