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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Nuvens

De repente, as pressões políticas limpam os céus da União Europeia e os voos recomeçam. Mas há uma outra nuvem que continua a pairar sobre a Europa: a da confusão dos líderes, uma mancha escura que é composta por várias substâncias tóxicas, incluindo o medo de acarretar com as responsabilidades, a preferência pelas situações de facilidade, a falta de visão, as hesitações, o não te rales. 

 

Dito de outro modo, parece que não há piloto no cockpit europeu. É tudo ao sabor das erupções, das pressões e dos ventos fortes.

Uma dúvida

 

Com os principais aeroportos da Europa Ocidental fechados há quatro dias, por efeito do vulcão perdido no Atlântico Norte, em terras da Islândia, os prejuízos económicos e os incómodos pessoais estão a tornar-se insuportáveis.

 

Numa altura de crise profunda, a paralisação dos transportes aéreos é mais uma acha para a fogueira da recessão.

 

Fica-se, agora, a pensar que a prudência é capaz de ter sido excessiva, que se não esteve com meias medidas e se foi directamente do oito para o oitenta. Decisões desta gravidade exigem uma ponderação muito fina de todas as suas consequências. Pedem muito cuidado, muita análise, muito trabalho técnico, antes de serem tomadas.

 

Terá acontecido assim? A dúvida paira no ar, como também pairam as cinzas vindas do Norte.

Sol e inquietações

Copyright V. Ângelo

 

Tivemos um belo dia, hoje, em Bruxelas. De manhã, cortei a relva, à tarde tirei esta fotografia. A pensar nos meus amigos em Portugal, que estiveram a sofrer com o mau tempo.

 

Entre uma coisa e outra, passei algum tempo a observar as eleições na Grã-Bretanha. Uma amiga minha, bem Inglesa, disse-me, a propósito, que o nome do país deveria mudar, para passar a ser apenas Bretanha, que as grandezas eram coisas do passado. Já não faz sentido falar na grande, quando tudo é bem mais pedestre, curto de horizontes e sem lustro.

 

O comentário revela a desilusão em que muitos Ingleses vivem. Também é verdade que, nos últimos tempos, os Ingleses têm feito menos turismo em Portugal. Se tivessem visto a nossa situação, sentir-se-iam mais optimistas e menos inquietos com a sua própria crise.

África entrevistada

 

Ontem, falei na RDP África sobre um conjunto de questões da actualidade. Foi um discorrer entre amigos, com as preocupações do ouvinte sempre presentes, para que a conversa pudesse ter algum interesse. 

 

Tratou-se da minha segunda entrevista radiofónica da semana. Segundo entendi, os níveis de escuta nos PALOP e em Timor-Leste foram muito elevados.

  

 

 

Pode ser ouvida no sítio:

 

 http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=2099

 

Aconselho a quem se apaixona por questões africanas.

 

 

Saskia

 

A Saskia nasceu este serão. É filha da Leslie, que é, por sua vez, a minha filha mais velha.

 

Veio ao mundo em Bruxelas, com sangue escocês, da parte do pai, belga e português, do lado da Leslie. É a nova geração europeia.

É a economia, estúpido...

 

Para além do Pacto de Estabilidade e Crescimento, que mais não é que um programa de restrição fiscal e de contas públicas por acertar, depois de gastos à brava, por motivos político-partidários,  a questão central permanece: como revitalizar a economia portuguesa?

 

Sem uma economia dinâmica, moderna, competitiva e com nichos próprios, não haverá emprego, nem serviços sociais de qualidade, nem contas públicas dentro das regras.

 

Os nossos dirigentes parecem ter perdido de vista a questão da economia. Ou então, têm medo de abordar as dimensões estratégicas que definirão o nosso futuro. Existe a ideia, na nossa política, que dizer a verdade faz perder votos.

 

 

Entrevista à Antena 1

 

Gostava de convidar os leitores a ouvir a entrevista que a Antena 1 teve a amabilidade de me fazer. Está disponível em:

 

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Victor-Angelo.rtp&article=1857&visual=11&tm=16&headline=13

 

Com calma, falámos de política internacional, de interesses estratégicos e da resolução de conflitos.

De Fátima a George Soros

Disse recentemente que somos um país mais perto de Fátima do que da capital, Lisboa. Assim o penso.  Boa gente, não tenhamos dúvida, mas que acredita mais nuns pastorinhos de um Portugal antigo do que nos valores que nos podem abrir as portas do futuro e do mundo.

 

Hoje, no meu voo para a Europa, viajavam mais de quarenta peregrinos, em trânsito por Bruxelas para a Terra Santa. Vinham de uma paróquia perto de Lisboa, na linha de Cascais. A idade média deste grupo devia rondar os setenta. Os indicadores exteriores de riqueza pareciam revelar poder de compra, sem grandes preocupações. Não entendiam as instruções do pessoal de cabine, nem em francês nem em inglês. Mesmo num trajecto tão simples, estavam perdidos. Perguntei ao organizador, um homem na casa dos quarenta, com toda a aparência de ser um português de raízes judaicas, que iria acontecer a esta gente, quando fossem entrevistados pelos serviços de segurança em Tel Aviv. O aeroporto dessa cidade é dos mais rigorosos do mundo. Talvez, mesmo, o mais exigente. Sorriu, levantou os olhos para o céu, como que para dizer que uma boa mistura de fé e de ingenuidade acaba por produzir milagres.

 

George Soros não é homem de milagres, embora tenha ganho, no início dos anos 90, cerca de mil milhões de dólares numa especulação monetária contra o valor da libra inglesa. Quem tem os olhos abertos pode dispensar um milagrezinho. Soros acaba de criar, depois de muitas outras iniciativas de grande sucesso, como a fundação Open Society, uma nova instituição, um centro de reflexão de muito alto nível, sobre as novas maneiras de pensar a economia mundial. Chamou-lhe Institute for New Economic Thinking. A cerimónia de lançamento deste think tank, na Europa, teve lugar este fim-de-semana, em Cambridge. A famosa universidade. Vale a pena ficar com um olho apontado para esta matéria. É assunto de grande actualidade. Fica, no entanto, muito longe de todas as outras peregrinações, de Fátima ao Monte das Oliveiras.

 

 

Ter as prioridades às avessas

 

Entre as muitas coisas que não entendo, uma delas é a urgência de uma revisão constitucional em Portugal. Que razão leva certos dirigentes a dizer que é preciso rever a Constituição nos próximos meses?

 

Fico com a impressão que, mais uma vez, numa altura de crise nacional profunda, se confunde as prioridades, se procura distrair a opinião pública com matérias menos prementes, quando a economia, a sociedade, a pobreza, o futuro do nosso país como Estado membro da UE deveriam ser os temas dos grandes debates nacionais.  

 

A confusão à volta dos desafios que são cruciais, ou é deliberada e mal intencionada, ou, então, mostra que quem anda a fazer política tem as prioridades desencontradas com o país real.

Um país em cima do joelho

A falta de formação profissional dos trabalhadores portugueses continua a ser uma das razões fundamentais do nosso atraso económico. Basta andar por aí para se perceber que somos um país de amadores, de "soldados sem instrução" e de fazedores de coisas em cima do joelho. 

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