Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 09

 

As mulheres e as raparigas, nesta parte do mundo onde me encontro, são vítimas de violências quotidianas. Apesar da legislação o não permitir, os maus tratos, as violações, a negação dos direitos mais elementares, os casamentos em idade precoce, incluindo os que resultam do uso da força e são feitos contra a vontade das raparigas, a poligamia e a miséria, tudo isto acontece por todo o lado, à vista de todos.

 

Para agravar a situação, a mortalidade durante a gravidez e o parto faz presença na história diária de muitas famílias. Os números são impressionantes.

 

Hoje lançámos no Chade uma campanha para combater estas duas tragédias. Todos prometeram contribuir para o sucesso da campanha. Mas a cabeça das pessoas é complicada, demora tempo a mudar. Por outro lado, as instituições de saúde pública e os serviços sanitários funcionam mal, sem recursos e com muita fuga de meios para fins ilícitos.

 

Enquanto estava na cerimónia lembrei-me que em Angola e em S.Tomé, por influência do país grande, os homens do poder e os ricos andam agora à procura das "catorzinhas". Ou seja, de parceiras muito tenras, que o homem do poder é um lobo mau.

 

Catorze anos!

 

Quando se pensa que se avança, saem uns asneirentos a fazer das suas. Mas enfim. Vamos acreditar nas duas campanhas que hoje começam a ser levadas à prática.

 

 

publicado por victorangelo às 19:38

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