Portugal é grande quando abre horizontes

15
Fev 10

 

Continuo a viver um período de reflexão. Mas sem estar totalmente afastado da diplomacia activa. Ainda hoje passei um tempo sem fim ao telefone, para preparar a estratégia a seguir nas próximas semanas. Falei com Nova Iorque e com o terreno, como se diz entre nós. As iniciativas que vão requerer o envolvimento do Conselho de Segurança exigiram uma atenção muito especial.

 

Enquanto preparava as intervenções que se seguem, pensei, várias vezes, na maneira tão diferente com que se estão a fazer as coisas em Portugal. No caso do nosso país, é a cacofonia que prima. Fica-se com a impressão que tudo é orquestrado tendo o protagonismo da comunicação social como primeira preocupação. Os media parecem ser os principais destinatários das medidas. Tudo se faz com a esperança de aparecer um microfone à frente da boca e uma câmara de televisão ao lado da cara, do bom lado do perfil, claro. Na ONU e na política internacional a sério, as coisas fazem-se para se obterem resultados. Não se utilizam os jornais para fazer eco, nem as televisões para mandar recados.

 

Em Portugal, pensa-se e vive-se um clima de espectáculo. Os políticos, os jornalistas, os juízes, os oportunistas, andam todos ao molho. Ninguém faz coisa séria. O protagonismo confunde-se com a importância. As palhaçadas tomam o lugar das medidas necessárias. A imagem confunde-se com a resolução dos problemas. E estes continuam por resolver.

 

 

publicado por victorangelo às 20:20

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