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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os golos dos políticos

 

O pessoal está a ver os debates televisivos entre os políticos como se se tratasse de jogos de futebol. Tudo é resumido na perspectiva do saber quem ganhou e quem perdeu. As tiradas principais são contadas como quem conta um golo. E com a ligeireza bem nacional que caracteriza muitos de nós.

Os ecrãs da fantasia

 

Na vida pública, na diplomacia, nas relações entre as pessoas, é fundamental adoptar uma atitude positiva. É um sinal de grandeza, de maturidade, de serenidade perante os problemas.

 

Quando se está confrontado com um ego muito grande, como agora acontece e é visível nos debates televisivos, em que certos protagonistas estão manifestamente inchados pela importância que a si próprios se atribuem, é difícil não reagir pela negativa. Seria um erro. Como eles controlam as máquinas partidárias e têm muitos jornalistas no bolso traseiro das calças, é melhor deixá-los em paz. E procurar outros meio de revitalizar o debate sobre o futuro de Portugal.

 

As televisões desempenham o papel fundamental. Se não se passa pelos ecrãs, a capacidade de impacto é quase nula. Por isso, há que dedicar muito mais atenção à critica das televisões, à análise do acesso, aos lóbis que as controlam, às mensagens que nos fazem chegar.

 

Espero que a comunidade bloguista passe a interessar-se mais pelo assunto.

O vento sopra devagarinho.

 

Longe do terreno de operações, é verdade, mas em contacto. Nas últimas 24 horas tivemos uma emboscada contra uma das mulheres que se ocupa da segurança, tiros, cinco homens em camuflado militar ao ataque, donde viriam, pergunto, o pânico, o carro a tentar escapar ao assalto, a virar-se no terreno instável, uma situação que traz mais dores de cabeça e aflições.

 

Também ocorreu um acidente com uma das equipas de pilotos de helicópteros. Uma festa mal sucedida. Vodka. Mais vodka, que os pilotos provenientes das terras frias nem sempre se lembram que estamos em zonas secas. Feridos. Uma corrida louca para o nosso hospital militar, acidente, à entrada da base, precipitação, mais feridos, novo embarque, sempre a caminho do hospital, mas o piloto que fazia de motorista, turvado pela pressa, o álcool, a confusão, entra a direito na base, esquece-se que a entrada faz um S de segurança, vai de frente contra as barreiras de protecção, mais outro ferido, mais confusão, há dias assim, em que os estragos são por nossa conta.

 

Entretanto, um mundo diferente gira à minha volta. Hoje. Um mundo onde se navega num lago de tranquilidades e facilidades, como se a vida fosse um jardim de flores cor creme e roxa, em que uns têm tudo, e outros vivem num Portugal que não paga os salários em atraso, que rouba a criatividade dos que sabem fazer coisas, um país que recompensa o esforço com misérias, e que se deixa andar, sem tino nem moral, ao abrigo da pequenez que somos e do vento que sopra devagarinho.

Le petit blanc, com muitos copos

 

Durante a noite, viajei de N'Djaména para Paris. A título pessoal, por isso tinha um bilhete para a classe sardinha. Ao meu lado, sentou-se "un petit blanc". Um daqueles brancos que se perderam por África, quando aconteceu a descolonização. Sem qualificações, foram sempre arranjando emprego como capatazes ao Sol, apenas por serem brancos. São o último elo da cadeia, a mandar nas tarefas que apenas exigem mão-de-obra e supervisão, para que os trabalhadores não abusem.

 

O meu "petit blanc" regressava a casa, depois de trinta e tal anos perdido pelo mundo. Disse-me que tinha estado em todo o sítio que é África, e mencionou, para ilustrar, Martinica, Guadalupe, Polinésia, Guiana Francesa, etc, para além das Mauritânias e outros sítios que, esses sim, estão em África. Afinal, o que ele queria dizer é que tudo o que é Negro lhe é familiar. Uma maneira de ver.

 

Figura fraca de estatura, corroído pelo Sol, as mulheres dos trópicos e muito álcool. Tossia a má vida de vez em quando, as privações de quem anda aos caídos pelo mundo duro das terras que são agrestes e violentas, aquele som de quem tem os pulmões e alma à briga entre eles.

 

Estava, por outro lado, embriagado até à raiz dos cabelos. Ainda pensei exigir que o tirassem do avião, que não tinha condições para viajar e deixar os outros em paz. Falei com o chefe de cabine. Decidiu-se que iria continuar viagem, talvez a última de grande curso. Para não acrescentar mais miséria ao diabo da vida. Até porque a Air France tem um certo fraco pelos franceses...

 

Quando veio o jantar, o homem queria e gritava por um pastis, "un apéro", e vinho. Fiz ver ao pessoal de bordo que não seria aceitável responder afirmativamente. O "pequeno" ficou ainda mais podre e resmungou mais uma hora ou duas, até cair de cansaço, sobre si mesmo. Entretanto, cumprimentou-me, dizendo que nunca tinha tido, nas suas muitas viagens, um "abrutti" como eu como companheiro de voo.

 

Triste fecho para uma descolonização tardia.

Líbia, complexidades e cabeça fria

 

O meu texto desta semana na VISÃO on-line ataca o problema das relações diplomáticas com a Líbia, no seguimento o caso Lockerbie e da libertação do bombista.

 

Tendo em conta a minha experiência de trabalho com o governo líbio, faço algumas considerações sobre a questão. A Líbia, um país vizinho da Europa, merece uma atenção especial. Nem que seja pelo facto de ter uma grande influência nos países do Sahel.

 

O artigo pode ser lido:

 

http://aeiou.visao.pt/prudencia-e-ideias-claras=f527658

 

O meu velho crítico Cravinho já fez uma série de comentários sobre o meu texto. Muito interessantes, pois revelam uma certa fatia do pensamento português. Recomendo. E agradeço, que eu sou um escrivão que gosta de ser objecto de comentários.

A entrevista inteligente

 

O candidato preparou-se bem --em política, a preparação é meio caminho andado-- e deu uma boa entrevista. Apareceu manso e humano. Uma nova imagem.

 

Os que dizem que o homem estava a representar esquecem-se que a política é teatro. O público sabe que é espectáculo, mas gosta.

 

Desfecho e mais aventuras

 

O funcionário internacional de Médecins sans Frontières (Hollande) foi libertado hoje à tarde, depois de quase um mês nas mãos dos raptores. Vai ser entrevistado pela polícia. Esperemos que compreenda que tem que contar o que sabe.

 

Entretanto, a nossa polícia prendeu três criminosos de alto gabarito, no Sul da zona de operações. Tinham estado ligados a vários assaltos contra as ONGs, incluindo um caso de violação. Foram transferidos esta tarde de helicóptero para a capital. Se assim não fosse, acabariam por fugir da prisão local, como sempre acontece.

 

Mas nem tudo é positivo. Care International perdeu um veículo em Abéché, hoje, em plena cidade. Os atacantes mandaram parar e fugiram com o carro. Como sempre, por volta das 18:00 horas, quando o dia se aproxima da noite. É a hora fatídica, para este tipo de crimes.

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